Estive debatendo sobre pontos de vista...
Sempre tive a opniao de que cada pessoa e unica, e que todos temos direitos a decisoes.
Independente do motivo, cada pessoa tem direito de viver, escolher, fazer o que quiser, nao invadindo o espaco de outra pessoa, nao tentando alienar a opniao do proximo..
Acabei descobrindo, a cada frase que saia de minha boca, que em algum ponto do caminho eu acabei perdendo muito ou todo o meu respeito, e o meu racicinio logico...
O que antes eu via como maleavel, acabei deixando emocoes e preconceitos tomarem lugar ao ponto da arrogancia.
Sem evidencias, sem fatos concretos, com argumentos insolitos, minhas opnioes foram derrubadas como um castelo de cartas.
O que me irritou, na verdade, nao foi a queda dos meu argumentos, pois eu sabia como eram falsos ou mesmo preconceituosos, ate mesmo egoistas, mas o fato de eu ter deixado, em algum ponto, a arrogancia me dominar, ao ponto de eu esquecer meus principios basicos.
A que ponto a amargura, ou minha decepcao com as pessoas influenciam quem sou agora?
A que ponto minha arrogancia e confianca, ou mesmo pode-se dizer, superioridade, mudaram meus pensamentos?
Uma parte minha discute a cada palavra, e a outra entende e aceita.
Tento formar novos conceitos, novas opnioes a cada descoberta, mas a que ponto eu deixei de aceitar o que vem de novo?
Tento acreditar que ainda sou uma pessoa aberta, mas agora me pergunto...
Na hora em que ouco algo que acredito vir de uma pessoa racional, com argumentos fortes, eu respeito e absorvo. Discuto meus pontos, somente para saber onde esta meu erro.
Mas e na hora que escuto algo de alguem que julgo nao ter valor nenhum para mim?
Nao nesse conceito de que sou superior a todos, mas antigamente costumava acreditar que tudo e todos tinham algo a me ensinar, e que poderia aprender com qualquer um.
Ainda acredito sim, de verdade e firme, que qualquer e toda situacao e conceito pode me ensinar algo...
Mas e quanto as pessoas que eu nao gosto, por motivos pessoais?
Depois de um tempo, eu analiso e absorvo o que tem de real, o que eu entendo, e chego a aceitar quase que por completamente..
Mas na hora, como estou reagindo?
O tempo muda as pessoas, mas quando comecamos a perder em nossas proprias opnioes, algo esta errado.
Ou estamos evoluindo, ou estamos regredindo.
Me sinto um pouco ofendida, por mim mesma, em meu orgulho, por estar sendo tao futil ultimamente.
Estou um pouco ultrajada por alguns pensamentos incoerentes e deprovidos de logica que estou formulando.
Me sinto perdida, de certa forma, ouvindo sair de minha pessoa algo que nao deveria estar dentro de meu cerebro, uma vez que era de opniao totalmente diferente.
Enfim.
O tempo muda, tudo e todos, mas no fim, talvez nao mude nada.
~Palavras Cotidianas.
.
"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."
-
-
''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''
Friedrich Nietzsche
Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.
- José Saramago.
no surprises...
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26 de fevereiro de 2013
27 de outubro de 2010
judging yourself worse than the others is one of the most violent acts of pride ,
because it is using the most destructive way possible to be different.
eu sempre me lembro dessa frase...
sempre me falam algo assim...
e eu acredito nisso, é a maior verdade...
mas ninguém pára para pensar que existem pessoas que simplesmente não se importam com o resto, com os outros.
então, consequentemente, essa pessoa não se acha menos por se comparar com as pessoas.
eu sinceramente não preciso de um exemplo pra seguir, pra parecer, pra tentar.
apenas acho...bem, enfim...
acredito que existem muitas pessoas que simplesmente ficam se dizendo menos para ouvir dos outros que não, ela não é menos...
nem sequer nisso eu me encaixo, ridículo né?
aonde eu posso descansar meus pés?
quero um lugar onde eu possa ir e respirar um ar mais limpo, longe de mim mesma...
enfim.
me apaixonei de novo '-'
Hakuouki Shinsengumi Kitan foi baseado num jogo (foi assim que descobri o anime!)...
enfim, não tou com paciencia pra descrever agora...
a garota meio que me irrita demais, odeio as do tipo que não servem pra nada além de enfeitar a história, mas enfim, vai saber o que se passa nessa minha cabeça '-'
because it is using the most destructive way possible to be different.
eu sempre me lembro dessa frase...
sempre me falam algo assim...
e eu acredito nisso, é a maior verdade...
mas ninguém pára para pensar que existem pessoas que simplesmente não se importam com o resto, com os outros.
então, consequentemente, essa pessoa não se acha menos por se comparar com as pessoas.
eu sinceramente não preciso de um exemplo pra seguir, pra parecer, pra tentar.
apenas acho...bem, enfim...
acredito que existem muitas pessoas que simplesmente ficam se dizendo menos para ouvir dos outros que não, ela não é menos...
nem sequer nisso eu me encaixo, ridículo né?
aonde eu posso descansar meus pés?
quero um lugar onde eu possa ir e respirar um ar mais limpo, longe de mim mesma...
enfim.
me apaixonei de novo '-'
Hakuouki Shinsengumi Kitan foi baseado num jogo (foi assim que descobri o anime!)...
enfim, não tou com paciencia pra descrever agora...
a garota meio que me irrita demais, odeio as do tipo que não servem pra nada além de enfeitar a história, mas enfim, vai saber o que se passa nessa minha cabeça '-'
30 de setembro de 2010
minha cor preferida e verde.
seguida de branco, rosa, azul e violeta, em tons pasteis.
cores claras, estilo vintage, fotos envelhecidas.
apenas pra me lembrar, quando minha personalidade mudar novamente.
sera que eu escrevi, nos anos antes das mudancas, que eu gostava de preto, roxo, vermelho e..verde?
me parece que verde e a unica constante.
enfim, de onde surgiu a ideia?
da minha caneca de cha, um dos maiores vicios..
sapinho :3
seguida de branco, rosa, azul e violeta, em tons pasteis.
cores claras, estilo vintage, fotos envelhecidas.
apenas pra me lembrar, quando minha personalidade mudar novamente.
sera que eu escrevi, nos anos antes das mudancas, que eu gostava de preto, roxo, vermelho e..verde?
me parece que verde e a unica constante.
enfim, de onde surgiu a ideia?
da minha caneca de cha, um dos maiores vicios..
sapinho :3
15 de setembro de 2010
me sinto vazia e um tanto quanto frustrada, comigo mesma.
meus dedos estão mudos e meu mundo gira em busca de seu rabo, estou zonza e não sei como parar.
tenho cheiro de coco e baunilha do meu novo hidratante, e cadê a importancia disso?
tento me convencer de que há algo, ainda irei escobrir, mas está tão longe e difuso, e confuso e...
desprezível. tenho que me dar um tempo, de mim, de tudo, da vida.
como é complicado crescer...!
meus dedos estão mudos e meu mundo gira em busca de seu rabo, estou zonza e não sei como parar.
tenho cheiro de coco e baunilha do meu novo hidratante, e cadê a importancia disso?
tento me convencer de que há algo, ainda irei escobrir, mas está tão longe e difuso, e confuso e...
desprezível. tenho que me dar um tempo, de mim, de tudo, da vida.
como é complicado crescer...!
3 de setembro de 2010
às vezes eu encaro flashes do que deveria ser minha vida.
me pego imaginando como seria, mas sei que penso apenas porque não tenho, anseio. alma idiota.
o pior do martini é que não tem limite. isso que dá, gostar mais de uma bebida que da vida.
enfim, foi uma das coisas mais lindas, chegar em casa, e ver minha garrafa com um bilhete tão..romantico.
me faz sentir o lixo dentro de mim.
sou tão infinitamente feliz e tão confusamente perdida...!
me pego imaginando como seria, mas sei que penso apenas porque não tenho, anseio. alma idiota.
o pior do martini é que não tem limite. isso que dá, gostar mais de uma bebida que da vida.
enfim, foi uma das coisas mais lindas, chegar em casa, e ver minha garrafa com um bilhete tão..romantico.
me faz sentir o lixo dentro de mim.
sou tão infinitamente feliz e tão confusamente perdida...!
28 de agosto de 2010
Às vezes eu sinto como se algo se rompesse dentro de mim.
Então, a solidão e a frieza dão lugar a um sentimento amigo, um sentimento tão antigo quanto os dias que eu carrego em mim. Com os mesmos anos que eu carrego.
Eu me sinto incomodada, como se eu não coubesse em mim, como se tudo fosse pequeno demais, como se eu fosse grande demais. Como se minha alma não devesse estar tão presa.
Considerando que eu tenha algo pra ser libertado.
Eu raramente páro pra pensar se eu acredito ou não em algo além, atualmente. Não como antes, ao menos.
Eu sabia, sim, que com o passar do tempo, eu iria me acalmar, minha alma iria sossegar, e a dor, a inquietação, os sentimentos inevitáveis e quase nunca justificáveis em mim, iria adormecer, pra despertar apenas por vezes...
Mas eu não sabia que o adormecer iria me deixar em um estado de constante torpor, como se todo o mundo se resumisse ao meu mundo, minha ilusão, minha fantasia.
Não sabia que, então, eu vivia apenas das emoções emprestadas, como se eu, por mim mesma, não fosse capaz de...sentir.
Na verdade, antes eu sentia, sim, com uma intensidade assustadora.
Nunca foi bem encaminhada, eu não sou boa em determinar os lugares e ordens de nada, muito menos dos sentimentos.
Eu não me apaixonava por quem poderia gostar de mim, eu não alimentava ilusões em situações que eu sabia, poderiam se cumprir.
Eu queria o impossível, sem saber que era apenas uma desculpa a mais pra sentir, porque o sofrimento sempre vem em intensidade maior que qualquer outro sentimento.
E o poder de manipular os sentidos é um dom. Algo que as pessoas nem sequer enxergam, pois acham que tudo vem como uma corrente de rio, inquebrável, muda os cursos apenas por fatores naturais.
Então, eu resolvia que queria ser boêmia, queria beber e fumar, sofrer e escrever poesias.
Mas não dava certo, me isolar assim, pois isolada eu não tinha motivos pra sofrer, e sofrer com algum motivo determinado é mais gostoso. Afinal, podemos colocar a culpa em alguém, ou algo, que sabemos ser mera ilusão, desculpa esfarrapada por assim dizer.
Me dizia, também, que eu era muito nova, que eu era muito criança, uma criança velha talvez, mas criança. Que não sabe nada da vida, que não sabe nada do mundo.
Outra desculpa.
Verdadeira, mas ainda assim, uma desculpa. A solidão nunca foi um problema pra mim, mas um alívio.
Sem máscaras, sem expectativas, sem vontades e frios na barriga.
Mas então, eu apenas procurava coisas controláveis.
Sei que agora, não é diferente. Nunca seria.
E ainda tenho a vantagem de ser segura.
Li no blog de uma grande amiga que a fraqueza é um dos males, o maior deles, nos humanos. A fraqueza é como uma cicatriz imensa na face, um talho sempre aberto e sangrento.
Pode ser que sim, assim como, sei bem, é inevitável.
As pessoas podem não nascer fracas, e não sem, nem quero saber o que as torna débeis. Mas algo muda por dentro.
Posso ser, ou parecer covarde, fraca, posso parecer volúvel e incerta.
Eu sou.
Mas aceito minhas fraquezas. E me envergonho com orgulho delas.
O problema maior é que não é o suficiente, o quanto eu poderia sentir?
Eu não sinto, eu não me importo, eu nunca me importo.
Eu queria ser capaz de levantar e correr, de agarrar com unhas e dentes as situações e mostrar quem é que manda na situação.
Mas eu não sinto o suficiente pra isso.
Os sentimentos meio que são congelados, e meu microondas é temperamental. Aquece quando bem entende.
E eu não entendo.
Uso as pessoas, uso as situações a meu próprio bem, bem sei, e nem sempre me envergonho.
Como alguém pode viver sem as emoções?
O que me deixa mais infeliz é saber que quando eu sinto, eu sinto demais. E quase sempre não é algo agradável.
Eu me vejo em situações em que tenho que achar algo agradável, tenho que rir, e achar algo divertido, ou me alegrar e ficar com uma cara feliz, naturalmente feliz, porque é o que esperam de mim, é o que esperam de qualquer humano.
Mas eu não consigo.
Não acho graça na maioria das coisas que deveria, não fico feliz como deveria. Não me comovo, como deveria. Por quê?
Estou acostumada, é claro, a vestir as máscaras, e enganar e me enganar.
Mas e quando eu não consigo, e então?
Não me livro da sensação de sujeira, de poluição na alma, da sensação de que nunca seria o que qualquer um poderia esperar, mesmo que saiba que ninguém tem o direito de esperar nada de ninguém.
Mas não me importo, não me importo de decepcionar ninguém.
Nem de me decepcionar.
Odeio meus pesadelos e a vulnerabilidade que tenho a uma unica pessoa, ao meu escudo, meu protetor.
Mas será que isso não se deve ao fato de que, perdendo minha moldura, eu estaria vulnerável, estaria quebrada em milhões de pedaços irrecuperáveis?
Não se deve, então, ao fato de que eu precisaria me preocupar comigo mesma, precisaria encarar sozinha o mundo real?
E então, eu não estaria, mais uma vez usando e me enganando, e enganando-o por sua vez?
O que me torna?
Deveria ficar feliz quando ganhei outra sobrinha, deveria estar feliz quando uma criança me abraça, deveria estar feliz de verdade com coisas que todos ficam felizes??
E por que, por quê eu não consigo?
Sempre o desespero, a insegurança, a dúvida e a incerteza, a sensação de abandono e desamparo...sempre a sensação de estar perdida, irremediavelmente...por quê?!
Mas eu não me importo.
E, caramba, como eu queria me importar.
Eu passei anos escrevendo que queria não sentir nada, e então, quando eu realmente não sinto nada, eu queria sentir...
Mas o que eu queria não sentir, será que seria eu mesma se não sentisse?
Será que ainda seria eu sem os sentimentos de dor e negação, sem os sentimentos ilusórios e desesperadores?
Eu acho, acredito de verdade, que as pessoas tem que ser infelizes. o ser humano precisa disso, e mesmo que atribuam essa infelicidade a algo ou alguém, é necessario.
Porque pra ser feliz e despreocupado, é preciso ser muito humilde.
E, sinto muito por mim mesma ao dizer isso, alguém como eu não pode entender, de verdade, como seria uma vida diferente da escuridão que vejo em cada pessoa.
Minha vida é maravilhosa...Mas ainda assim, eu sinto em sincronia apenas com quem me reflete e me guarda.
Eu sou uma estátua. Sempre no lugar errado.
E então, quando eu tenho que sentir, me sinto deslocada, me sinto pouco a vontade, e por sua vez, deixo as pessoas desconfortáveis.
E eu quero o poder de controlar, se não as minhas, as emoções das pessoas. Então eu falo, falo e falo, pra não dar espaço pras pessoas falarem e me deixarem em situações desagradáveis.
O que me envergonha?
É que quando começam a falar, eu simplesmente me desligo.
Eu acho que sou tão egocêntrica, a ponto de ser intolerável.
Quando algo não me interessa, então eu me desconecto, automaticamente. isso me incomoda.
Aliás, nem sempre quando algo não me interessa.
Sem saber por que, ou quando, eu acabo me desligando.
Como se não pudesse estar onde estou, como se não devesse..ou então, simplesmente sem saber o porque. apenas me ausento.
Mas eu não consigo me concentrar, não consigo me mostrar o suficientemente atenta, por mais que eu queira, e isso me deixa tão frustrada!!
Eu queria estar mais presente nesse mundo, menos por fora, mas como poderia?
Com eu me reprogramo?
Então, analizando bem, por esse motivo, o de não ter ou reprimir os sentimentos que tenho, eu acabo sentindo errado.
Eu choro em filmes, e vejo motivos ocultos, razões e sentimentos ocultos.
Antes eu achava que era sensível. Mas não sei o que é.
Sensibilidade não é meu forte. Muito menos a razão.
Apenas me comovo por coisas que não seria normal...ao menos não ao ponto em que me comovo.
Chorar em trailers de filme, ou em filmes, ou me refugiar nas palavras...
Sempre sentindo por outros, sentindo por meio de outros e outras coisas, sempre emprestando emoções...
Como um espelho ou uma esponja, que suga e seca, variando e dependendo de situações...
O tempo passa rápido demais, pra mim.
Talvez por não sentir, não me importar, o tempo não tenha um verdadeiro valor, um verdadeiro significado..
estou cada vez mais amarga. cética.
algo mais...
Então, a solidão e a frieza dão lugar a um sentimento amigo, um sentimento tão antigo quanto os dias que eu carrego em mim. Com os mesmos anos que eu carrego.
Eu me sinto incomodada, como se eu não coubesse em mim, como se tudo fosse pequeno demais, como se eu fosse grande demais. Como se minha alma não devesse estar tão presa.
Considerando que eu tenha algo pra ser libertado.
Eu raramente páro pra pensar se eu acredito ou não em algo além, atualmente. Não como antes, ao menos.
Eu sabia, sim, que com o passar do tempo, eu iria me acalmar, minha alma iria sossegar, e a dor, a inquietação, os sentimentos inevitáveis e quase nunca justificáveis em mim, iria adormecer, pra despertar apenas por vezes...
Mas eu não sabia que o adormecer iria me deixar em um estado de constante torpor, como se todo o mundo se resumisse ao meu mundo, minha ilusão, minha fantasia.
Não sabia que, então, eu vivia apenas das emoções emprestadas, como se eu, por mim mesma, não fosse capaz de...sentir.
Na verdade, antes eu sentia, sim, com uma intensidade assustadora.
Nunca foi bem encaminhada, eu não sou boa em determinar os lugares e ordens de nada, muito menos dos sentimentos.
Eu não me apaixonava por quem poderia gostar de mim, eu não alimentava ilusões em situações que eu sabia, poderiam se cumprir.
Eu queria o impossível, sem saber que era apenas uma desculpa a mais pra sentir, porque o sofrimento sempre vem em intensidade maior que qualquer outro sentimento.
E o poder de manipular os sentidos é um dom. Algo que as pessoas nem sequer enxergam, pois acham que tudo vem como uma corrente de rio, inquebrável, muda os cursos apenas por fatores naturais.
Então, eu resolvia que queria ser boêmia, queria beber e fumar, sofrer e escrever poesias.
Mas não dava certo, me isolar assim, pois isolada eu não tinha motivos pra sofrer, e sofrer com algum motivo determinado é mais gostoso. Afinal, podemos colocar a culpa em alguém, ou algo, que sabemos ser mera ilusão, desculpa esfarrapada por assim dizer.
Me dizia, também, que eu era muito nova, que eu era muito criança, uma criança velha talvez, mas criança. Que não sabe nada da vida, que não sabe nada do mundo.
Outra desculpa.
Verdadeira, mas ainda assim, uma desculpa. A solidão nunca foi um problema pra mim, mas um alívio.
Sem máscaras, sem expectativas, sem vontades e frios na barriga.
Mas então, eu apenas procurava coisas controláveis.
Sei que agora, não é diferente. Nunca seria.
E ainda tenho a vantagem de ser segura.
Li no blog de uma grande amiga que a fraqueza é um dos males, o maior deles, nos humanos. A fraqueza é como uma cicatriz imensa na face, um talho sempre aberto e sangrento.
Pode ser que sim, assim como, sei bem, é inevitável.
As pessoas podem não nascer fracas, e não sem, nem quero saber o que as torna débeis. Mas algo muda por dentro.
Posso ser, ou parecer covarde, fraca, posso parecer volúvel e incerta.
Eu sou.
Mas aceito minhas fraquezas. E me envergonho com orgulho delas.
O problema maior é que não é o suficiente, o quanto eu poderia sentir?
Eu não sinto, eu não me importo, eu nunca me importo.
Eu queria ser capaz de levantar e correr, de agarrar com unhas e dentes as situações e mostrar quem é que manda na situação.
Mas eu não sinto o suficiente pra isso.
Os sentimentos meio que são congelados, e meu microondas é temperamental. Aquece quando bem entende.
E eu não entendo.
Uso as pessoas, uso as situações a meu próprio bem, bem sei, e nem sempre me envergonho.
Como alguém pode viver sem as emoções?
O que me deixa mais infeliz é saber que quando eu sinto, eu sinto demais. E quase sempre não é algo agradável.
Eu me vejo em situações em que tenho que achar algo agradável, tenho que rir, e achar algo divertido, ou me alegrar e ficar com uma cara feliz, naturalmente feliz, porque é o que esperam de mim, é o que esperam de qualquer humano.
Mas eu não consigo.
Não acho graça na maioria das coisas que deveria, não fico feliz como deveria. Não me comovo, como deveria. Por quê?
Estou acostumada, é claro, a vestir as máscaras, e enganar e me enganar.
Mas e quando eu não consigo, e então?
Não me livro da sensação de sujeira, de poluição na alma, da sensação de que nunca seria o que qualquer um poderia esperar, mesmo que saiba que ninguém tem o direito de esperar nada de ninguém.
Mas não me importo, não me importo de decepcionar ninguém.
Nem de me decepcionar.
Odeio meus pesadelos e a vulnerabilidade que tenho a uma unica pessoa, ao meu escudo, meu protetor.
Mas será que isso não se deve ao fato de que, perdendo minha moldura, eu estaria vulnerável, estaria quebrada em milhões de pedaços irrecuperáveis?
Não se deve, então, ao fato de que eu precisaria me preocupar comigo mesma, precisaria encarar sozinha o mundo real?
E então, eu não estaria, mais uma vez usando e me enganando, e enganando-o por sua vez?
O que me torna?
Deveria ficar feliz quando ganhei outra sobrinha, deveria estar feliz quando uma criança me abraça, deveria estar feliz de verdade com coisas que todos ficam felizes??
E por que, por quê eu não consigo?
Sempre o desespero, a insegurança, a dúvida e a incerteza, a sensação de abandono e desamparo...sempre a sensação de estar perdida, irremediavelmente...por quê?!
Mas eu não me importo.
E, caramba, como eu queria me importar.
Eu passei anos escrevendo que queria não sentir nada, e então, quando eu realmente não sinto nada, eu queria sentir...
Mas o que eu queria não sentir, será que seria eu mesma se não sentisse?
Será que ainda seria eu sem os sentimentos de dor e negação, sem os sentimentos ilusórios e desesperadores?
Eu acho, acredito de verdade, que as pessoas tem que ser infelizes. o ser humano precisa disso, e mesmo que atribuam essa infelicidade a algo ou alguém, é necessario.
Porque pra ser feliz e despreocupado, é preciso ser muito humilde.
E, sinto muito por mim mesma ao dizer isso, alguém como eu não pode entender, de verdade, como seria uma vida diferente da escuridão que vejo em cada pessoa.
Minha vida é maravilhosa...Mas ainda assim, eu sinto em sincronia apenas com quem me reflete e me guarda.
Eu sou uma estátua. Sempre no lugar errado.
E então, quando eu tenho que sentir, me sinto deslocada, me sinto pouco a vontade, e por sua vez, deixo as pessoas desconfortáveis.
E eu quero o poder de controlar, se não as minhas, as emoções das pessoas. Então eu falo, falo e falo, pra não dar espaço pras pessoas falarem e me deixarem em situações desagradáveis.
O que me envergonha?
É que quando começam a falar, eu simplesmente me desligo.
Eu acho que sou tão egocêntrica, a ponto de ser intolerável.
Quando algo não me interessa, então eu me desconecto, automaticamente. isso me incomoda.
Aliás, nem sempre quando algo não me interessa.
Sem saber por que, ou quando, eu acabo me desligando.
Como se não pudesse estar onde estou, como se não devesse..ou então, simplesmente sem saber o porque. apenas me ausento.
Mas eu não consigo me concentrar, não consigo me mostrar o suficientemente atenta, por mais que eu queira, e isso me deixa tão frustrada!!
Eu queria estar mais presente nesse mundo, menos por fora, mas como poderia?
Com eu me reprogramo?
Então, analizando bem, por esse motivo, o de não ter ou reprimir os sentimentos que tenho, eu acabo sentindo errado.
Eu choro em filmes, e vejo motivos ocultos, razões e sentimentos ocultos.
Antes eu achava que era sensível. Mas não sei o que é.
Sensibilidade não é meu forte. Muito menos a razão.
Apenas me comovo por coisas que não seria normal...ao menos não ao ponto em que me comovo.
Chorar em trailers de filme, ou em filmes, ou me refugiar nas palavras...
Sempre sentindo por outros, sentindo por meio de outros e outras coisas, sempre emprestando emoções...
Como um espelho ou uma esponja, que suga e seca, variando e dependendo de situações...
O tempo passa rápido demais, pra mim.
Talvez por não sentir, não me importar, o tempo não tenha um verdadeiro valor, um verdadeiro significado..
estou cada vez mais amarga. cética.
algo mais...
i will always miss...
estive conversando com um colega de serviço sobre minha eterna verborréia.
as pessoas geralmente se perdem nesse meu mar de palavras, nessa avalanche de emoções que eu vomito diariamente...
tática de defesa, com certeza...
mas enquanto eu despejava todas as idéias, me ocorreu a certeza de que, mais uma vez, eu tendo a falar para qualquer um com a tentativa vã de me fazer convencer, juntamente.
como se o fato de as pessoas acreditarem em todos os eus que saem de minha boca me fizesse acreditar, também.
claro, eu respeito o limite das pessoas (ou ao menos acho que o faço) e me seguro o suficiente, para não me atropelar mais do que o normal...mesmo que eu não consiga...
eu sei que nunca vou encontrar outro ponto forte, que acolha as minhas palavras e as guarde, que as segure e as entenda.
as pessoas simplesmente não estão nem aqui e nem ali para nada.
e não é como se eu quisesse que estivessem.
o que me incomoda, mas não mais me tira do lugar, é o fato de as pessoas pensarem que eu me importo.
eu realmente tenho a tendencia de ser inocente e tapada, e confiar e gostar das pessoas.
mas isso, com certeza, não significa que eu me importe.
que eu entregue meu coração, parte minha.
com certeza, pouquíssimas pessoas me conhecem.
gostaria de poder dizer que sou uma delas, mas não sou.
sou uma estranha em meu próprio mundo. o que é absolutamente comum.
quero comprar algo e ficar bêbada, e não ter ressaca, nunca.
as pessoas geralmente se perdem nesse meu mar de palavras, nessa avalanche de emoções que eu vomito diariamente...
tática de defesa, com certeza...
mas enquanto eu despejava todas as idéias, me ocorreu a certeza de que, mais uma vez, eu tendo a falar para qualquer um com a tentativa vã de me fazer convencer, juntamente.
como se o fato de as pessoas acreditarem em todos os eus que saem de minha boca me fizesse acreditar, também.
claro, eu respeito o limite das pessoas (ou ao menos acho que o faço) e me seguro o suficiente, para não me atropelar mais do que o normal...mesmo que eu não consiga...
eu sei que nunca vou encontrar outro ponto forte, que acolha as minhas palavras e as guarde, que as segure e as entenda.
as pessoas simplesmente não estão nem aqui e nem ali para nada.
e não é como se eu quisesse que estivessem.
o que me incomoda, mas não mais me tira do lugar, é o fato de as pessoas pensarem que eu me importo.
eu realmente tenho a tendencia de ser inocente e tapada, e confiar e gostar das pessoas.
mas isso, com certeza, não significa que eu me importe.
que eu entregue meu coração, parte minha.
com certeza, pouquíssimas pessoas me conhecem.
gostaria de poder dizer que sou uma delas, mas não sou.
sou uma estranha em meu próprio mundo. o que é absolutamente comum.
quero comprar algo e ficar bêbada, e não ter ressaca, nunca.
19 de agosto de 2010
giro ao redor do mesmo ponto, aperto a mesma tecla, mas parece que minha alma não se cansa de repetir as mesmas palavras.
ouço vozes e discuto com as duas partes em meu cérebro que me controlam.
não sei quem sou e quero saber, mas tenho medo e me escondo.
quero fugir, quero gritar, quero girar, rodopiar até ficar zonza demais e vomitar. coisa que faço demais.
quero sumir, quero não ser, mas quero estar.
qual dos meus papéis é mais importante?
qual sou eu? por quê?
interpreto demais, e acabei perdendo a personalidade.
ouço vozes e discuto com as duas partes em meu cérebro que me controlam.
não sei quem sou e quero saber, mas tenho medo e me escondo.
quero fugir, quero gritar, quero girar, rodopiar até ficar zonza demais e vomitar. coisa que faço demais.
quero sumir, quero não ser, mas quero estar.
qual dos meus papéis é mais importante?
qual sou eu? por quê?
interpreto demais, e acabei perdendo a personalidade.
17 de agosto de 2010
apenas mais um dia...que seja.
às vezes me parece que eu simplesmente, não me sou, não me tenho.
estou tão completamente dividida, multiplicada, que não posso ser considerada como um todo, senão como múltiplos momentos.
Posso ser considerada por músicas, sensações, humores, cheiros, sons e cores, sabores.
Posse ser considerada pelas tardes, ou por nada mais, posso não ser constantemente.
Me parece que não sou, ao mesmo tempo que sou, e simplesmente, não estou.
Não me tenho. Nunca sei se estou completamente num lugar.
E quando tudo passa, parece um sonho, uma memória, uma imaginação.
Parece ilusão.
Não me parece que eu tenha vivido os momentos, as falas me parecem precárias e tudo fica um tanto quanto enevoado.
Como brumas. Como um amanhecer, num outono.
Não estou me perguntando quem sou, o que sou nem nada do tipo.
Não é época.
Estou apenas..perdida.
Confusa.
Não me sinto, estou ausente, entorpecida e distante.
Parece que um universo me cerca. Mas parece, muito mais, que sou um buraco negro.
Não há nada. Simplesmente, nada.
O que acho que quero dizer é que estou vendo minha própria vida como uma espécie de esspectadora. nada além das telas. e estou acordada apenas nas partes ligeiramente interessantes.
Ainda assim, não são capazes de manter o meu foco.
Segunda volto a trabalhar na sony.
Até janeiro, suponho, e pararei novamente, pra cuidar da saúde.
Espero que, até lá, não se tenha desenvolvido.
A verdade é que, bem, não me importo.
Não realmente.
E isso que me preocupa, mais que tudo, no que sou.
Eu não me importo, com nada.
Aliás, sim, me importo, mas com poucas coisas.
E nunca a longo prazo. Como se minhas memórias e minhas aspirações se embaralhassem, como se durassem apenas instantes e apagassem.
Sumissem.
E aparecessem depois, misturadas, ainda mais confusas.
Como observações num cano da página.
Nem ao menos gostaria de estar em outros sapatos, estou cômoda onde estou.
Imagino que mesmo que fosse diferente, não poderia estar mais cômoda sendo imcômoda.
Sendo nada. Sendo tudo.
Isso tudo me aborrece.
Seria capaz de morrer de aborrecimento?
estou tão completamente dividida, multiplicada, que não posso ser considerada como um todo, senão como múltiplos momentos.
Posso ser considerada por músicas, sensações, humores, cheiros, sons e cores, sabores.
Posse ser considerada pelas tardes, ou por nada mais, posso não ser constantemente.
Me parece que não sou, ao mesmo tempo que sou, e simplesmente, não estou.
Não me tenho. Nunca sei se estou completamente num lugar.
E quando tudo passa, parece um sonho, uma memória, uma imaginação.
Parece ilusão.
Não me parece que eu tenha vivido os momentos, as falas me parecem precárias e tudo fica um tanto quanto enevoado.
Como brumas. Como um amanhecer, num outono.
Não estou me perguntando quem sou, o que sou nem nada do tipo.
Não é época.
Estou apenas..perdida.
Confusa.
Não me sinto, estou ausente, entorpecida e distante.
Parece que um universo me cerca. Mas parece, muito mais, que sou um buraco negro.
Não há nada. Simplesmente, nada.
O que acho que quero dizer é que estou vendo minha própria vida como uma espécie de esspectadora. nada além das telas. e estou acordada apenas nas partes ligeiramente interessantes.
Ainda assim, não são capazes de manter o meu foco.
Segunda volto a trabalhar na sony.
Até janeiro, suponho, e pararei novamente, pra cuidar da saúde.
Espero que, até lá, não se tenha desenvolvido.
A verdade é que, bem, não me importo.
Não realmente.
E isso que me preocupa, mais que tudo, no que sou.
Eu não me importo, com nada.
Aliás, sim, me importo, mas com poucas coisas.
E nunca a longo prazo. Como se minhas memórias e minhas aspirações se embaralhassem, como se durassem apenas instantes e apagassem.
Sumissem.
E aparecessem depois, misturadas, ainda mais confusas.
Como observações num cano da página.
Nem ao menos gostaria de estar em outros sapatos, estou cômoda onde estou.
Imagino que mesmo que fosse diferente, não poderia estar mais cômoda sendo imcômoda.
Sendo nada. Sendo tudo.
Isso tudo me aborrece.
Seria capaz de morrer de aborrecimento?
4 de agosto de 2010
uma questão que penso sempre, desde que lembro do mundo, desde que me lembro de mim, é...
se eu não estivesse aqui, sera que eu estaria ainda assim?
se eu não fosse a pessoa que escreve nesse blog, se eu não vivesse nessa vida, nesse momento, será que eu ainda estaria em algum lugar, com alguma consciência, me perguntando isso?
será que teria uma alternativa, um outro momento?
Será que eu existiria, se não tivesse esse nome, essa descrição?
E o que me faz ser isso, e não outra pessoa, outro nome? Por quê?
tantas pessoas me perguntam quando vou me casar, como se isso fosse realmente mais importante que ser feliz, que ter paixão, que compartilhar segredos e momentos e silêncios...
como se o fato de ter um documento assinado fosse mudar toda a minha vida, mais do que meu dia a dia o faz.
tantas pessoas me perguntam se meu visto está em dia, se minha conta bancária está estável, que pode vir imprevistose me pegar desprevinida..me deixar sem chão e sem colchão.
Mas, afinal de contas, será que tudo seria exatamente como parece ser, se esses documentos sumissem, se meu nome se perdesse, e eu continuasse viva?
Será que eu ainda me seria, e sentiria as mesmas coisas que sinto, como sinto, na mesma intensidade, na mesma proporsão, mesma paixão?
será que ainda assim, tudo seria tediosamente, completamente, como parece ser para todos..?
se eu não estivesse aqui, sera que eu estaria ainda assim?
se eu não fosse a pessoa que escreve nesse blog, se eu não vivesse nessa vida, nesse momento, será que eu ainda estaria em algum lugar, com alguma consciência, me perguntando isso?
será que teria uma alternativa, um outro momento?
Será que eu existiria, se não tivesse esse nome, essa descrição?
E o que me faz ser isso, e não outra pessoa, outro nome? Por quê?
tantas pessoas me perguntam quando vou me casar, como se isso fosse realmente mais importante que ser feliz, que ter paixão, que compartilhar segredos e momentos e silêncios...
como se o fato de ter um documento assinado fosse mudar toda a minha vida, mais do que meu dia a dia o faz.
tantas pessoas me perguntam se meu visto está em dia, se minha conta bancária está estável, que pode vir imprevistose me pegar desprevinida..me deixar sem chão e sem colchão.
Mas, afinal de contas, será que tudo seria exatamente como parece ser, se esses documentos sumissem, se meu nome se perdesse, e eu continuasse viva?
Será que eu ainda me seria, e sentiria as mesmas coisas que sinto, como sinto, na mesma intensidade, na mesma proporsão, mesma paixão?
será que ainda assim, tudo seria tediosamente, completamente, como parece ser para todos..?
29 de julho de 2010
i can hear your voice.
inside my soul.
fugir da vida é uma opção.
eu não sei quantas pessoas eu deixei pra trás nesse processo. poucas realmente me importam.
Eu prefiro fugir sim, me desculpem por isso, sou uma covarde.
Eu não quero viver, não quero mais emoções.
Um problema de ser um alguém, como você, que sente demais as emoções, que se joga, e não me contradiga, no mar de sentimentos, é que sou obrigada a...senti-los.
O frio na barriga, a ansiedade, o nó na garganta, a vontade de sair correndo, me esconder, mas ter que ficar e enfrentar...
Não, prefiro me cercar de muros...
Prefiro me manter longe de tudo o que pode me atingir, obrigada.
Aliás, o problema é esse. Eu nunca sei quanto será a emoção. entende?
Ou eu sinto, ou eu não sinto.
A vantagem da minha vida de agora?
Eu não tenho que enfrentar nada. Não tenho que olhar na cara da vida e dar as costas.
Eu já estou de costas.
Posso fugir dos meus pensamentos, posso me manter frustrada, posso me decepcionar comigo mesma...E olhar de longe a estupidez do mundo.
Hoje estive assistindo documentários de astronomia e também sobre a evolução...
E também, logo irei assistir o filme O Mundo de Sofia.. Quero ver se ficou ao menos, digno.
Posso fugir e me cercar.
Posso me entorpecer, e tenho que manter apenas algumas horas de humanidade.
O resto do tempo, eu sou o que sou. Decaída.
Sim, estou tecendo uma rede de mentiras e ilusões ao meu redor, estou criando minha vida imaginária, e você quer saber qual é a segunda opção, caso isso tudo desmorone?
Eu morro.
Simples, e me pergunto porque as pessoas fazem tanto alvoroço quanto a isso.
É a lei, nascemos pra morrer.
E daí, se eu quiser apressar o processo?
O que pode me acontecer?
Caso Ele exista de verdade, vai me condenar ao sofrimento eterno. Inútil, eu não acredito.
Não dessa forma. Eu nem sei se quero melhorar.
Outra alternativa?
Eu vou correr, finalmente, atrás da minha vida.
Vou viajar, vou viver.
Mas nunca mais, nunca, irei deixar nada me afetar.Eu sei que não.
Eu seria uma concha vazia, mais vazia do que sou agora?
Eu não tenho nada. Eu não sou nada. Minha vida é um nada.
E a vida de todos é assim.
Apenas...encaro a verdade, e aceito.
Viver é difícil demais...Eu queria que fosse mais fácil, queria que fosse simples assim, tomar decisões, mas não é.
Mal consigo escolher o que vestir, sem deixar a ansiedade me matar...
Não quero, não consigo pensar no futuro. Ele não existe, ainda.
Ontem discutimos nomes. Mas uma parte de mim, eu não sei explicar, mas eu sei.
Não vai acontecer.
Não quero que aconteça.
Será que seria capaz de largar, abrir mão de uma vida inteira planejada?
see i have someone in me . i felt today . i always thought i had someone with ,to share and get beautiful memories but, as i hit the edge i can only feel and not see .
As vozes não se calam e as necessidades não me entendem...
Vou ficar aqui, em meu mundo fechado, de faz de conta.
As luzes se refletem de maneira nada original, e a chuva tem gosto de liberdade.
Do you remember me?
existe tantas palavras sufocadas e anseios deixados de lado...
existem imagens e sons, abafados...
e as lembranças...
fugir da vida é uma opção.
eu não sei quantas pessoas eu deixei pra trás nesse processo. poucas realmente me importam.
Eu prefiro fugir sim, me desculpem por isso, sou uma covarde.
Eu não quero viver, não quero mais emoções.
Um problema de ser um alguém, como você, que sente demais as emoções, que se joga, e não me contradiga, no mar de sentimentos, é que sou obrigada a...senti-los.
O frio na barriga, a ansiedade, o nó na garganta, a vontade de sair correndo, me esconder, mas ter que ficar e enfrentar...
Não, prefiro me cercar de muros...
Prefiro me manter longe de tudo o que pode me atingir, obrigada.
Aliás, o problema é esse. Eu nunca sei quanto será a emoção. entende?
Ou eu sinto, ou eu não sinto.
A vantagem da minha vida de agora?
Eu não tenho que enfrentar nada. Não tenho que olhar na cara da vida e dar as costas.
Eu já estou de costas.
Posso fugir dos meus pensamentos, posso me manter frustrada, posso me decepcionar comigo mesma...E olhar de longe a estupidez do mundo.
Hoje estive assistindo documentários de astronomia e também sobre a evolução...
E também, logo irei assistir o filme O Mundo de Sofia.. Quero ver se ficou ao menos, digno.
Posso fugir e me cercar.
Posso me entorpecer, e tenho que manter apenas algumas horas de humanidade.
O resto do tempo, eu sou o que sou. Decaída.
Sim, estou tecendo uma rede de mentiras e ilusões ao meu redor, estou criando minha vida imaginária, e você quer saber qual é a segunda opção, caso isso tudo desmorone?
Eu morro.
Simples, e me pergunto porque as pessoas fazem tanto alvoroço quanto a isso.
É a lei, nascemos pra morrer.
E daí, se eu quiser apressar o processo?
O que pode me acontecer?
Caso Ele exista de verdade, vai me condenar ao sofrimento eterno. Inútil, eu não acredito.
Não dessa forma. Eu nem sei se quero melhorar.
Outra alternativa?
Eu vou correr, finalmente, atrás da minha vida.
Vou viajar, vou viver.
Mas nunca mais, nunca, irei deixar nada me afetar.Eu sei que não.
Eu seria uma concha vazia, mais vazia do que sou agora?
Eu não tenho nada. Eu não sou nada. Minha vida é um nada.
E a vida de todos é assim.
Apenas...encaro a verdade, e aceito.
Viver é difícil demais...Eu queria que fosse mais fácil, queria que fosse simples assim, tomar decisões, mas não é.
Mal consigo escolher o que vestir, sem deixar a ansiedade me matar...
Não quero, não consigo pensar no futuro. Ele não existe, ainda.
Ontem discutimos nomes. Mas uma parte de mim, eu não sei explicar, mas eu sei.
Não vai acontecer.
Não quero que aconteça.
Será que seria capaz de largar, abrir mão de uma vida inteira planejada?
"I'll take a quite life
With No alarms and no surprises please..."
see i have someone in me . i felt today . i always thought i had someone with ,to share and get beautiful memories but, as i hit the edge i can only feel and not see .
As vozes não se calam e as necessidades não me entendem...
Vou ficar aqui, em meu mundo fechado, de faz de conta.
As luzes se refletem de maneira nada original, e a chuva tem gosto de liberdade.
Do you remember me?
"If the medication works
Could i be the way i was?
In control...
Nobody can save me
Nobody can save me
Nobody can say what i'll do if i'm alone..."
-sugarcult.
existe tantas palavras sufocadas e anseios deixados de lado...
existem imagens e sons, abafados...
e as lembranças...
égoïste...
Eu leio litros e quilos de romances por dia.
Não me permito pensar, nem ao menos sentir.
Eu passo pela vida e a deixo passar por mim, ao longe, sem fazer nada pra mudar isso.
Prediro ficar enfurnada em minha cadeira, com minhas almofadas com detalhes romanticos, lendo romances históricos.
Me pergunto quando me permiti ser tão futil, desde quando eu me refugio, me recuso a viver?
Acho que desde que aprendi a ler, a imaginar, a fantasiar.
O pior de tudo, creio eu, é que me sinto feliz assim...
Vivendo apenas pelos livros, músicas, ilusões e meu amor...
Pelos jogos de cartas de madrugada, conversas, intimidade...Um sonho, um paraíso idílico...
Tive um pesadelo, um a mais pra variar...Mas o único que tenho, de tempos em tempos, que me faz chorar, ainda dormindo, e acordar deprimida. Ele me dá certeza de que nunca seria capaz de voltar a ser quem era, de me curar dessas feridas, se eu as abrisse. eu nunca me recuperaria sem esse meu mundo de agora, minha moldura. eu estaria quebrada, irremediavelmente.
Eu pensei, um tempo, se eu seria capaz de mudar a minha vida, se eu seria capaz de tentar ser diferente, assumir a liderança, comandar, segurar as rédeas do meu destino...Me perguntei se seria capaz de largar tudo o que tenho, a segurança, por troca de uma vida vazia de sentimentos mas com conquistas...
Não, eu sempre soube que essa era a resposta...Eu não seria capaz.
Posso ser desprezível, posso não ser digna, posso não ser nada, mas meu amor me redime.
Me salva do que eu poderia ser. Sem isso, eu seria tudo o que sou, sem limites.
E isso, com toda a certeza, não seria algo bom...
Assim, eu procuro melhorar o que posso, e nem ao menos preciso interpretar.
Quando era sozinha, eu vivia em um mundo de imaginação, eu sonhava acordada e não corria atrás de nada. O que mudou agora?
Eu vivo. Limitadamente, bem sei, e menos do que poderia, mas eu vivo o que preciso, e posso me permitir ser cercada, pra não ter que viver o que não quero.
Economiza bastante, pois não viver de tudo me mantém afastada de querer morrer por tudo.
Tenho alguém que me protege, que me ama, que me satisfaz. Não apenas isso, isso seria o mínimo...Eu não seria capaz de me entediar...de ter que buscar outras coisas...Ao menos, agora eu sei que não..
O fato...é que eu ainda tenho medo do destino, da vida.
Houve um tempo, nesse relacionamento, que eu mudei tudo em mim, eu nem ao menos sabia quem eu era...Nesse tempo, eu queria..filhos. Queria, sonhava, e achava que seria algo bom, e queria logo, detestaria ser mãe velha..
Imagina, com 50 anos e meu filho com 15? Eu particularmente, acho horrivel.
Mas eu não tenho tanta certeza de mais nada.
Não tenho paciencia..
Eu sei que posso mudar, por amor, mas será que poderia mudar tanto assim?
Eu seria mais desprezível ainda, e por deus, é uma vida!
Pensando bem, seria uma dádiva mesmo, se o mundo acabasse em 2012.
Acho que irei escrever para o papai noel...
Isso me torna uma pessoa muito ruim?
Eu sei o quanto sou egoísta...
you're the only who understand me...don't let me go...
Não me permito pensar, nem ao menos sentir.
Eu passo pela vida e a deixo passar por mim, ao longe, sem fazer nada pra mudar isso.
Prediro ficar enfurnada em minha cadeira, com minhas almofadas com detalhes romanticos, lendo romances históricos.
Me pergunto quando me permiti ser tão futil, desde quando eu me refugio, me recuso a viver?
Acho que desde que aprendi a ler, a imaginar, a fantasiar.
O pior de tudo, creio eu, é que me sinto feliz assim...
Vivendo apenas pelos livros, músicas, ilusões e meu amor...
Pelos jogos de cartas de madrugada, conversas, intimidade...Um sonho, um paraíso idílico...
Tive um pesadelo, um a mais pra variar...Mas o único que tenho, de tempos em tempos, que me faz chorar, ainda dormindo, e acordar deprimida. Ele me dá certeza de que nunca seria capaz de voltar a ser quem era, de me curar dessas feridas, se eu as abrisse. eu nunca me recuperaria sem esse meu mundo de agora, minha moldura. eu estaria quebrada, irremediavelmente.
Eu pensei, um tempo, se eu seria capaz de mudar a minha vida, se eu seria capaz de tentar ser diferente, assumir a liderança, comandar, segurar as rédeas do meu destino...Me perguntei se seria capaz de largar tudo o que tenho, a segurança, por troca de uma vida vazia de sentimentos mas com conquistas...
Não, eu sempre soube que essa era a resposta...Eu não seria capaz.
Posso ser desprezível, posso não ser digna, posso não ser nada, mas meu amor me redime.
Me salva do que eu poderia ser. Sem isso, eu seria tudo o que sou, sem limites.
E isso, com toda a certeza, não seria algo bom...
Assim, eu procuro melhorar o que posso, e nem ao menos preciso interpretar.
Quando era sozinha, eu vivia em um mundo de imaginação, eu sonhava acordada e não corria atrás de nada. O que mudou agora?
Eu vivo. Limitadamente, bem sei, e menos do que poderia, mas eu vivo o que preciso, e posso me permitir ser cercada, pra não ter que viver o que não quero.
Economiza bastante, pois não viver de tudo me mantém afastada de querer morrer por tudo.
Tenho alguém que me protege, que me ama, que me satisfaz. Não apenas isso, isso seria o mínimo...Eu não seria capaz de me entediar...de ter que buscar outras coisas...Ao menos, agora eu sei que não..
O fato...é que eu ainda tenho medo do destino, da vida.
Houve um tempo, nesse relacionamento, que eu mudei tudo em mim, eu nem ao menos sabia quem eu era...Nesse tempo, eu queria..filhos. Queria, sonhava, e achava que seria algo bom, e queria logo, detestaria ser mãe velha..
Imagina, com 50 anos e meu filho com 15? Eu particularmente, acho horrivel.
Mas eu não tenho tanta certeza de mais nada.
Não tenho paciencia..
Eu sei que posso mudar, por amor, mas será que poderia mudar tanto assim?
Eu seria mais desprezível ainda, e por deus, é uma vida!
Pensando bem, seria uma dádiva mesmo, se o mundo acabasse em 2012.
Acho que irei escrever para o papai noel...
Isso me torna uma pessoa muito ruim?
Eu sei o quanto sou egoísta...
you're the only who understand me...don't let me go...
27 de julho de 2010
26 de julho de 2010
23 de julho de 2010
eu me sinto mesquinha. egoísta. fútil. superficial.
Eu sei que sim, eu sou tudo o que mencionei e mais...Mas?
Onde fica a chance de mudar? Onde está o botão de Recomeçar?
Eu não sei se estou matando lentamente a minha alma ou dopando ela pra não se dar conta de como estamos anestesiadas, estacionadas.
Eu sei, a diferença cabe unicamente à mim, mas e se eu não quiser?
E se, e se, e se...Quantos E se, eu já não...
cansei.
Eu sei que sim, eu sou tudo o que mencionei e mais...Mas?
Onde fica a chance de mudar? Onde está o botão de Recomeçar?
Eu não sei se estou matando lentamente a minha alma ou dopando ela pra não se dar conta de como estamos anestesiadas, estacionadas.
Eu sei, a diferença cabe unicamente à mim, mas e se eu não quiser?
E se, e se, e se...Quantos E se, eu já não...
cansei.
22 de julho de 2010
Drunk with the only saints i know.
Me pergunto se estou passando dos meus limites, sempre à caça.
Creio que não, ou talvez sim.
Constantemente eu me encaro e me pergunto o que tenho feito de mim mesma...O que tenho feito da vida que carrego, que vivo.
E me respondo, afinal, que não me importo.
Não me importo de verdade com nada,mas me contradigo a cada palavra, pois me importo realmente com tudo.
então, me pergunto por quê. Mas uma vozinha me manda calar a boca e beber.
Longe de mim aceitar ceder aos vicios. mas peraí...estamos falando de mimm esma não?
Às vezes me vem uma necessidade, um chamado, algo estranho e poderoso, e não sei explicar realmente o que é isso. porque é isso.
então, eu bebo, eu durmo, me recuso a encarar a verdade, me recuso a encarar quem eu sou.
Sempre fui contra alimentar expectativas quanto às pessoas, pois sei que uma hora ou outro, sempre, elas vão te trair, elas vão me magoar.
Mas quando chegar a hora certa, eu saberei contornar isso, sou mais forte que parece...será?
Enfim, mas o que eu faço com as expectativasque eu criei pra mim mesma, e tratei de destruir?
O que eu faço com as vontades, os desejos?
A maior parte do tempo sim, eu ignoro, mas e o que fazer quando estou realmente com os olhos abertos, e vejo o que sou?
O que eu faço com a decepção e a falta de opção, com a falta de vontade, com a certeza que não vou mudar?
Eu sinto um desanimo tão grande, uma falta de vontade de continuar.
Não creio ser capaz de acabar com minha vida, mas não é isso que tenho feito, pouco a pouco, dia após dia?
Me pergunto sobre a filosofia, os livros, a vontade de ser algo, um cerebro interessante e não um fígado e um par de rins acabados...
Enfim, tanto faz, descobri um coquetel que chama Tropical Passion, uma delicia, mais ainda que o de abacaxi com cassis.
Se eu soubesse, se cada um de nós soubessemos, quão patética se tornaria a arte de viver e pensar...ah, se!...
Creio que não, ou talvez sim.
Constantemente eu me encaro e me pergunto o que tenho feito de mim mesma...O que tenho feito da vida que carrego, que vivo.
E me respondo, afinal, que não me importo.
Não me importo de verdade com nada,mas me contradigo a cada palavra, pois me importo realmente com tudo.
então, me pergunto por quê. Mas uma vozinha me manda calar a boca e beber.
Longe de mim aceitar ceder aos vicios. mas peraí...estamos falando de mimm esma não?
Às vezes me vem uma necessidade, um chamado, algo estranho e poderoso, e não sei explicar realmente o que é isso. porque é isso.
então, eu bebo, eu durmo, me recuso a encarar a verdade, me recuso a encarar quem eu sou.
Sempre fui contra alimentar expectativas quanto às pessoas, pois sei que uma hora ou outro, sempre, elas vão te trair, elas vão me magoar.
Mas quando chegar a hora certa, eu saberei contornar isso, sou mais forte que parece...será?
Enfim, mas o que eu faço com as expectativasque eu criei pra mim mesma, e tratei de destruir?
O que eu faço com as vontades, os desejos?
A maior parte do tempo sim, eu ignoro, mas e o que fazer quando estou realmente com os olhos abertos, e vejo o que sou?
O que eu faço com a decepção e a falta de opção, com a falta de vontade, com a certeza que não vou mudar?
Eu sinto um desanimo tão grande, uma falta de vontade de continuar.
Não creio ser capaz de acabar com minha vida, mas não é isso que tenho feito, pouco a pouco, dia após dia?
Me pergunto sobre a filosofia, os livros, a vontade de ser algo, um cerebro interessante e não um fígado e um par de rins acabados...
Enfim, tanto faz, descobri um coquetel que chama Tropical Passion, uma delicia, mais ainda que o de abacaxi com cassis.
Se eu soubesse, se cada um de nós soubessemos, quão patética se tornaria a arte de viver e pensar...ah, se!...
19 de julho de 2010
J'ai bêtement arrogant.
ainda bem que existe o google tradutor pra me ajudar a traduzir de forma mais elegante, as minhas frustrações.
Mas a verdade é que sou uma simplesmente isso. (escrevi algo feio, mas por mais arrogante, estupida, idiota e vadia/egocentrica que seja, não fui capaz de publicar. que merda hem)
:3
Mas a verdade é que sou uma simplesmente isso. (escrevi algo feio, mas por mais arrogante, estupida, idiota e vadia/egocentrica que seja, não fui capaz de publicar. que merda hem)
:3
Sobre nuvens e pôr do sol.
Amargurada ou não, ainda encaro a vida de frente.
Talvez não como uma garota de vinte anos o faria, claro, mas quem disse que a data de meu nascimento determinaria quem eu sou, o que eu sou?
Somos tão difusos e deliciosamente complicados.
Cada dia, cada hora, segundo e cada batida de um coração, é algo diferente, é algo novo.
Que Algo me leve, caso um dia eu venha encarar cada dia como uma repetição do outro, pois não é.
Que eu possa me perdoar, se algum dia eu deixe que o meu pessimismo/realismo acerca a minha raça nuble algum dia, a minha visão da vida em si.
Do milagre de existir.
Claro, às vezes me parece inútil, supérfluo até, o ato de respirar, e seria mais fácil escolher o não ser, do que o ser.
Mas eu nunca desprezaria o que tenho ao redor.
A vida, os sentimentos, o gosto, o cheiro, a cor de estar aqui.
E esse horário, esse momento é o que me prende, desde sempre, o que me fascina e me faz pensar e desejar ser algo vibrante, algo verdadeiro, algo realmente puro.
Me faz pensar em viver de verdade, com risadas de crianças e conversas tolas.
Mas me faz lembrar, também, em que tudo o que se colore vivamente e se traduz belo, se transforma em algo escuro e pegajoso.
Por mais que eu adore a noite, por mais que eu adore a transição do dia em escuridão, lamento quando algo bom acaba. Lamento que uma cor não possa ser fielmente registrada, que a mistura de cores, sons, cheiros e sabores, nunca serão aproveitadas por mais ninguém, além de mim mesma.
E isso me leva de volta ao ponto do egoismo.
Queria ser autruísta e capaz de passar essa visão da vida pra alguém mais.
Alguém que entenda verdadeiramente, como cada segundo é único.
Nada desse lenga lenga de "Óh Senhor, dou-Lhe graças por me conceder o dom da vida tão blábláblaH". Nada disso, sem fanatismos, sem idiotismos, sem pragmatismo, ou seja lá o que for.
Tudo é tão único, e tão desesperadamente melancólico...e, não me ocorre outro uso para a palavra mais linda, Nostálgico.
Talvez não como uma garota de vinte anos o faria, claro, mas quem disse que a data de meu nascimento determinaria quem eu sou, o que eu sou?
Somos tão difusos e deliciosamente complicados.
Cada dia, cada hora, segundo e cada batida de um coração, é algo diferente, é algo novo.
Que Algo me leve, caso um dia eu venha encarar cada dia como uma repetição do outro, pois não é.
Que eu possa me perdoar, se algum dia eu deixe que o meu pessimismo/realismo acerca a minha raça nuble algum dia, a minha visão da vida em si.
Do milagre de existir.
Claro, às vezes me parece inútil, supérfluo até, o ato de respirar, e seria mais fácil escolher o não ser, do que o ser.
Mas eu nunca desprezaria o que tenho ao redor.
A vida, os sentimentos, o gosto, o cheiro, a cor de estar aqui.
E esse horário, esse momento é o que me prende, desde sempre, o que me fascina e me faz pensar e desejar ser algo vibrante, algo verdadeiro, algo realmente puro.
Me faz pensar em viver de verdade, com risadas de crianças e conversas tolas.
Mas me faz lembrar, também, em que tudo o que se colore vivamente e se traduz belo, se transforma em algo escuro e pegajoso.
Por mais que eu adore a noite, por mais que eu adore a transição do dia em escuridão, lamento quando algo bom acaba. Lamento que uma cor não possa ser fielmente registrada, que a mistura de cores, sons, cheiros e sabores, nunca serão aproveitadas por mais ninguém, além de mim mesma.
E isso me leva de volta ao ponto do egoismo.
Queria ser autruísta e capaz de passar essa visão da vida pra alguém mais.
Alguém que entenda verdadeiramente, como cada segundo é único.
Nada desse lenga lenga de "Óh Senhor, dou-Lhe graças por me conceder o dom da vida tão blábláblaH". Nada disso, sem fanatismos, sem idiotismos, sem pragmatismo, ou seja lá o que for.
Tudo é tão único, e tão desesperadamente melancólico...e, não me ocorre outro uso para a palavra mais linda, Nostálgico.
tout simplement pathétique.
Somos todos tão patéticos.
Às vezes, eu me encaro e me pergunto quando foi que comecei a ser tão cética. Quando fiquei tão descrente, tão cínica.
E me confronto com a resposta que não gostaria de ter. Sempre.
Eu sou assim, sempre fui, mas como tudo, prefiro ignorar e ver apenas os defeitos que me agradam. Apenas as qualidades que sinto ter controle.
Egocentrica, idiotamente narcisista.
Mesmo que isso opere um efeito contrário, é o que sou.
Fisicamente falando, é mentira. Mas me cultivo, olho pra minha alma e mente e vejo uma sujeira que me agrada, me deprime, mas que é minha. Então, nada me resta a fazer, a não ser cultivá-la.
O que isso tem a ver com tudo? Tudo.
Nos cercamos de pessoas que irão nos adular, acarinhar nossos egos idiotas, e concordar com tudo o que sai de nossas bocas, e gestos.
Repudiamos e ofendemos quem contraria.
Claro, nem sempre.
Mas assim o é. Queremos uma platéia sempre pronta, sempre atenta, queremos que as pessoas sintam dó, prazer, conforto, que necessitem de nossas patéticas representações, formamos pequenos teatros de nossas vidas, apenas para que as pessoas possam ser controladas, tenham um papel dentro de nosso quadro, transformamos nossas vidas, de um modo tal que possamos ser sempre o centro, sempre o umbigo de um mundo sujo e falso.
De uma forma ou de outra, consciente ou não, é o que fazemos.
E então, quando as pessoas páram de representar, por um minuto, rimos delas. Ou as repreendemos, desprezamos, jogamos lama.
Não sei, estou parcialmente fora de mim.
Não bebada, nada disso, apenas entorpecida. Pelo calor, pelas musicas, pelos pensamentos que não gostaria de ter, pela pressão que tanto odeio, pelo dia lindo que está lá fora, e eu trancada dentro de mim mesma, acabando com minha visão e unhas, estavam tão lindas...
Queria algo mais doce, mais líquido, martini, ou vinho quem sabe.
Passamos tanto tempo negando quem somos e nos cercando de regras estúpidas e sem serventia alguma, perdemos tanto tempo provando que somos algo que na realidade, não queremos ser, ou que não...aceitamos.
Nos cercamos de pessoas para provar, pra nós mesmos ou para o mundo, de que não necessitamos delas.
Para mostrar que somos fortes, quando estamos fracos, que somos poderosos, quando estamos vulneráveis.
De uma forma ou de outra, somos patéticos.
E se dispensamos as pessoas e vemos quão inuteis elas são, nos tornamos amargurados.
Títulos idiotas. Para que servem, afinal?
de quem ou pra quem estive escrevendo isso? não me pergunte.
talvez para alguém que fui, quando me cercava de pessoas. quando queria todos ao meu redor como mariposas que morreriam em 24 horas, talvez menos.
agora, mesmo que sumam, as pessoas me irritam.
nem todas. posso contar em uma mão, claro.
talvez eu não seja menos idiota por isso, talvez eu seja apenas solitária, apenas...estúpidamente arrogante.
Às vezes, eu me encaro e me pergunto quando foi que comecei a ser tão cética. Quando fiquei tão descrente, tão cínica.
E me confronto com a resposta que não gostaria de ter. Sempre.
Eu sou assim, sempre fui, mas como tudo, prefiro ignorar e ver apenas os defeitos que me agradam. Apenas as qualidades que sinto ter controle.
Egocentrica, idiotamente narcisista.
Mesmo que isso opere um efeito contrário, é o que sou.
Fisicamente falando, é mentira. Mas me cultivo, olho pra minha alma e mente e vejo uma sujeira que me agrada, me deprime, mas que é minha. Então, nada me resta a fazer, a não ser cultivá-la.
O que isso tem a ver com tudo? Tudo.
Nos cercamos de pessoas que irão nos adular, acarinhar nossos egos idiotas, e concordar com tudo o que sai de nossas bocas, e gestos.
Repudiamos e ofendemos quem contraria.
Claro, nem sempre.
Mas assim o é. Queremos uma platéia sempre pronta, sempre atenta, queremos que as pessoas sintam dó, prazer, conforto, que necessitem de nossas patéticas representações, formamos pequenos teatros de nossas vidas, apenas para que as pessoas possam ser controladas, tenham um papel dentro de nosso quadro, transformamos nossas vidas, de um modo tal que possamos ser sempre o centro, sempre o umbigo de um mundo sujo e falso.
De uma forma ou de outra, consciente ou não, é o que fazemos.
E então, quando as pessoas páram de representar, por um minuto, rimos delas. Ou as repreendemos, desprezamos, jogamos lama.
Não sei, estou parcialmente fora de mim.
Não bebada, nada disso, apenas entorpecida. Pelo calor, pelas musicas, pelos pensamentos que não gostaria de ter, pela pressão que tanto odeio, pelo dia lindo que está lá fora, e eu trancada dentro de mim mesma, acabando com minha visão e unhas, estavam tão lindas...
Queria algo mais doce, mais líquido, martini, ou vinho quem sabe.
Passamos tanto tempo negando quem somos e nos cercando de regras estúpidas e sem serventia alguma, perdemos tanto tempo provando que somos algo que na realidade, não queremos ser, ou que não...aceitamos.
Nos cercamos de pessoas para provar, pra nós mesmos ou para o mundo, de que não necessitamos delas.
Para mostrar que somos fortes, quando estamos fracos, que somos poderosos, quando estamos vulneráveis.
De uma forma ou de outra, somos patéticos.
E se dispensamos as pessoas e vemos quão inuteis elas são, nos tornamos amargurados.
Títulos idiotas. Para que servem, afinal?
de quem ou pra quem estive escrevendo isso? não me pergunte.
talvez para alguém que fui, quando me cercava de pessoas. quando queria todos ao meu redor como mariposas que morreriam em 24 horas, talvez menos.
agora, mesmo que sumam, as pessoas me irritam.
nem todas. posso contar em uma mão, claro.
talvez eu não seja menos idiota por isso, talvez eu seja apenas solitária, apenas...estúpidamente arrogante.
16 de julho de 2010
os vícios me arrastam, me chamam.
gostaria de ser tão inconsequente quanto antes.
tempos diferentes, vicios diferentes.
que ser humano não tem um vicio, uma paixão, algo que o arraste de volta para o buraco de sua vida?
qual ser humano não se deixa levar qual criança, pela mão da loucura?
eu não seria diferente, não, nem pensar.
amo meus vicios. amo minha loucura engarrafada.
não diria que ela é minha melhor amiga, mas depois de alguns gelos derretidos, se transforma.
gostaria de ser tão inconsequente quanto antes.
tempos diferentes, vicios diferentes.
que ser humano não tem um vicio, uma paixão, algo que o arraste de volta para o buraco de sua vida?
qual ser humano não se deixa levar qual criança, pela mão da loucura?
eu não seria diferente, não, nem pensar.
amo meus vicios. amo minha loucura engarrafada.
não diria que ela é minha melhor amiga, mas depois de alguns gelos derretidos, se transforma.
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