~Palavras Cotidianas.

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"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."

-

''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''


Friedrich Nietzsche






Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

- José Saramago.


no surprises...

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16 de outubro de 2010

this puzzle i've been keeping......

Se ao menos minhas duas partes fossem um pouco parecidas...
Mas a única constante é que ocupam o mesmo corpo.
Então, isso me deixa confusa, sobre o que eu realmente sou.
Será que eu sou tão influenciável? Será que eu sou mesmo um espelho?
Isso significa que eu não tenho uma personalidade real, certo?
Então, ao mesmo tempo que eu realmente não acredito, eu desesperadamente quero acreditar...
Ao mesmo tempo que eu simplesmente não me importo, eu me importo demais. Ao mesmo tempo que eu não amo nada, eu amo a todos. Ao mesmo tempo que eu não estou, eu quero estar.
Isso me confunde, me arrasta.
Será que existe uma bondade, uma compreensão, alguém que é capaz de se doar?
Será que eu sou realmente assim?
Quando eu posso, quando eu quero, a maior parte do tempo eu quero ficar sozinha, não acreditar, não me importar. Eu realmente não me importo.
Mas assim que eu me vejo em um lugar onde não estou sozinha, sem sequeer ter controle, sem pensar, sem realmente me dar conta, eu sou outra.
De 8/80, eu simplesmente sou o meu completo oposto.
Me diga, qual sou eu?!
O que me faz ser?
Eu queria realmente me importar sabe, realmente sentir. Realmente ser capaz de ser alguém pra quem as pessoas vão voltar. Alguém capaz de ser.
Alguém.
Mas eu não sou, e realmente, eu não quero. Isso me deixa confusa.
Você sabe, você viu..minhas duas partes...
me diga então, o que eu realmente sou?
Porque, por mais que eu tente ser quem eu acredito que sou, trancada dentro de mim mesma, sem precisar de ninguém, por que então eu não controlo? Minha euforia me faz sentir um cachorrinho, filhote, empolgado pra fazer parte do universo de todos, rir com todos, me expressar, ser compreendido.
Antes de tudo acontecer, eu acho que eu meio que ainda me importava, eu sei quando eu mudei de vez. Eu sei as etapas.
Então porque eu....eu não consigo mais me expressar.
Mas o que eu sei, é que ao mesmo tempo em que eu realmente não acredito em nada, eu acredito em coisas que alguém como eu não deveria.
Eu não sou, eu não sei ser.
Mas será que as coisas que eu sei, as coisas que eu guardo em meu coração, que eu desesperadamente quero deixar fluir, será que essas coisas um dia irão apoiar alguém?
Será que as coisas que eu guardo em mim como tesouros, será que minhas palavras irão correr com a correnteza?
Será que não irá simplesmente secar, empoeirar, virar história distante e esquecida?
Será que eu vou ter as palavras e o conforto?
Então, eu admito que realmente, é dificil estar viva, ser alguém.
É mais fácil simplesmente não ser.
E que seja o que tiver que ser.

covarde.

14 de outubro de 2010

"i just realize that something that i thought was dead , is not dead at all . It's just living in my head . ♥ 
.. if getting crazy it's what i've deserve , at least i won't be locked alone . and we have plenty to talk .
silent silence broken mirror ."

30 de setembro de 2010

eu sei que sempre terei recaidas. minha natureza manda.
eu sei que sempre irei desistir, seja la do que for, eu sei que nem sempre irei seguir firme meu caminho.
eu sempre irei querer me esconder, irei me cansar de tudo e de todos, eu sei que da mesma forma que minha natureza e credula e otimista, ela e cinica e pessimista.
eu sei que sou uma mistura de contradicoes, e sei que cada passo que eu der, eu irei me cansar cada vez mais.
mas sei que apesar de tudo, eu irei sempre tentar.
nao por vontade propria, mas quando estiver onde tenho que estar, irei sorrir e ser legal, irei amparar a queda de pessoas, defender quem eu realmente me importo, irei me defender, com unhas e dentes, meus pontos de vista.
eu sei.
eu sei que, apenas de cansada e dolorida, eu irei ouvir, irei me revoltar, irei chorar.
pra depois me perguntar porque, se nem sequer me importa.
eu sei que estarei cada vez mais distante, eu sei que ira demorar pra eu ter as respostas, e muito mais pra formular as perguntas...
mas nao sei quando isso ira parar.
essa confusao, esse sentimento.
mas jurei que sempre que me levantar e astear a bandeira branca em meu mundo, irei ouvir a musica que sempre ouco e so agora me dei conta.

"I'm coming round to open the blinds
You can't hide here any longer
My God, you need to rinse those puffy eyes
You can't last here any longer
And yes they'll ask you where you've been
And you'll have to tell them again and again
And you probably don't wanna hear
"Tomorrow's another day"
But I promise you you'll see the sun again
And you're asking me why pain's the only way to happiness
And I promise you you'll see the sun again.."
-dido.
eu nao quero voltar a viver.
estou bem como estou.
porque nao pode ser simples assim, do jeito que eu quero que seja?
mesmo com fantasmas, mesmo com vozes, prefiro isso, ao que era antes...
eu prefiro o nada...


setembro esta acabando...quantos anos mais?
quantos anos mais, ate as folhas cairem de vez, ate o vento nos carregar?

24 de setembro de 2010

agora que a raiva passou, fica um pouco complicado esclarecer, pra mim mesma, meus sentimentos.
percebi que mesmo que eu tenha um dia cheio de emoções conflitantes, e todos os motivos para sentir, eu quase não sinto.
a anestesia veio pra ficar.
engraçado, chorar, rir, gritar, e não sentir.
estado de choque?
sempre tento me analisar friamente, e geralmente consigo.
mas enquanto me perguntava, porque estava chorando, não conseguia parar.
ah, a vida é confusa demais, difícil demais, e lutar cansa.
eu queria tanto poder me jogar de cara na vida, viver o máximo, correr atrás de meus sonhos, mas sempre que começo a pensar assim, vem algo que me obriga a ir por esse caminho, então eu me assusto e desisto novamente.
me escondo, me enterro viva. o que posso fazer se nada me tira de dentro de mim?
claro que ninguém nunca disse que seria fácil, nunca é.
não espero caminhos abertos, dias de sol e noites enluaradas.
mas ainda assim, é desanimador.
vivo um dia de cada vez, como se não houvesse amanhça, sim, mas não por esperança, mas pelo contrário.
quem sou, o que sou, o que me faz ser...é tão fácil me analisar, ver o circulo vicioso, ouvir os conselhor, e deixar tudo de lado pra me jogar no mesmo corredor em circulos.
parto de um ponto pra cair em outro, igual.

agora posso me ver, vejo quão perdida estou, vejo a saída, mas por Deus, tenho que andar muito e lutar, lutar demais, lutar cansa...
Ficar parada e me entregar é tão mais fácil, e tão idiotamente...ridículo.
Porque temos sempre que nos adequar, nos encaixar em moldes, ser algo ´pré-determinado? por que, pra que?
"...I wanna paint my face and pretend
pretend that I am someone else
Sometimes I get so fed up,
I don't even wanna look at myself ...
and sometimes I find myself shaking
in the middle of the night
And then it hits me and I can't ...
i can't even believe this is my life ... "
"A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal
You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
Silent silence
This is my final fit, my final bellyache with
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises please
Such a pretty house and such a pretty garden
No alarms and no surprises (let me out of here)..."
-radiohead.


minha vida, minha música.
ritmo constante. novidades me assustam, me deprimem, ma afogam.
seguir sempre um mesmo padrão, quem precisa de horizontes, se pode erguer muros e ter conforto?
prefiro fugir e me esconder sim, talvez eu mude, talvez.
dia do inferno, literalmente.
mas talvez seja melhor, talvez eu tenha apenas que mudar quem sou, meu pensamento...talvez eu tenha que me libertar de tudo o que sou.
mas isso ainda me dá medo.
pavor, pânico, terror absoluto.
quem não tem medo de se jogar no mundo, nunca entenderia, como essa prisão nos consome vivos, como dói querer e nunca arriscar.
como é cansativo ser sempre igual e querer ser sempre igual, com a segurança do cotidiano, com a certeza do igual.
não, apenas quem passa por isso sabe. 
mas isso não impede de nos taxarem, nos classificarem, nos julgarem.
nunca foi impedimento pra ninguém.
talvez, afinal, eu viva, mas pra que me libertar de tudo se o mundo nunca irá mudar?
vivemos em lugares escuros, que por mais tecnologia e inovações que tenha, nunca deixará de ser..escuro.

11 de setembro de 2010































existem coisas que nos tiram o folego, e soluços.
e nunca, nunca, nunca irão embora.
nunca irão nos abandonar, pois esta é a vantagem de se ter lembranças e sentimentos: a eternidade deles.
e quanto menos você se importa com tudo, mais intenso e verdadeiro se torna quando, enfim, você se importa.
existem coisas que nos deixam um buraco vazio, algo quente e doloroso.
e demorei alguns meses para essa homenagem póstuma à minha parte cachorrinha de ser.
porque eu simplesmente não posso encarar isso de frente sem desabar.
porque essa é a verdade. e nada nunca vai mudar.

será que existe um céu para os cachorrinhos felizes?
eu não sei se acredito no das pessoas, mas gostaria de poder acreditar no dela...

30 de agosto de 2010

queria poder ter essa sensação sempre.
leve, acima de tudo e de todos, e eu tenho o poder.
ao menos, o poder de me mudar pra outra dimensão.
remedios de dormir e álcool, quem precisa de amigos e vida?



What a wonderful hesitation
Who would bear to feel sorry for me
Dropped another pill just to calm me
Collapsed to my knees and fell fast into sleep
There I was drifting
Way out into the sunshine
Expecting to crash but I'm tied to a string
Look at me I'm a tangled puppet
I might be a mess but I sure can survive
Find myself awake counting sad days
1-2-3 that's too many for me
Dropped another pill just to find me
Reached for my hand
But It was already there
Then I started believin'
That I fell out of a tiny raindrop
That lost its way when it decided to roam
Chasing me was a hungry dweller
But I had escaped it by pretending to die
Come follow me you won't expect the illusion
You'll see, it's my imagination
Hand me your eyes
I will put them in front of mine
You'll see a little better
You'll see a little better
What a wonderful destination
Where I am now
I can no longer see
Dropped another pill just to kill me
Collapsed to my knees
And fell fast into sleep
There I was drifting
Way out into the sunshine
Expecting to crash but I'm tiet to a string
Look at me I'm a tangled puppet
I might be a mess but I sure can survive
But I had escaped it by pretending to die


-4 non blondes.



isso está corroendo minha alma.
don't let me go. never let me go.
Keep me safe inside.


essa falta, esse pedaço perdido, folha soprada...

19 de agosto de 2010

giro ao redor do mesmo ponto, aperto a mesma tecla, mas parece que minha alma não se cansa de repetir as mesmas palavras.
ouço vozes e discuto com as duas partes em meu cérebro que me controlam.
não sei quem sou e quero saber, mas tenho medo e me escondo.
quero fugir, quero gritar, quero girar, rodopiar até ficar zonza demais e vomitar. coisa que faço demais.
quero sumir, quero não ser, mas quero estar.
qual dos meus papéis é mais importante?
qual sou eu? por quê?
interpreto demais, e acabei perdendo a personalidade.

29 de julho de 2010

i can hear your voice.

inside my soul.


fugir da vida é uma opção.
eu não sei quantas pessoas eu deixei pra trás nesse processo. poucas realmente me importam.
Eu prefiro fugir sim, me desculpem por isso, sou uma covarde.
Eu não quero viver, não quero mais emoções.
Um problema de ser um alguém, como você, que sente demais as emoções, que se joga, e não me contradiga, no mar de sentimentos, é que sou obrigada a...senti-los.
O frio na barriga, a ansiedade, o nó na garganta, a vontade de sair correndo, me esconder, mas ter que ficar e enfrentar...
Não, prefiro me cercar de muros...
Prefiro me manter longe de tudo o que pode me atingir, obrigada.
Aliás, o problema é esse. Eu nunca sei quanto será a emoção. entende?
Ou eu sinto, ou eu não sinto.
A vantagem da minha vida de agora?
Eu não tenho que enfrentar nada. Não tenho que olhar na cara da vida e dar as costas.
Eu já estou de costas.
Posso fugir dos meus pensamentos, posso me manter frustrada, posso me decepcionar comigo mesma...E olhar de longe a estupidez do mundo.
Hoje estive assistindo documentários de astronomia e também sobre a evolução...
E também, logo irei assistir o filme O Mundo de Sofia.. Quero ver se ficou ao menos, digno.
Posso fugir e me cercar.
Posso me entorpecer, e tenho que manter apenas algumas horas de humanidade.
O resto do tempo, eu sou o que sou. Decaída.
Sim, estou tecendo uma rede de mentiras e ilusões ao meu redor, estou criando minha vida imaginária, e você quer saber qual é a segunda opção, caso isso tudo desmorone?
Eu morro.
Simples, e me pergunto porque as pessoas fazem tanto alvoroço quanto a isso.
É a lei, nascemos pra morrer.
E daí, se eu quiser apressar o processo?
O que pode me acontecer?
Caso Ele exista de verdade, vai me condenar ao sofrimento eterno. Inútil, eu não acredito.
Não dessa forma. Eu nem sei se quero melhorar.
Outra alternativa?
Eu vou correr, finalmente, atrás da minha vida.
Vou viajar, vou viver.
Mas nunca mais, nunca, irei deixar nada me afetar.Eu sei que não.
Eu seria uma concha vazia, mais vazia do que sou agora?
Eu não tenho nada. Eu não sou nada. Minha vida é um nada.
E a vida de todos é assim.
Apenas...encaro a verdade, e aceito.
Viver é difícil demais...Eu queria que fosse mais fácil, queria que fosse simples assim, tomar decisões, mas não é.
Mal consigo escolher o que vestir, sem deixar a ansiedade me matar...
Não quero, não consigo pensar no futuro. Ele não existe, ainda.
Ontem discutimos nomes. Mas uma parte de mim, eu não sei explicar, mas eu sei.
Não vai acontecer.
Não quero que aconteça.
Será que seria capaz de largar, abrir mão de uma vida inteira planejada?

"I'll take a quite life
With No alarms and no surprises please..."

see i have someone in me . i felt today . i always thought i had someone with ,to share and get beautiful memories but, as i hit the edge i can only feel and not see .

As vozes não se calam e as necessidades não me entendem...
Vou ficar aqui, em meu mundo fechado, de faz de conta.
As luzes se refletem de maneira nada original, e a chuva tem gosto de liberdade.
Do you remember me?




"If the medication works
Could i be the way i was?
In control...
Nobody can save me
Nobody can save me
Nobody can say what i'll do if i'm alone..."

-sugarcult.

existe tantas palavras sufocadas e anseios deixados de lado...
existem imagens e sons, abafados...
e as lembranças...

21 de julho de 2010

às vezes, quando com outras pessoas, eu me vejo me encarando, me perguntando"Quem, afinal, é você?!"...Eu me encaro, e tenho vergonha do que vejo.
Nunca sou eu, sempre sou máscaras e bocas.
Quando sou eu? Quando me permito?
Quem me conhece?
Eu não deixo brechas...Isso é ruim?

19 de julho de 2010

tout simplement pathétique.

Somos todos tão patéticos.
Às vezes, eu me encaro e me pergunto quando foi que comecei a ser tão cética. Quando fiquei tão descrente, tão cínica.
E me confronto com a resposta que não gostaria de ter. Sempre.
Eu sou assim, sempre fui, mas como tudo, prefiro ignorar e ver apenas os defeitos que me agradam. Apenas as qualidades que sinto ter controle.
Egocentrica, idiotamente narcisista.
Mesmo que isso opere um efeito contrário, é o que sou.
Fisicamente falando, é mentira. Mas me cultivo, olho pra minha alma e mente e vejo uma sujeira que me agrada, me deprime, mas que é minha. Então, nada me resta a fazer, a não ser cultivá-la.
O que isso tem a ver com tudo? Tudo.
Nos cercamos de pessoas que irão nos adular, acarinhar nossos egos idiotas, e concordar com tudo o que sai de nossas bocas, e gestos.
Repudiamos e ofendemos quem contraria.
Claro, nem sempre.
Mas assim o é. Queremos uma platéia sempre pronta, sempre atenta, queremos que as pessoas sintam dó, prazer, conforto, que necessitem de nossas patéticas representações, formamos pequenos teatros de nossas vidas, apenas para que as pessoas possam ser controladas, tenham um papel dentro de nosso quadro, transformamos nossas vidas, de um modo tal que possamos ser sempre o centro, sempre o umbigo de um mundo sujo e falso.
De uma forma ou de outra, consciente ou não, é o que fazemos.
E então, quando as pessoas páram de representar, por um minuto, rimos delas. Ou as repreendemos, desprezamos, jogamos lama.
Não sei, estou parcialmente fora de mim.
Não bebada, nada disso, apenas entorpecida. Pelo calor, pelas musicas, pelos pensamentos que não gostaria de ter, pela pressão que tanto odeio, pelo dia lindo que está lá fora, e eu trancada dentro de mim mesma, acabando com minha visão e unhas, estavam tão lindas...
Queria algo mais doce, mais líquido, martini, ou vinho quem sabe.
Passamos tanto tempo negando quem somos e nos cercando de regras estúpidas e sem serventia alguma, perdemos tanto tempo provando que somos algo que na realidade, não queremos ser, ou que não...aceitamos.
Nos cercamos de pessoas para provar, pra nós mesmos ou para o mundo, de que não necessitamos delas.
Para mostrar que somos fortes, quando estamos fracos, que somos poderosos, quando estamos vulneráveis.
De uma forma ou de outra, somos patéticos.
E se dispensamos as pessoas e vemos quão inuteis elas são, nos tornamos amargurados.
Títulos idiotas. Para que servem, afinal?



de quem ou pra quem estive escrevendo isso? não me pergunte.
talvez para alguém que fui, quando me cercava de pessoas. quando queria todos ao meu redor como mariposas que morreriam em 24 horas, talvez menos.
agora, mesmo que sumam, as pessoas me irritam.
nem todas. posso contar em uma mão, claro.
talvez eu não seja menos idiota por isso, talvez eu seja apenas solitária, apenas...estúpidamente arrogante.

16 de julho de 2010

os vícios me arrastam, me chamam.
gostaria de ser tão inconsequente quanto antes.
tempos diferentes, vicios diferentes.
que ser humano não tem um vicio, uma paixão, algo que o arraste de volta para o buraco de sua vida?
qual ser humano não se deixa levar qual criança, pela mão da loucura?
eu não seria diferente, não, nem pensar.
amo meus vicios. amo minha loucura engarrafada.
não diria que ela é minha melhor amiga, mas depois de alguns gelos derretidos, se transforma.

24 de junho de 2010

Empty Words...

"There are people talking everywhere I look
No one saying what they mean
Still they talk anyway
When there’s nothing to say
There’s so much said in empty words

I’ve heard it all so many times
I still try to believe..."


blackmore's night.

22 de junho de 2010

Sobre vícios e limites.

É como um vício.
Sim, eu sei bem que pessoas que se entregam a vícios são estupidamente fracas.
Mas qual ser humano não é estupido, e muito mais, fraco?
Além de tudo, isso nasceu comigo, creio que por muito tempo, além do que eu gostaria, isso ira me acompanhar.
Pra muitos que me vêem, é como um trem que sabe que a linha tem um final, mas se recusa a parar.
Sou auto-destrutiva.
Sim,mais uma vez, quem não é?
Mas eu me sinto mal por isso.
Tenho uma grande amiga, fake, como tudo na minha vida, que me perguntou se eu sei que uma coisa não tá certa, porque eu não tento fazer de uma forma mais saudável e correta...
Porque eu quero lutar.
Eu odeio expectativas, ainda mais quando giram em torno de mim.
Odeio pressão, odeio ter que fazer o que esperam que eu faça. Odeio ter que me importar com algo apenas porque o correto seria eu me importar.
Não me pergunte o porque. Eu odeio. Nao sei, apenas não suporto essa pressão.
Eu naão vivo pra ocupar a vida e a boca de outras pessoas.
Creio que, pra certas situações, os fins justificam os meios. Não pra tudo, claro.
Eu necessito de vicios. Eu sou assim.
Pra que me justificar?
Eu não me sinto bem por ser quem sou, e Deus sabe o quanto eu luto contra tudo isso.
Afinal, muitas pessoas tem que lutar com coisas mais dignas, como comida para os filhos, ou dinheiro para pagar contas do hospital.
Ou ainda, em não morrer de fome e frio, ou calor, em um lugar cuja expectativa de sobrevivência é praticamente nula.
Eu me sinto culpada por ser tão egoísta,mas sou.
E cada vez mais eu aumento isso.
Eu poderia me deixar arrastar pela depressão cada vez que tenho uma crise. Poderia me deixar levar pelo pânico, cada vez que ele me invade.
Mas então, eu seria apenas uma garota mimada que inventa doenças para chamar a atenção.
E eu não quero atenção.
O que quero dizer, é que eu confesso para quem se impora comigo quão ruim eu estou.
Vamos ser mais claros, eu confesso para quem toma conta de mim.
Mas então, tudo não passa de frescurite, tudo isso é uma coisa normal que todo mundo tem.
E depois, me perguntam porque eu odeio modinha.
Quem não tem, quem acha que tem, quem acha que é frescurite, não sabe como é...
E daí se existem pessoas lutando contra fantasmas piores que os meus?
E daí que existem pessoas que passaram por coisas infinitamente piores que as minhas?
São minhas lutas, e sou eu quem devo suportá-las, mais ninguém.
Mas então, eu precisaria apenas de um pouco de compreensão, não sou fácil de lidar.
E, putamerda, é horrivel.
O modo como eu me sinto, o modo como isso me domina, e eu simplesmente não posso fazer nada além de amaldiçoar, sabendo que eu não faço isso por contade própria. Não sou masoquista.
Eu sei o que se passa, é a mesma situação de alguém que foi picado por uma cobra, sabe qual cobra que é, sabe que tem que fazer algo, mas é impotente. Porque sabe que o veneno está se espalhando, no meu caso, lentamente, até chegar ao coração e se espalhar completamente, e morrer.
Mas eu não vou morrer, eu vou lutar. Eu tenho lutado por um bom tempo, pra evitar as crises, as situações embaraçosas que vem com elas. Eu luto.
Mas isso acaba comigo.
Eu gostaria de não ter que lutar, poder me entregar e passar os dias sentindo esse leve desespero tomar conta de tudo.
Será que se algum dia eu me entregar....
Enfim...
Mas o que me preocupa mesmo é o vazio.
O meu vazio. Que eu tanto amo, meu espaço, meu verdadeiro lugar.
Não sentir, não pensar, não preocupar com nada, nada mesmo.
Apenas o nada.
Eu amo isso, mas isso vicia. E está me levando lentamente.
Como explicar...? Pra não sucumbir às lutas, eu me afasto de tudo. Me abandono.
Mas quanto mais eu me fecho, mais eu sei que isso está errado.
Eu sempre vivi em um mundo só meu, onde quase ninguém entra.
E quando entra, ocupa quartos afastados do nucleo.
Me disseram que sou como um espelho, já mencionei.
Adotei essa metafora. Mas mesmo assim, conto nos dedos de uma mão quantas pessoas me possuem.
E em um dedo a unica capaz de me atingir.
Eu não me permito afundar no poço apenas para descobrir qual é a profundidade.
Eu consegui sair uma vez, mas como um espelho partido, eu tenho marcas, e nunca irei refletir como antes. Acho que na verdade, eu nunca refleti corretamente, por tudo o que me lembro.
Uma parte está trancada, e não sei nada mais que borrões de minha propria vida...
Eu não quero ser enterrada viva pela minha incapacidade de encarar o problema. É claro que eu luto, mas vivo fugindo.
Luto apenas pra não deixá-lo sair, escapar.
Mas fujo pra não afundar.
Essa mesma amiga me pergutou se, quando eu souber que não vou bem, eu saberei parar. Se eu saberei pedir ajuda.
Eu falei que sim.
Mas será que eu iria querer parar?
Será que o vazio e a solidão não me terão completamente, de forma que eu decididamente prefira ir até o fundo?
Eu tenho duas partes em mim, a racional e a irracional.
Eu sei distinguir cada problema, mas é como se eu fosse um prédio de uma corporação.
O irracional tem 51% das ações.
Então, por mais que eu saiba o que é errado, nunca consigo me controlar o suficiente para parar, para conseguir me ajudar, para evitar situações estranhas. culpe o tdah. culpe quem eu sou.
Eu não posso.
E se eu realmente não quiser mais parar?
O que eu farei então?
Eu li várias vezes que a ignorância é uma benção.
E eu acredito ser assim. Pensar cansa. E mata.

Uma observação?
Ninguém tem limites. De nada, de ninguém.
Não existem limites. Existem apenas o controle.
Ou a falta dele.

14 de junho de 2010

i wanna have control.

"...But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here

I don't care if it hurts
I wanna have control
I wanna a perfect body
I wanna a perfect soul..."



Odeio me sentir assim, odeio não ter o controle.
Nunca o tenho, mas me faz falta, mesmo assim...
Me sinto tão por fora, tão indesejada, embora eu tenha um amor de contos de fadas...
Odeio ser quem sou, odeio não saber aproveitar o que a vida me dá.
E quem de fora lê isso, tenho certeza, que não entende.
Quase todos, existem exceções...Pra tudo, eu diria...
Que droga, é quase como se eu fosse um buraco negro, sugando todos os sentimentos e acontecimentos ao meu redor, e não deixando nada intacto, e só sobrassem cinzas e destruição, um nada profundo, um nada total, incolor...
Quem sou eu, por que sou eu, pra que?
Tantas perguntas e só o vazio, só a falta de vontade, o medo, a insegurança, a certeza de que um dia vem após o outro numa cadeia incessante, num circulo vicioso, numa corrente sempre igual de acontecimentos..
Sou patética, sou tão completamente...Patética...
E nada é interessante, e tenho vontade de chorar, sem ter porque, nem sequer estou triste!
Sou tão voluvel, alguém devia me internar...
É horrível ter que me sentir assim...
Falo ter, pois não posso evitar...
É como se eu fosse um buraco negro, sugando todo o ar à minha volta, sugando todo sentimento, todo acontecimento, e não sobrasse nada, além de destruição, dor e o vazio...
Odeio ser quem sou, e odeio não poder mudar isso.
Tão inútil, tão nada...
Não estou muito bem...
E embora tudo, aparentemente, esteja correndo como num sonho, não consigo aproveitar.
Por que, eu me pergunto, pra que tenho que ser assim?!
Às vezes tenho vontade de sumir, alguém sentiria minha falta?

2 de junho de 2010

Um brinde a nós, humanos idiotas e limitados!

Sabe, uma das coisas que mais me irrita no mundo de hoje é como temos o dom de sermos idotas arrogantes.
Sempre ouço algo como, Ah, fulano de tal é bipolar, Ah, eu sou hiperativo, Ah acho que EU sou bipolar, Ah eu tenho depressão.
Como se todos fossemos doentes em algo assim, algo que pudesse justificar nossas explosões, nosso egoísmo, nossa idiotice.
Como se o fato de ter uma doença que explique a mudança de temperamento repentinamente fosse a justificativa para uma pessoa egoísta e mimada, que acha que pode tratar os outros como bem quiser e falar que é bipolar.
E pra ser sincera, nem emmédicos podemos confiar, afinal, você está pagando a eles, dê a eles o que eles querem, que eles darão a você o que você quer.
Um diagnóstico com uma doença/justificativa pra não ter que mudar, passe livre pra ser mais idiota que o normal, uma coisa que as pessoas (idiotas) ostentam como se fosse um troféu, com um orgulho idiota.
Ouvi uma grande amiga (a segunda alias), comentar que acha ser bipolar, porque assistiu algo, e SE ENCAIXOU direitinho naquela descrição.
Então, além de ter TDAH diagnosticado, com tendencia pra ansiedade e depressão, sou bipolar, borderline, psicopata e ligeiramente misantropo.
Incrivel, sou uma medica maravilhosa, apenas com a ajuda da internet, e calro, da Wiki!
A cada dia mais e mais eu desacredito da humanidade, não que eu alimentasse grandes expectativas em relação à mesma.
O pior de tudo, é que quando se tem, não quer ter.
Ouço tanta gente comentando essas barbaridades, que me angustia ainda mais, e eu me pergunto: quantas dessas pessoas já entraram em crises, já passaram momentos, horas de agonia, horas de choro compulsivo, horas de euforia, horas de mudanças idiotas de humor, anos de convivio com a dor e a raiva, com a indiferença e a ilusão?!
Quantas dessas pessoas viram seus familiares receosos de deixa-los sozinhos em um aposento, com os amigos a olharem como se fossem loucos?!
Quantas tiveram que passar por batalhões de médicos, e exames, e sermões, e críticas?!
Quantos idiotas que se determinam doentes já tentaram se matar mais de três vezes, lutam diariamente com a ideia da morte, se cortam pra não sentir a dor interna, pra ter um alivio, como se ao abrir talhos na própria carne aliviasse a pressão dos sentimentos?!
QUANTOS, EU ME PERGUNTO!
Juro, isso me tira do sério.
Minha amiga sempre fala como se fosse uma coisa horrivel, mas com aquela aura de satisfação de quem quer ser o centro das atenções, ao dizer-se doente, com algum disturbio.
Eu luto contra isso.
Tento mudar, tento dizer a mim mesma diariamente como é bom estar aqui, como posso ser melhor, mas só encontro o vazio, e o desespero.
Com o vazio eu posso lutar, eu gosto dele, mas com o desespero...
E eu nem sei porque eu sinto assim!
E o medo então...
Tem sido difícil, pra mim, sair de casa.
Me sinto gorda, inputil, feia.
E não apenas isso...
Sinto raiva, como um cachorrinho que expulsam de dentro da toca.
Sinto vontade de chorar, como uma criança desconsolada.
Eu quero mais, mas nçao quero nada!
Eu quero ser, ter, viver, mas quero morrer mais que tudo.
E odio, tanto odio, como se nada fosse mudar, como se fosse tudo feito de desgraças.
E eu soumais verdadeira escrevendo do que falando.
Menos floreios, mais honestidade.
Por isso, amo as palavras, elas completam algumas lacunas, estantes vazias em minha mente.
Mas são apenas algumas.
O que eu faço com as outras, que nunca serão completadas?



"But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok..."

Staind - Outside.







Love was supposed to save me...





obs. acabei de reler, e, por mais idiota que tenha ficado, não vou apagar nada.
sou tão estúpida quanto qualquer um. ficou infantil, até mesmo pra mim!

23 de abril de 2010

5 centimeter per second.

Fica gravado na memória.
Aparte, eu fui a um velório, do marido de uma boa amiga.
Acostumamos a conviver com a idéia da morte. Acostumamos a viver com a idéia do adeus.
Mas quando chega a hora, vemos quão realmente isso é difícil.
Não cheguei a conhece-lo, mas tenho grande estima por essa amiga.
Sempretento passar às pessoas um pouco do meu amor, do carinho.
Nem sempre consigo, claro. Mas não gosto de ver quem eu quero bem, sofrendo.
Embora, nesse caso, seja inevitável, posso ao menos aliviar um pouco.
Não há palavras possíveis.
Nascemos pra morrer, e vivemos morrendo. por tudo. Não sou a única.
Mas.
Bem, por enquanto estou abalada. Mas logo as idéias irão fluir.


Sei apenas que caímos como pétalas de flores. Duramos uma estação, e então, outras flores tomam nosso lugar, até nossa estação voltar. Podemos ser mais uma flor, ou podemos ser A flor.


Somos tão frágeis quanto uma brisa, e tão potencialmente destrutivos quanto uma bomba nuclear.