~Palavras Cotidianas.

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"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."

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''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''


Friedrich Nietzsche






Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

- José Saramago.


no surprises...

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11 de novembro de 2010

processo de transformação em uma otaku '-'

Estive entediada depois de acabar com os capítulos de Kobato, uma vez que eu estive completamente alucinada pelo mangá, mais do que o anime, que não informa muita coisa...
Sinceramente eu nunca fui grande fã de CLAMP, mesmo levando em conta que o que me fez gostar de animes foi Guerreiras ágicas de Rayearth, eu só era completamente louca por xxxHolic. Quer dizer, sou...



Mas, fuçando nos meus muitos sites, descobri por acaso Warau Kanoko-sama.
No começo eu continuei lendo só pra distrair, mas acabei sendo levada.
Acho que é mais por eu me encontrar no meio dele, ou em tudo, um pouco de mim, do que eu fui...
Eu sempre pensei, como poderia explicar de uma forma não tão dramática o porque de não ter muitas amigas de minha idade...
Aliás, de não te-las.
Foi trauma de uma vida inteira de más amizades?
Claro que eu tive amigas interessantes, mas elas nunca duraram grande tempo...
Eu me pergunto o porque...Se é apenas minha falta de interesse, ou o medo que eu tenho, inconsciente, claro. ou não.
Parar pra pensar sobre isso me leva ao fato de que eu teria que pensar sobre mim, avaliar o que eu sou, o que me faz ser...
Isso leva muito, muito tempo.
É entediante. É, acima de tudo, frustrante.
O ponto em que eu realmente fico com raiva é esse, quando eu tento me avaliar, ainda mais sobre esse assunto.
Sou feita de contradições, quantas vezes eu não disse isso?
É frustrante quando eu tenho uma parte, uma opnião definida, e então, eu penso, mas peraí, eu não sou assim, eu não penso assim.
Se eu fosse feita de otimismo, ou apenas de pessimismo, creio eu que seria mais fácil...
Se eu apenas pensasse, Ah, mas é por causa disso, e não ter que enfrentar uma outra dúvida se estou correta ou não mais pra frente.
Eu não gosto dessa indecisão. Eu não sei escolher, escolher me deixa nervsa, me deixa ansiosa demais.
Por exemplo, mesmo eu tendo tido várias experiencias ruins na arte da amizade, eu tive algumas boas, não tive?
Eu sei que dá pra contar nos dedos, mas contam, não contam?
Elas me fizeram ser quem eu sou, sejam boas ou não.
Claro que eu sofri bastante, e desde pequena, esse negócio de ijime, ou simplesmente bullyng...Será que esse foi um dos fatores que me fez insensível? eu me pergunto...
Das vezes em que eu tentei falar e ninguém acreditava em mim, pois eu mesma tecia as teias em que me enroscava, foi isso?
Das vezes em que eu não conseguia falar, e nem mesmo sabia o motivo?
Ou das vezes em que eu inventava histórias e mentiras, e acreditava piamente nelas?
Será das vezes em que as pessoas me olhavam de cima, me apelidavam, será que foi isso que me fez ficar assim?
Mas quando eu páro pra pensar...Desde pequena eu não tenho commom sense (fica mais bonito assim, sabe...) sobre as coisas...sobre nada, eu creio.
Seria ingenuidade? Ou simplesmente eu nunca estive com os dois pés no chão?
Ou era apenas lerda, como me falavam?
Não ser tão atingida pelos comentários, a não ser quando me dizem que é ruim, ou chorar por algo simples e não me incomodar por algo maior?
O que será?
Eu falo que a época em que me tranquei dentro de mim mesma foi sem motivo, foi algo que não foi causado, eu simplesmente comecei a chorar um dia e passei o resto do ano, e mais um ano inteiro desse jeito...
Mas, analisando bem, será que isso não se acumulou dentro de mim, e estourou um dia?
As ilusões em que me afundava, sempre me afundo, continuo assim, até hoje, quando tenho que enfrentar o mundo real...Será que não...
Será que eu apenas fujo, me trancando assim e não querendo viver no mundo, por medo? e não porque é assim que eu sou?
Minha cabeça dói, eu sinto meu peito esticado de raiva e confusão...como sempre. Por isso eu evito me enfrentar. '-'
Enfim, se eu for puxar tudo isso, é realmente frustrante, e não vai me levar a algo algum...
Eu apenas queria postar sobre esse mangá, que fincou uma faca e me fez confrontar os meus fantasmas.
Creio que sair falando sobre as memórias que eu tenho (que não são muitas, então se estão aqui, é porque elas são importantes, certo?) sobre tudo isso seria melodramático demais. não tenho vontade.

Enfim, outra coisa que eu queria deixar registrado é Sayonara, Zetsubou Sensei. (por Deus, eu tou virando uma Otaku ) '-'
Não tenho como falar disso, de uma certa forma me lembra Arakawa Bridge, mas ao contrário.
Os dois me fizeram contemplar por dentro.
Mas Zetsubou sensei é simplesmente um baú de coisas que eu tenho por dentro.
Algo que me toca sinceramente e me deixa com um ar de agrado dentro do peito é como ele sempre tenta se matar mas não quer se matar realmente. me faz pensar. *-* existem pessoas assim, muitas...o que fazer com pessoas como nós que simplesmente pensam realmente, aparece na mente e é apenas uma opção como qualquer outra, e não um meio de chamar atenção?
acho que quando alguem quer se matar (ao menos eu acho, opnião, opnião) ela não pensa em ninguém. é apenas sentimento, certo?
Eu gostaria de falar sobre cada capítulo, minha opnião, o que me fez pensar, me fez lembrar, me fez entender.
Queria, mas simplesmente não sei se será apreciado.
Também, me falta animo, eu queria, mas nem tanto assim. Falar seria melhor, não é?
As folhas irão cair, e eu não irei ve-las novamente.
Mas o ar me traz lembranças, da vida inteira, e de tudo.
Eu amo o outono.



Ahh, uma boa de Sayonara é a parte de quando a garota volta do exterior..
(spoiler) Como mostra, ela se divide, uma vez que no Japão ela não é aceita por ser estrangeira, e no estrangeiro ela não é aceita por ser japonesa.
Lembra muito uma cena (igualzinha) que passei quando tinha cinco, seis anos...
Não é nitido, mas me lembro de alguns garotos que gritavam que eu era de outro lugar, pra ir embora, que eu não era bem vinda, eu era diferente...Lembro até que me jogaram uma pedra, não sei se foi assim.
Mas eu tinha uma amiga, ela me defendeu...acho que foi depois disso que eu comecei a rebater os insultos...Ou foi depois que me falaram que meu pai não me amava por não estar comigo?
Whatever, simplesmente traduz o que um mestiço passa, não traduz?
Não todos, deve ter algo em mim ou em quem passa por isso que conduz essa reação (ou não)...
Não ser aceito em lugar algum, que lugar é minha casa?
É por isso que eu simplesmente não me importo com o lugar onde vivo, me adapto a qualquer  lugar?
Digo que não volto pro Brasil por gostar do Japão, mas o que me prende é essa época, acima de tudo. Claro que eu tenho outras tres estações atrás, mas essa é a melhor...
Mas se eu tiver que morar em outro lugar, eu apenas irei acordar e me sentirei como se estivesse a vida inteira ali.
Será que todos se sentem assim?
Não apenas nesse ponto, mas em outras reações e emoções? Por que eu sinto dessa forma?

Uma amiga me disse que minha vida, contada, parece história.
Por isso não conto. Até mesmo para mim, contando, não parece ser real...
Aliás, o que separa o real e o imaginário?


estou esperando pela continuação de Heart no Kuni no Alice, um pouco (ou muito) idiota, mas eu gostei. Ah, e se tiver algo que posso aconselhar, é xxxHolic. '-'
Kobato meio que é fora do ar, mas está no meu #top1 atualmente.
Tentei ler Tsubasa, porque vi que as duas histórias (Holic) se misturam, e foram criadas para se completar, mas...me tira do sério, é muito pra minha cabeça. (não sou grande fã de magias, fantasias ou robôs, muito forçados. kobato é a minha linha limite)



-acho que eu penso e procuro significado demais em coisas que eu não deveria...certo?


3 de outubro de 2010

acho que o excesso de opções nos deixa sem escolhas.
ficamos tão perdidos e apavorados de tomar uma decisão precipitada, uma escolha errada, que acabamos por nos decidir por nada.
ou talvez seja apenas eu.
será que eu deveria tentar mais, será que eu deveria seguir outro caminho?
não importa de que lado eu olhe, tudo me parece...insosso.
descobri uma nova banda, Trading Yesterday...
aliás, já conhecia, mas nunca tinha dado muito crédito, embora tenha gostado de uma ou duas músicas, não baixei o álbum...no entanto, não consigo parar de ouvir.
acho que lembra um pouco de lifehouse, com algo mais, e outras bandas que..deixa pra lá.
eu sou uma decepção pra mim mesma. eu acho.
quando páro pra pensar, então eu sinto muito por mim mesma, mas na maior parte do tempo eu estou tão fora do ar, que nem penso, nem sinto.
eu acho que, antes, eu ainda esperava algo de mim...
mas isso foi há muito, muito tempo.
eu me sinto velha, na alma. me sinto usada, passada, me sinto empoeirada.
como se minha alma nunca fosse arejada, e não vou me perguntar desde quando eu me sinto assim, eu sei bem desde quando.
foi uma descida reta, um caminho único.
mas esse caminho é só de ida, não há como voltar.
quanto pessimismo...
o tempo passa rápido demais, e leva consigo os sopros da vida.
tranca janelas e corações.
por quanto tempo meu castelo irá durar?
talvez a fonte da preocupação seja essa, por quanto tempo terei essa paz estagnada, essa segurança, esse conforto?
e se algum dia isso for...irei sobreviver?
se me tirarem de mim...será que o mundo irá me receber, ignorante como sou de suas leis, de braços abertos?
não...
as pessoas tem que estar armadas e preparadas pra serem soltas no mundo..
nasci na época errada..talvez eu teria sido uma boa hippie.

30 de setembro de 2010

eu sei que sempre terei recaidas. minha natureza manda.
eu sei que sempre irei desistir, seja la do que for, eu sei que nem sempre irei seguir firme meu caminho.
eu sempre irei querer me esconder, irei me cansar de tudo e de todos, eu sei que da mesma forma que minha natureza e credula e otimista, ela e cinica e pessimista.
eu sei que sou uma mistura de contradicoes, e sei que cada passo que eu der, eu irei me cansar cada vez mais.
mas sei que apesar de tudo, eu irei sempre tentar.
nao por vontade propria, mas quando estiver onde tenho que estar, irei sorrir e ser legal, irei amparar a queda de pessoas, defender quem eu realmente me importo, irei me defender, com unhas e dentes, meus pontos de vista.
eu sei.
eu sei que, apenas de cansada e dolorida, eu irei ouvir, irei me revoltar, irei chorar.
pra depois me perguntar porque, se nem sequer me importa.
eu sei que estarei cada vez mais distante, eu sei que ira demorar pra eu ter as respostas, e muito mais pra formular as perguntas...
mas nao sei quando isso ira parar.
essa confusao, esse sentimento.
mas jurei que sempre que me levantar e astear a bandeira branca em meu mundo, irei ouvir a musica que sempre ouco e so agora me dei conta.

"I'm coming round to open the blinds
You can't hide here any longer
My God, you need to rinse those puffy eyes
You can't last here any longer
And yes they'll ask you where you've been
And you'll have to tell them again and again
And you probably don't wanna hear
"Tomorrow's another day"
But I promise you you'll see the sun again
And you're asking me why pain's the only way to happiness
And I promise you you'll see the sun again.."
-dido.
minha cor preferida e verde.
seguida de branco, rosa, azul e violeta, em tons pasteis.
cores claras, estilo vintage, fotos envelhecidas.
apenas pra me lembrar, quando minha personalidade mudar novamente.
sera que eu escrevi, nos anos antes das mudancas, que eu gostava de preto, roxo, vermelho e..verde?
me parece que verde e a unica constante.
enfim, de onde surgiu a ideia?
da minha caneca de cha, um dos maiores vicios..
sapinho :3

11 de setembro de 2010































existem coisas que nos tiram o folego, e soluços.
e nunca, nunca, nunca irão embora.
nunca irão nos abandonar, pois esta é a vantagem de se ter lembranças e sentimentos: a eternidade deles.
e quanto menos você se importa com tudo, mais intenso e verdadeiro se torna quando, enfim, você se importa.
existem coisas que nos deixam um buraco vazio, algo quente e doloroso.
e demorei alguns meses para essa homenagem póstuma à minha parte cachorrinha de ser.
porque eu simplesmente não posso encarar isso de frente sem desabar.
porque essa é a verdade. e nada nunca vai mudar.

será que existe um céu para os cachorrinhos felizes?
eu não sei se acredito no das pessoas, mas gostaria de poder acreditar no dela...

30 de agosto de 2010

queria poder ter essa sensação sempre.
leve, acima de tudo e de todos, e eu tenho o poder.
ao menos, o poder de me mudar pra outra dimensão.
remedios de dormir e álcool, quem precisa de amigos e vida?



What a wonderful hesitation
Who would bear to feel sorry for me
Dropped another pill just to calm me
Collapsed to my knees and fell fast into sleep
There I was drifting
Way out into the sunshine
Expecting to crash but I'm tied to a string
Look at me I'm a tangled puppet
I might be a mess but I sure can survive
Find myself awake counting sad days
1-2-3 that's too many for me
Dropped another pill just to find me
Reached for my hand
But It was already there
Then I started believin'
That I fell out of a tiny raindrop
That lost its way when it decided to roam
Chasing me was a hungry dweller
But I had escaped it by pretending to die
Come follow me you won't expect the illusion
You'll see, it's my imagination
Hand me your eyes
I will put them in front of mine
You'll see a little better
You'll see a little better
What a wonderful destination
Where I am now
I can no longer see
Dropped another pill just to kill me
Collapsed to my knees
And fell fast into sleep
There I was drifting
Way out into the sunshine
Expecting to crash but I'm tiet to a string
Look at me I'm a tangled puppet
I might be a mess but I sure can survive
But I had escaped it by pretending to die


-4 non blondes.



isso está corroendo minha alma.
don't let me go. never let me go.
Keep me safe inside.


essa falta, esse pedaço perdido, folha soprada...

28 de agosto de 2010

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."




-Gabriel Garcia Marquez.
estive conversando com um colega de serviço sobre minha eterna verborréia.
as pessoas geralmente se perdem nesse meu mar de palavras, nessa avalanche de emoções que eu vomito diariamente...
tática de defesa, com certeza...
mas enquanto eu despejava todas as idéias, me ocorreu a certeza de que, mais uma vez, eu tendo a falar para qualquer um com a tentativa vã de me fazer convencer, juntamente.
como se o fato de as pessoas acreditarem em todos os eus que saem de minha boca me fizesse acreditar, também.
claro, eu respeito o limite das pessoas (ou ao menos acho que o faço) e me seguro o suficiente, para não me atropelar mais do que o normal...mesmo que eu não consiga...
eu sei que nunca vou encontrar outro ponto forte, que acolha as minhas palavras e as guarde, que as segure e as entenda.
as pessoas simplesmente não estão nem aqui e nem ali para nada.
e não é como se eu quisesse que estivessem.
o que me incomoda, mas não mais me tira do lugar, é o fato de as pessoas pensarem que eu me importo.
eu realmente tenho a tendencia de ser inocente e tapada, e confiar e gostar das pessoas.
mas isso, com certeza, não significa que eu me importe.
que eu entregue meu coração, parte minha.
com certeza, pouquíssimas pessoas me conhecem.
gostaria de poder dizer que sou uma delas, mas não sou.
sou uma estranha em meu próprio mundo. o que é absolutamente comum.
quero comprar algo e ficar bêbada, e não ter ressaca, nunca.

27 de agosto de 2010

The Time Traveler's Wife.


se puder ler o livro, é o que farei.
antes de assistir, embora o trailer tenha me feito chorar.
o que me interessou de fato, embora o livro já estvesse em minha lista de compras na livraria, é a personagem principal do filme. Rachel McAdams, se não A, uma das minhas atrizes preferidas.
Esquece, ela é a minha preferida.
Enfim, o último filme que consegui assistir inteiro foi Sherlock Holmes, não apenas porque eu realmente adoro, mas por ter sido uma das melhores coisas pra desanuviar esses dias.
mas faz tempo.
Enfim, assisti também por contar com ela no elenco.
Mas vale a pena, e, mudando todos os planos de compras, vou pôr o livro no topo.




Serendipity.

reencontrei com esse filme, e tinha esquecido de como é lindo.
enfim, essa música ajudou a relembrar.
Estou lendo Notícia de Um Sequestro de Gabriel García Marquez, grande escritor, um dos melhores.
Enfim, tem que ser muito bom, pra prender minha atenção num livro desse, quando tudo o que tenho feito da vida, se resume a fugir de qualquer coisa que me coloque em contato direto com a vida real.
Além de ser cruelmente verdadeiro, lembra o relato jornalistico enfeitado.
Mas simplesmente não consegui parar de ler, e por pouco não passo a vergonha de chorar no trem, por que uma das sequestradas havia sido assassinada.
Claro, não iria chorar apenas porque a dita cuja morreu.
Mas como, porque e a situação...enfim...
E o filme tem um ponto forte com a obra Amor Nos Tempos da Cólera, de Gabriel.
Com certeza, o livro é sempre a melhor opção, mas essa é uma das amostras de como uma adaptação também pode ser boa. Embora eu ainda nem tenha lido o livro.
Fernanda Montenegro brilha, com toda certeza. Grande atriz, filme lindo e apaixonante.
Estou um pouco mais humana hoje. Me sinto próxima com a realidade, embora seja uma realidade editada por mim e para mim.
Por enquanto, não vou fugir.
Queria ir no matsuri da sony, mas pra variar, não irei.
Não que eu esteja perdendo grande coisa, sempre volto pra casa algo decepcionada.
Segunda, trabalho. Terça, não.
Irei ajudar umas amigas a tirar fotos, na praia. Grávidas...ou melhor, no singular, que é uma só.
Tanto faz, pra ser sincera...creio que vai ser bom, pessoas boas, a vida parece um lugar mais acolhedor...
Mas estou cansando, já.
De vestir uma mascara, de interpretar..de me decepcionar comigo mesma e não esperar mais das pessoas.
Mas vou tentar, enquanto puder.
E então, me retirar, com minhas palavras, pra fantasiar mais um pouco.
A vida é um lugar estranho, os livros e os filmes apenas me ajudam a manter uma certa..s.anidade.

23 de julho de 2010

eu me sinto mesquinha. egoísta. fútil. superficial.
Eu sei que sim, eu sou tudo o que mencionei e mais...Mas?
Onde fica a chance de mudar? Onde está o botão de Recomeçar?
Eu não sei se estou matando lentamente a minha alma ou dopando ela pra não se dar conta de como estamos anestesiadas, estacionadas.
Eu sei, a diferença cabe unicamente à mim, mas e se eu não quiser?
E se, e se, e se...Quantos E se, eu já não...
cansei.

20 de julho de 2010

o que somos, afinal, além de bonecos num jogo obscuro?
além de títulos, julgamentos e determinações alheias?
o que seríamos, se as pessoas ersolvessem viver a própria vida ao invés de cuidar da dos outros?
seria tudo tão completamente monótono.

19 de julho de 2010

Sobre nuvens e pôr do sol.

Amargurada ou não, ainda encaro a vida de frente.
Talvez não como uma garota de vinte anos o faria, claro, mas quem disse que a data de meu nascimento determinaria quem eu sou, o que eu sou?
Somos tão difusos e deliciosamente complicados.
Cada dia, cada hora, segundo e cada batida de um coração, é algo diferente, é algo novo.
Que Algo me leve, caso um dia eu venha encarar cada dia como uma repetição do outro, pois não é.
Que eu possa me perdoar, se algum dia eu deixe que o meu pessimismo/realismo acerca a minha raça nuble algum dia, a minha visão da vida em si.
Do milagre de existir.
Claro, às vezes me parece inútil, supérfluo até, o ato de respirar, e seria mais fácil escolher o não ser, do que o ser.
Mas eu nunca desprezaria o que tenho ao redor.
A vida, os sentimentos, o gosto, o cheiro, a cor de estar aqui.
E esse horário, esse momento é o que me prende, desde sempre, o que me fascina e me faz pensar e desejar ser algo vibrante, algo verdadeiro, algo realmente puro.
Me faz pensar em viver de verdade, com risadas de crianças e conversas tolas.
Mas me faz lembrar, também, em que tudo o que se colore vivamente e se traduz belo, se transforma em algo escuro e pegajoso.
Por mais que eu adore a noite, por mais que eu adore a transição do dia em escuridão, lamento quando algo bom acaba. Lamento que uma cor não possa ser fielmente registrada, que a mistura de cores, sons, cheiros e sabores, nunca serão aproveitadas por mais ninguém, além de mim mesma.
E isso me leva de volta ao ponto do egoismo.
Queria ser autruísta e capaz de passar essa visão da vida pra alguém mais.
Alguém que entenda verdadeiramente, como cada segundo é único.
Nada desse lenga lenga de "Óh Senhor, dou-Lhe graças por me conceder o dom da vida tão blábláblaH". Nada disso, sem fanatismos, sem idiotismos, sem pragmatismo, ou seja lá o que for.
Tudo é tão único, e tão desesperadamente melancólico...e, não me ocorre outro uso para a palavra mais linda, Nostálgico.

23 de junho de 2010

Bem, digo o que quiser, mas contos de fadas me emocionam.
Não qualquer um, claro.
Sou uma romântica, enfim...eu acho.

22 de junho de 2010

Sobre vícios e limites.

É como um vício.
Sim, eu sei bem que pessoas que se entregam a vícios são estupidamente fracas.
Mas qual ser humano não é estupido, e muito mais, fraco?
Além de tudo, isso nasceu comigo, creio que por muito tempo, além do que eu gostaria, isso ira me acompanhar.
Pra muitos que me vêem, é como um trem que sabe que a linha tem um final, mas se recusa a parar.
Sou auto-destrutiva.
Sim,mais uma vez, quem não é?
Mas eu me sinto mal por isso.
Tenho uma grande amiga, fake, como tudo na minha vida, que me perguntou se eu sei que uma coisa não tá certa, porque eu não tento fazer de uma forma mais saudável e correta...
Porque eu quero lutar.
Eu odeio expectativas, ainda mais quando giram em torno de mim.
Odeio pressão, odeio ter que fazer o que esperam que eu faça. Odeio ter que me importar com algo apenas porque o correto seria eu me importar.
Não me pergunte o porque. Eu odeio. Nao sei, apenas não suporto essa pressão.
Eu naão vivo pra ocupar a vida e a boca de outras pessoas.
Creio que, pra certas situações, os fins justificam os meios. Não pra tudo, claro.
Eu necessito de vicios. Eu sou assim.
Pra que me justificar?
Eu não me sinto bem por ser quem sou, e Deus sabe o quanto eu luto contra tudo isso.
Afinal, muitas pessoas tem que lutar com coisas mais dignas, como comida para os filhos, ou dinheiro para pagar contas do hospital.
Ou ainda, em não morrer de fome e frio, ou calor, em um lugar cuja expectativa de sobrevivência é praticamente nula.
Eu me sinto culpada por ser tão egoísta,mas sou.
E cada vez mais eu aumento isso.
Eu poderia me deixar arrastar pela depressão cada vez que tenho uma crise. Poderia me deixar levar pelo pânico, cada vez que ele me invade.
Mas então, eu seria apenas uma garota mimada que inventa doenças para chamar a atenção.
E eu não quero atenção.
O que quero dizer, é que eu confesso para quem se impora comigo quão ruim eu estou.
Vamos ser mais claros, eu confesso para quem toma conta de mim.
Mas então, tudo não passa de frescurite, tudo isso é uma coisa normal que todo mundo tem.
E depois, me perguntam porque eu odeio modinha.
Quem não tem, quem acha que tem, quem acha que é frescurite, não sabe como é...
E daí se existem pessoas lutando contra fantasmas piores que os meus?
E daí que existem pessoas que passaram por coisas infinitamente piores que as minhas?
São minhas lutas, e sou eu quem devo suportá-las, mais ninguém.
Mas então, eu precisaria apenas de um pouco de compreensão, não sou fácil de lidar.
E, putamerda, é horrivel.
O modo como eu me sinto, o modo como isso me domina, e eu simplesmente não posso fazer nada além de amaldiçoar, sabendo que eu não faço isso por contade própria. Não sou masoquista.
Eu sei o que se passa, é a mesma situação de alguém que foi picado por uma cobra, sabe qual cobra que é, sabe que tem que fazer algo, mas é impotente. Porque sabe que o veneno está se espalhando, no meu caso, lentamente, até chegar ao coração e se espalhar completamente, e morrer.
Mas eu não vou morrer, eu vou lutar. Eu tenho lutado por um bom tempo, pra evitar as crises, as situações embaraçosas que vem com elas. Eu luto.
Mas isso acaba comigo.
Eu gostaria de não ter que lutar, poder me entregar e passar os dias sentindo esse leve desespero tomar conta de tudo.
Será que se algum dia eu me entregar....
Enfim...
Mas o que me preocupa mesmo é o vazio.
O meu vazio. Que eu tanto amo, meu espaço, meu verdadeiro lugar.
Não sentir, não pensar, não preocupar com nada, nada mesmo.
Apenas o nada.
Eu amo isso, mas isso vicia. E está me levando lentamente.
Como explicar...? Pra não sucumbir às lutas, eu me afasto de tudo. Me abandono.
Mas quanto mais eu me fecho, mais eu sei que isso está errado.
Eu sempre vivi em um mundo só meu, onde quase ninguém entra.
E quando entra, ocupa quartos afastados do nucleo.
Me disseram que sou como um espelho, já mencionei.
Adotei essa metafora. Mas mesmo assim, conto nos dedos de uma mão quantas pessoas me possuem.
E em um dedo a unica capaz de me atingir.
Eu não me permito afundar no poço apenas para descobrir qual é a profundidade.
Eu consegui sair uma vez, mas como um espelho partido, eu tenho marcas, e nunca irei refletir como antes. Acho que na verdade, eu nunca refleti corretamente, por tudo o que me lembro.
Uma parte está trancada, e não sei nada mais que borrões de minha propria vida...
Eu não quero ser enterrada viva pela minha incapacidade de encarar o problema. É claro que eu luto, mas vivo fugindo.
Luto apenas pra não deixá-lo sair, escapar.
Mas fujo pra não afundar.
Essa mesma amiga me pergutou se, quando eu souber que não vou bem, eu saberei parar. Se eu saberei pedir ajuda.
Eu falei que sim.
Mas será que eu iria querer parar?
Será que o vazio e a solidão não me terão completamente, de forma que eu decididamente prefira ir até o fundo?
Eu tenho duas partes em mim, a racional e a irracional.
Eu sei distinguir cada problema, mas é como se eu fosse um prédio de uma corporação.
O irracional tem 51% das ações.
Então, por mais que eu saiba o que é errado, nunca consigo me controlar o suficiente para parar, para conseguir me ajudar, para evitar situações estranhas. culpe o tdah. culpe quem eu sou.
Eu não posso.
E se eu realmente não quiser mais parar?
O que eu farei então?
Eu li várias vezes que a ignorância é uma benção.
E eu acredito ser assim. Pensar cansa. E mata.

Uma observação?
Ninguém tem limites. De nada, de ninguém.
Não existem limites. Existem apenas o controle.
Ou a falta dele.

2 de junho de 2010

Só pra constar, estou novamente como uma dependente do governo: viva a carta de alforria!
traduzindo: estou desempregada (isso é muito bomm, sem ironia!).

Um brinde a nós, humanos idiotas e limitados!

Sabe, uma das coisas que mais me irrita no mundo de hoje é como temos o dom de sermos idotas arrogantes.
Sempre ouço algo como, Ah, fulano de tal é bipolar, Ah, eu sou hiperativo, Ah acho que EU sou bipolar, Ah eu tenho depressão.
Como se todos fossemos doentes em algo assim, algo que pudesse justificar nossas explosões, nosso egoísmo, nossa idiotice.
Como se o fato de ter uma doença que explique a mudança de temperamento repentinamente fosse a justificativa para uma pessoa egoísta e mimada, que acha que pode tratar os outros como bem quiser e falar que é bipolar.
E pra ser sincera, nem emmédicos podemos confiar, afinal, você está pagando a eles, dê a eles o que eles querem, que eles darão a você o que você quer.
Um diagnóstico com uma doença/justificativa pra não ter que mudar, passe livre pra ser mais idiota que o normal, uma coisa que as pessoas (idiotas) ostentam como se fosse um troféu, com um orgulho idiota.
Ouvi uma grande amiga (a segunda alias), comentar que acha ser bipolar, porque assistiu algo, e SE ENCAIXOU direitinho naquela descrição.
Então, além de ter TDAH diagnosticado, com tendencia pra ansiedade e depressão, sou bipolar, borderline, psicopata e ligeiramente misantropo.
Incrivel, sou uma medica maravilhosa, apenas com a ajuda da internet, e calro, da Wiki!
A cada dia mais e mais eu desacredito da humanidade, não que eu alimentasse grandes expectativas em relação à mesma.
O pior de tudo, é que quando se tem, não quer ter.
Ouço tanta gente comentando essas barbaridades, que me angustia ainda mais, e eu me pergunto: quantas dessas pessoas já entraram em crises, já passaram momentos, horas de agonia, horas de choro compulsivo, horas de euforia, horas de mudanças idiotas de humor, anos de convivio com a dor e a raiva, com a indiferença e a ilusão?!
Quantas dessas pessoas viram seus familiares receosos de deixa-los sozinhos em um aposento, com os amigos a olharem como se fossem loucos?!
Quantas tiveram que passar por batalhões de médicos, e exames, e sermões, e críticas?!
Quantos idiotas que se determinam doentes já tentaram se matar mais de três vezes, lutam diariamente com a ideia da morte, se cortam pra não sentir a dor interna, pra ter um alivio, como se ao abrir talhos na própria carne aliviasse a pressão dos sentimentos?!
QUANTOS, EU ME PERGUNTO!
Juro, isso me tira do sério.
Minha amiga sempre fala como se fosse uma coisa horrivel, mas com aquela aura de satisfação de quem quer ser o centro das atenções, ao dizer-se doente, com algum disturbio.
Eu luto contra isso.
Tento mudar, tento dizer a mim mesma diariamente como é bom estar aqui, como posso ser melhor, mas só encontro o vazio, e o desespero.
Com o vazio eu posso lutar, eu gosto dele, mas com o desespero...
E eu nem sei porque eu sinto assim!
E o medo então...
Tem sido difícil, pra mim, sair de casa.
Me sinto gorda, inputil, feia.
E não apenas isso...
Sinto raiva, como um cachorrinho que expulsam de dentro da toca.
Sinto vontade de chorar, como uma criança desconsolada.
Eu quero mais, mas nçao quero nada!
Eu quero ser, ter, viver, mas quero morrer mais que tudo.
E odio, tanto odio, como se nada fosse mudar, como se fosse tudo feito de desgraças.
E eu soumais verdadeira escrevendo do que falando.
Menos floreios, mais honestidade.
Por isso, amo as palavras, elas completam algumas lacunas, estantes vazias em minha mente.
Mas são apenas algumas.
O que eu faço com as outras, que nunca serão completadas?



"But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok..."

Staind - Outside.







Love was supposed to save me...





obs. acabei de reler, e, por mais idiota que tenha ficado, não vou apagar nada.
sou tão estúpida quanto qualquer um. ficou infantil, até mesmo pra mim!

21 de abril de 2010

Um dia perfeito...

Não existe.
Ou será que sim?
Hoje não fui trabalhar. Não tenho ido com muita frequencia. Uma vez ou duas na semana, eu falto.
Nada mais me agrada lá, lugar vazio, barulhento, chega, minha alma cigana já disse adeus àquilo.
Na verdade, minha alma cigana tem dito adeus a quase tudo.
Eu perdi um pouco de tudo em mim, e não sei onde enfiei.
Me encontro bem, sim, mas presa, e não quero sair.
Quase nunca me dá vontade de sair de minha doce prisão.
Minha casa é perfeita, e amo ficar horas e horas sem ter mais o que fazer além de arrumar aqui ou ali, acho que estou desenvolvendo TOC. nem tanto. Apenas amo ficar aqui, me sinto segura, confortável, e adoro ficar sentindo o cheiro do novo sabão líquido e amaciante, chego a lavar roupas, almofadas, lençóis e etc, quase o dia todo. A pobre maquininha deve fazer umas cinco a seis lavagens, daqui a pouco pede as contas...
Amo esse horário, que começa a colorir a janela escancarada da sala de amarelo, dourado, intenso, vivo e profundo.
A casa é muito bem ventilada, localizada, e iluminada. Não me mudaria daqui por menos que o melhor, perfeito.
É simplesmente maravilhoso viver aqui. Sento, às vezes, em cima da máquina lá fora e fico olhando os trens passarem, e os carros ao longe. É tão bom e gostoso.
Mas isso me dá um frio na barriga.
Gosto de me sentir segura. De ficar horas e horas quieta, sem ter que conversar.
Quem me conhece por fora, acha loucura, impossível eu conseguir ficar quieta.
Mas eu sou assim.
Prefiro ficar horas e horas sem fazer nada, a não ser ler, escrever, e ver.
Claro, isso é maravilhoso quando ele está em casa, fica tudo mais gostoso e seguro, mas...
Sempre tem o mais, e a casa, bem, ela é maravilhosa quando posso ter liberdade de ficar quietinha, sem ter realmente que me concentrar em algo além de mim e o nada.
Eu amo esse nada.
E amo essa estação, essa exata época, como o dia de hoje, que esteve perfeito.
Me senti mal, por um dia tão lindo ser desperdiçado.
Mas não gosto de sair sozinha daqui.
Gosto de ficar sozinha sim, mas fora daqui eu preciso de estar presa, segura, ter onde me aconchegar pra não me perder, eu me perco muito fácil. Não consigo me sentir bem sem meu porto.
Mas hoje criei coragem e saí.
A pobre bicicleta estava inclusive coberta de poeira.
Saí pedalando, sentido o calor do sol, e ovento em meus cabelos, que aliás, estão bem curtos e com uma franja bem inocente. Me sinto como uma criança. Alma velha...
Tem um parque, aqui perto, logo depois do Shimamura e do Kusuriya...
Bem, sempre passava em frente e sentia vontade de parar, mas sou eu quem gosto de mato, não ele, e estávamos sempre atrasados, ahh...
Eu gosto disso. Esse contato com a natureza, com o vento. Com a vida.
O sol batia tão forte, me sentia tão vazia, e tão em paz comigo mesma, tive vontade de chorar!
Eu assisti 5 centimenter per second, ou 5 Centimetros por Segundo, e caracoles, chorei muito.
Ainda não tenho como deescrever isso, mas fui pedalando, redescobrindo o meu Japão, tão lindo, e sou tão apaixonada pelos lugares, que por isso mesmo não volto pro brasil.
Algumas obras, seja livro, música ou filme, muda minha vida. Sou uma folha soprada.
Então, era como se o verde estivesse mais verde que nunca, e o azul do céu, realmente infinito!
Me sentia tão bem..
Às vezes, o modo como eu enxergo me assusta.
Talvez seja porque eu passo muito tempo com os olhos abertos mas sem ver realmente nada, talvez por eu simplesmente me sentir muito ao redor, ou tudo ao redor...
Bem deixa pra lá...
Enfim, ouvi dizer que devemos comer a primeira pétala de sakura que cai em nosso corpo (ou seria cabelo?)...
Fiquei triste, pois não fui ver esse ano, e queria muito...
Achava que tinha decididamente acabado tudo, mas eis minha surpresa ao erguer os olhos, e me deparar com três flores, vivas, lindas, com todas as pétalas...
Três..Estranho. Um pra cada...
Engoli uma pétala de cada. Mais gostoso que rosa e bem melhor que terra (criança curiosa, sabe como é)...
tirei as pétalas restantes e elas foram sopradas ao longe.
Talvez elas não caiam aleatoriamente.
Quem sabe se essas florzinhas não tinham esperado para desabrochar, pra que eu as colhesse e as soprasse, para cairem onde caíram?
Quem sabe as flores, as pétalas, as folhas, não voltem a se juntar, em algum ponto?
Ou teríamos que conviver sempre com as lembranças agridoces?
Sou feliz em quase todos aspectos.
Sim, ainda o amo profundamente, e vou amá-lo pra sempre, ele é o homem que escolhi pra pertencer o resto da minha vida.
Mas amo tambem o vazio. Então, isso me faz vazia.
Então, eu tenho uma parte vazia. ou tinha.
Talvez, uma folha soprada, ou uma pétala escolhida pela vida, não se encontre.
Mas vive para sempre.
Interlúdios poéticos. Memórias remanescentes.

Ah, me lembrei de um dos meus filmes favoritos...Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.
E se...


Bem, agora escureceu um pouco, o sol se foi, findo o crepúsculo, chegada a noite.
Boa noite, então...

Comentei que fui ouvindo Vienna Teng?
o dia perfeito foi composto pelas músicas, respectivamente:
-The Tower; Between; Lullabye for a Stormy Night; Decade and One; Mission Street; Say Uncle;



Ah, como eu queria poder viver assim, sem regras, compromissos ou contratos de trabalho.
E muito mais, sem ter contas, dividas ou outras misérias humanas.
Malditas correntes capitalistas!

16 de março de 2010

No fim, então, somos todos iguais.

Eu ficava encantada, ou então, muito estressada, em encontrar características minhas em outras pessoas.
Sempre falo "Ah, eu já isso, eu já aquilo, eu tinha, eu fui, eu eueueueueueu"
Parei, então, para pensar sobre o assunto.
A palavra eu já está um tanto quanto gasta em meu dicionário.
Até que ponto chega o nosso egocentrismo?
Parei para reparar, e percebi que quase ninguém gosta muito de um serzinho petulante que interrompe o discurso que está dando para falar "ah, eu entendo, eu também sou assim!".
Pessoas assim parecem moscas. Zumbem em nossos ouvidos e nos irritam...!
Eu me importo, e ao mesmo tempo não.
Mas, pensando bem e novamente (isso aqui estava salvo como rascunho, acho que vou editar), as pessoas que geralmente não gostam de ouvir uma pessoa sempre falando de si mesma, normalmente são ainda mais egocêntricas e arrogantes, pois tem a certeza de que apenas elas entendem, e passaram pelas situações únicas.
Ou então, tudo não passa de vontade de estar no centro do palco.
Pensar nisso tudo me cansa. Deixa pra lá.

28 de abril de 2008

"Uma janela aberta a sua frente.
Nada para fazer, em uma tarde chuvosa, em um tedio nebuloso...
Procura encontrar seu caminho, no meio da rua lamacenta, numa tarde de domingo.
Decididamente, nada para fazer."

23 de abril de 2008

"Felicidade não vem aos poucos ou de uma vez só.
Felicidade se controi em pequenas coisas, como pequenos bichinhos com formato de comida chinesa. "