Se ao menos minhas duas partes fossem um pouco parecidas...
Mas a única constante é que ocupam o mesmo corpo.
Então, isso me deixa confusa, sobre o que eu realmente sou.
Será que eu sou tão influenciável? Será que eu sou mesmo um espelho?
Isso significa que eu não tenho uma personalidade real, certo?
Então, ao mesmo tempo que eu realmente não acredito, eu desesperadamente quero acreditar...
Ao mesmo tempo que eu simplesmente não me importo, eu me importo demais. Ao mesmo tempo que eu não amo nada, eu amo a todos. Ao mesmo tempo que eu não estou, eu quero estar.
Isso me confunde, me arrasta.
Será que existe uma bondade, uma compreensão, alguém que é capaz de se doar?
Será que eu sou realmente assim?
Quando eu posso, quando eu quero, a maior parte do tempo eu quero ficar sozinha, não acreditar, não me importar. Eu realmente não me importo.
Mas assim que eu me vejo em um lugar onde não estou sozinha, sem sequeer ter controle, sem pensar, sem realmente me dar conta, eu sou outra.
De 8/80, eu simplesmente sou o meu completo oposto.
Me diga, qual sou eu?!
O que me faz ser?
Eu queria realmente me importar sabe, realmente sentir. Realmente ser capaz de ser alguém pra quem as pessoas vão voltar. Alguém capaz de ser.
Alguém.
Mas eu não sou, e realmente, eu não quero. Isso me deixa confusa.
Você sabe, você viu..minhas duas partes...
me diga então, o que eu realmente sou?
Porque, por mais que eu tente ser quem eu acredito que sou, trancada dentro de mim mesma, sem precisar de ninguém, por que então eu não controlo? Minha euforia me faz sentir um cachorrinho, filhote, empolgado pra fazer parte do universo de todos, rir com todos, me expressar, ser compreendido.
Antes de tudo acontecer, eu acho que eu meio que ainda me importava, eu sei quando eu mudei de vez. Eu sei as etapas.
Então porque eu....eu não consigo mais me expressar.
Mas o que eu sei, é que ao mesmo tempo em que eu realmente não acredito em nada, eu acredito em coisas que alguém como eu não deveria.
Eu não sou, eu não sei ser.
Mas será que as coisas que eu sei, as coisas que eu guardo em meu coração, que eu desesperadamente quero deixar fluir, será que essas coisas um dia irão apoiar alguém?
Será que as coisas que eu guardo em mim como tesouros, será que minhas palavras irão correr com a correnteza?
Será que não irá simplesmente secar, empoeirar, virar história distante e esquecida?
Será que eu vou ter as palavras e o conforto?
Então, eu admito que realmente, é dificil estar viva, ser alguém.
É mais fácil simplesmente não ser.
E que seja o que tiver que ser.
covarde.
~Palavras Cotidianas.
.
"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."
-
-
''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''
Friedrich Nietzsche
Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.
- José Saramago.
no surprises...
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16 de outubro de 2010
25 de setembro de 2010
me sinto presa em um mundo confuso, onde nada faz sentido.
na verdade, sei que o mundo é assim, mas o que me faz ser, o que me move afinal??
tento me buscar, mas parece que mais e mais eu me perco...tento me manter acordada, me manter de pé em meio ao caos, mas parece que algo me arrasta pro fundo, me puxa, me apavora ainda mais..
não estou pronta pra viver, nem estou pronta pra partir...
nunca estou pronta pra nada, além de me esconder, de fugir, de evitar..
eu me evito, evito tudo.
preciso de algo mais doce que uisque, mas fazer o que?...
na verdade, sei que o mundo é assim, mas o que me faz ser, o que me move afinal??
tento me buscar, mas parece que mais e mais eu me perco...tento me manter acordada, me manter de pé em meio ao caos, mas parece que algo me arrasta pro fundo, me puxa, me apavora ainda mais..
não estou pronta pra viver, nem estou pronta pra partir...
nunca estou pronta pra nada, além de me esconder, de fugir, de evitar..
eu me evito, evito tudo.
preciso de algo mais doce que uisque, mas fazer o que?...
24 de setembro de 2010
"A heart that's full up like a landfillA job that slowly kills youBruises that won't healYou look so tired and unhappyBring down the governmentThey don't, they don't speak for usI'll take a quiet lifeA handshake of carbon monoxideNo alarms and no surprisesNo alarms and no surprisesNo alarms and no surprisesSilent silenceThis is my final fit, my final bellyache withNo alarms and no surprisesNo alarms and no surprisesNo alarms and no surprises pleaseSuch a pretty house and such a pretty gardenNo alarms and no surprises (let me out of here)..."-radiohead.
minha vida, minha música.
ritmo constante. novidades me assustam, me deprimem, ma afogam.
seguir sempre um mesmo padrão, quem precisa de horizontes, se pode erguer muros e ter conforto?
prefiro fugir e me esconder sim, talvez eu mude, talvez.
dia do inferno, literalmente.
mas talvez seja melhor, talvez eu tenha apenas que mudar quem sou, meu pensamento...talvez eu tenha que me libertar de tudo o que sou.
mas isso ainda me dá medo.
pavor, pânico, terror absoluto.
quem não tem medo de se jogar no mundo, nunca entenderia, como essa prisão nos consome vivos, como dói querer e nunca arriscar.
como é cansativo ser sempre igual e querer ser sempre igual, com a segurança do cotidiano, com a certeza do igual.
não, apenas quem passa por isso sabe.
mas isso não impede de nos taxarem, nos classificarem, nos julgarem.
nunca foi impedimento pra ninguém.
talvez, afinal, eu viva, mas pra que me libertar de tudo se o mundo nunca irá mudar?
vivemos em lugares escuros, que por mais tecnologia e inovações que tenha, nunca deixará de ser..escuro.
3 de setembro de 2010
às vezes eu encaro flashes do que deveria ser minha vida.
me pego imaginando como seria, mas sei que penso apenas porque não tenho, anseio. alma idiota.
o pior do martini é que não tem limite. isso que dá, gostar mais de uma bebida que da vida.
enfim, foi uma das coisas mais lindas, chegar em casa, e ver minha garrafa com um bilhete tão..romantico.
me faz sentir o lixo dentro de mim.
sou tão infinitamente feliz e tão confusamente perdida...!
me pego imaginando como seria, mas sei que penso apenas porque não tenho, anseio. alma idiota.
o pior do martini é que não tem limite. isso que dá, gostar mais de uma bebida que da vida.
enfim, foi uma das coisas mais lindas, chegar em casa, e ver minha garrafa com um bilhete tão..romantico.
me faz sentir o lixo dentro de mim.
sou tão infinitamente feliz e tão confusamente perdida...!
30 de agosto de 2010
queria poder ter essa sensação sempre.
leve, acima de tudo e de todos, e eu tenho o poder.
ao menos, o poder de me mudar pra outra dimensão.
remedios de dormir e álcool, quem precisa de amigos e vida?
-4 non blondes.
isso está corroendo minha alma.
don't let me go. never let me go.
Keep me safe inside.
essa falta, esse pedaço perdido, folha soprada...
leve, acima de tudo e de todos, e eu tenho o poder.
ao menos, o poder de me mudar pra outra dimensão.
remedios de dormir e álcool, quem precisa de amigos e vida?
What a wonderful hesitation
Who would bear to feel sorry for me
Dropped another pill just to calm me
Collapsed to my knees and fell fast into sleep
There I was drifting
Way out into the sunshine
Expecting to crash but I'm tied to a string
Look at me I'm a tangled puppet
I might be a mess but I sure can survive
Find myself awake counting sad days
1-2-3 that's too many for me
Dropped another pill just to find me
Reached for my hand
But It was already there
Then I started believin'
That I fell out of a tiny raindrop
That lost its way when it decided to roam
Chasing me was a hungry dweller
But I had escaped it by pretending to die
Come follow me you won't expect the illusion
You'll see, it's my imagination
Hand me your eyes
I will put them in front of mine
You'll see a little better
You'll see a little better
What a wonderful destination
Where I am now
I can no longer see
Dropped another pill just to kill me
Collapsed to my knees
And fell fast into sleep
There I was drifting
Way out into the sunshine
Expecting to crash but I'm tiet to a string
Look at me I'm a tangled puppet
I might be a mess but I sure can survive
But I had escaped it by pretending to die
-4 non blondes.
isso está corroendo minha alma.
don't let me go. never let me go.
Keep me safe inside.
essa falta, esse pedaço perdido, folha soprada...
28 de agosto de 2010
Às vezes eu sinto como se algo se rompesse dentro de mim.
Então, a solidão e a frieza dão lugar a um sentimento amigo, um sentimento tão antigo quanto os dias que eu carrego em mim. Com os mesmos anos que eu carrego.
Eu me sinto incomodada, como se eu não coubesse em mim, como se tudo fosse pequeno demais, como se eu fosse grande demais. Como se minha alma não devesse estar tão presa.
Considerando que eu tenha algo pra ser libertado.
Eu raramente páro pra pensar se eu acredito ou não em algo além, atualmente. Não como antes, ao menos.
Eu sabia, sim, que com o passar do tempo, eu iria me acalmar, minha alma iria sossegar, e a dor, a inquietação, os sentimentos inevitáveis e quase nunca justificáveis em mim, iria adormecer, pra despertar apenas por vezes...
Mas eu não sabia que o adormecer iria me deixar em um estado de constante torpor, como se todo o mundo se resumisse ao meu mundo, minha ilusão, minha fantasia.
Não sabia que, então, eu vivia apenas das emoções emprestadas, como se eu, por mim mesma, não fosse capaz de...sentir.
Na verdade, antes eu sentia, sim, com uma intensidade assustadora.
Nunca foi bem encaminhada, eu não sou boa em determinar os lugares e ordens de nada, muito menos dos sentimentos.
Eu não me apaixonava por quem poderia gostar de mim, eu não alimentava ilusões em situações que eu sabia, poderiam se cumprir.
Eu queria o impossível, sem saber que era apenas uma desculpa a mais pra sentir, porque o sofrimento sempre vem em intensidade maior que qualquer outro sentimento.
E o poder de manipular os sentidos é um dom. Algo que as pessoas nem sequer enxergam, pois acham que tudo vem como uma corrente de rio, inquebrável, muda os cursos apenas por fatores naturais.
Então, eu resolvia que queria ser boêmia, queria beber e fumar, sofrer e escrever poesias.
Mas não dava certo, me isolar assim, pois isolada eu não tinha motivos pra sofrer, e sofrer com algum motivo determinado é mais gostoso. Afinal, podemos colocar a culpa em alguém, ou algo, que sabemos ser mera ilusão, desculpa esfarrapada por assim dizer.
Me dizia, também, que eu era muito nova, que eu era muito criança, uma criança velha talvez, mas criança. Que não sabe nada da vida, que não sabe nada do mundo.
Outra desculpa.
Verdadeira, mas ainda assim, uma desculpa. A solidão nunca foi um problema pra mim, mas um alívio.
Sem máscaras, sem expectativas, sem vontades e frios na barriga.
Mas então, eu apenas procurava coisas controláveis.
Sei que agora, não é diferente. Nunca seria.
E ainda tenho a vantagem de ser segura.
Li no blog de uma grande amiga que a fraqueza é um dos males, o maior deles, nos humanos. A fraqueza é como uma cicatriz imensa na face, um talho sempre aberto e sangrento.
Pode ser que sim, assim como, sei bem, é inevitável.
As pessoas podem não nascer fracas, e não sem, nem quero saber o que as torna débeis. Mas algo muda por dentro.
Posso ser, ou parecer covarde, fraca, posso parecer volúvel e incerta.
Eu sou.
Mas aceito minhas fraquezas. E me envergonho com orgulho delas.
O problema maior é que não é o suficiente, o quanto eu poderia sentir?
Eu não sinto, eu não me importo, eu nunca me importo.
Eu queria ser capaz de levantar e correr, de agarrar com unhas e dentes as situações e mostrar quem é que manda na situação.
Mas eu não sinto o suficiente pra isso.
Os sentimentos meio que são congelados, e meu microondas é temperamental. Aquece quando bem entende.
E eu não entendo.
Uso as pessoas, uso as situações a meu próprio bem, bem sei, e nem sempre me envergonho.
Como alguém pode viver sem as emoções?
O que me deixa mais infeliz é saber que quando eu sinto, eu sinto demais. E quase sempre não é algo agradável.
Eu me vejo em situações em que tenho que achar algo agradável, tenho que rir, e achar algo divertido, ou me alegrar e ficar com uma cara feliz, naturalmente feliz, porque é o que esperam de mim, é o que esperam de qualquer humano.
Mas eu não consigo.
Não acho graça na maioria das coisas que deveria, não fico feliz como deveria. Não me comovo, como deveria. Por quê?
Estou acostumada, é claro, a vestir as máscaras, e enganar e me enganar.
Mas e quando eu não consigo, e então?
Não me livro da sensação de sujeira, de poluição na alma, da sensação de que nunca seria o que qualquer um poderia esperar, mesmo que saiba que ninguém tem o direito de esperar nada de ninguém.
Mas não me importo, não me importo de decepcionar ninguém.
Nem de me decepcionar.
Odeio meus pesadelos e a vulnerabilidade que tenho a uma unica pessoa, ao meu escudo, meu protetor.
Mas será que isso não se deve ao fato de que, perdendo minha moldura, eu estaria vulnerável, estaria quebrada em milhões de pedaços irrecuperáveis?
Não se deve, então, ao fato de que eu precisaria me preocupar comigo mesma, precisaria encarar sozinha o mundo real?
E então, eu não estaria, mais uma vez usando e me enganando, e enganando-o por sua vez?
O que me torna?
Deveria ficar feliz quando ganhei outra sobrinha, deveria estar feliz quando uma criança me abraça, deveria estar feliz de verdade com coisas que todos ficam felizes??
E por que, por quê eu não consigo?
Sempre o desespero, a insegurança, a dúvida e a incerteza, a sensação de abandono e desamparo...sempre a sensação de estar perdida, irremediavelmente...por quê?!
Mas eu não me importo.
E, caramba, como eu queria me importar.
Eu passei anos escrevendo que queria não sentir nada, e então, quando eu realmente não sinto nada, eu queria sentir...
Mas o que eu queria não sentir, será que seria eu mesma se não sentisse?
Será que ainda seria eu sem os sentimentos de dor e negação, sem os sentimentos ilusórios e desesperadores?
Eu acho, acredito de verdade, que as pessoas tem que ser infelizes. o ser humano precisa disso, e mesmo que atribuam essa infelicidade a algo ou alguém, é necessario.
Porque pra ser feliz e despreocupado, é preciso ser muito humilde.
E, sinto muito por mim mesma ao dizer isso, alguém como eu não pode entender, de verdade, como seria uma vida diferente da escuridão que vejo em cada pessoa.
Minha vida é maravilhosa...Mas ainda assim, eu sinto em sincronia apenas com quem me reflete e me guarda.
Eu sou uma estátua. Sempre no lugar errado.
E então, quando eu tenho que sentir, me sinto deslocada, me sinto pouco a vontade, e por sua vez, deixo as pessoas desconfortáveis.
E eu quero o poder de controlar, se não as minhas, as emoções das pessoas. Então eu falo, falo e falo, pra não dar espaço pras pessoas falarem e me deixarem em situações desagradáveis.
O que me envergonha?
É que quando começam a falar, eu simplesmente me desligo.
Eu acho que sou tão egocêntrica, a ponto de ser intolerável.
Quando algo não me interessa, então eu me desconecto, automaticamente. isso me incomoda.
Aliás, nem sempre quando algo não me interessa.
Sem saber por que, ou quando, eu acabo me desligando.
Como se não pudesse estar onde estou, como se não devesse..ou então, simplesmente sem saber o porque. apenas me ausento.
Mas eu não consigo me concentrar, não consigo me mostrar o suficientemente atenta, por mais que eu queira, e isso me deixa tão frustrada!!
Eu queria estar mais presente nesse mundo, menos por fora, mas como poderia?
Com eu me reprogramo?
Então, analizando bem, por esse motivo, o de não ter ou reprimir os sentimentos que tenho, eu acabo sentindo errado.
Eu choro em filmes, e vejo motivos ocultos, razões e sentimentos ocultos.
Antes eu achava que era sensível. Mas não sei o que é.
Sensibilidade não é meu forte. Muito menos a razão.
Apenas me comovo por coisas que não seria normal...ao menos não ao ponto em que me comovo.
Chorar em trailers de filme, ou em filmes, ou me refugiar nas palavras...
Sempre sentindo por outros, sentindo por meio de outros e outras coisas, sempre emprestando emoções...
Como um espelho ou uma esponja, que suga e seca, variando e dependendo de situações...
O tempo passa rápido demais, pra mim.
Talvez por não sentir, não me importar, o tempo não tenha um verdadeiro valor, um verdadeiro significado..
estou cada vez mais amarga. cética.
algo mais...
Então, a solidão e a frieza dão lugar a um sentimento amigo, um sentimento tão antigo quanto os dias que eu carrego em mim. Com os mesmos anos que eu carrego.
Eu me sinto incomodada, como se eu não coubesse em mim, como se tudo fosse pequeno demais, como se eu fosse grande demais. Como se minha alma não devesse estar tão presa.
Considerando que eu tenha algo pra ser libertado.
Eu raramente páro pra pensar se eu acredito ou não em algo além, atualmente. Não como antes, ao menos.
Eu sabia, sim, que com o passar do tempo, eu iria me acalmar, minha alma iria sossegar, e a dor, a inquietação, os sentimentos inevitáveis e quase nunca justificáveis em mim, iria adormecer, pra despertar apenas por vezes...
Mas eu não sabia que o adormecer iria me deixar em um estado de constante torpor, como se todo o mundo se resumisse ao meu mundo, minha ilusão, minha fantasia.
Não sabia que, então, eu vivia apenas das emoções emprestadas, como se eu, por mim mesma, não fosse capaz de...sentir.
Na verdade, antes eu sentia, sim, com uma intensidade assustadora.
Nunca foi bem encaminhada, eu não sou boa em determinar os lugares e ordens de nada, muito menos dos sentimentos.
Eu não me apaixonava por quem poderia gostar de mim, eu não alimentava ilusões em situações que eu sabia, poderiam se cumprir.
Eu queria o impossível, sem saber que era apenas uma desculpa a mais pra sentir, porque o sofrimento sempre vem em intensidade maior que qualquer outro sentimento.
E o poder de manipular os sentidos é um dom. Algo que as pessoas nem sequer enxergam, pois acham que tudo vem como uma corrente de rio, inquebrável, muda os cursos apenas por fatores naturais.
Então, eu resolvia que queria ser boêmia, queria beber e fumar, sofrer e escrever poesias.
Mas não dava certo, me isolar assim, pois isolada eu não tinha motivos pra sofrer, e sofrer com algum motivo determinado é mais gostoso. Afinal, podemos colocar a culpa em alguém, ou algo, que sabemos ser mera ilusão, desculpa esfarrapada por assim dizer.
Me dizia, também, que eu era muito nova, que eu era muito criança, uma criança velha talvez, mas criança. Que não sabe nada da vida, que não sabe nada do mundo.
Outra desculpa.
Verdadeira, mas ainda assim, uma desculpa. A solidão nunca foi um problema pra mim, mas um alívio.
Sem máscaras, sem expectativas, sem vontades e frios na barriga.
Mas então, eu apenas procurava coisas controláveis.
Sei que agora, não é diferente. Nunca seria.
E ainda tenho a vantagem de ser segura.
Li no blog de uma grande amiga que a fraqueza é um dos males, o maior deles, nos humanos. A fraqueza é como uma cicatriz imensa na face, um talho sempre aberto e sangrento.
Pode ser que sim, assim como, sei bem, é inevitável.
As pessoas podem não nascer fracas, e não sem, nem quero saber o que as torna débeis. Mas algo muda por dentro.
Posso ser, ou parecer covarde, fraca, posso parecer volúvel e incerta.
Eu sou.
Mas aceito minhas fraquezas. E me envergonho com orgulho delas.
O problema maior é que não é o suficiente, o quanto eu poderia sentir?
Eu não sinto, eu não me importo, eu nunca me importo.
Eu queria ser capaz de levantar e correr, de agarrar com unhas e dentes as situações e mostrar quem é que manda na situação.
Mas eu não sinto o suficiente pra isso.
Os sentimentos meio que são congelados, e meu microondas é temperamental. Aquece quando bem entende.
E eu não entendo.
Uso as pessoas, uso as situações a meu próprio bem, bem sei, e nem sempre me envergonho.
Como alguém pode viver sem as emoções?
O que me deixa mais infeliz é saber que quando eu sinto, eu sinto demais. E quase sempre não é algo agradável.
Eu me vejo em situações em que tenho que achar algo agradável, tenho que rir, e achar algo divertido, ou me alegrar e ficar com uma cara feliz, naturalmente feliz, porque é o que esperam de mim, é o que esperam de qualquer humano.
Mas eu não consigo.
Não acho graça na maioria das coisas que deveria, não fico feliz como deveria. Não me comovo, como deveria. Por quê?
Estou acostumada, é claro, a vestir as máscaras, e enganar e me enganar.
Mas e quando eu não consigo, e então?
Não me livro da sensação de sujeira, de poluição na alma, da sensação de que nunca seria o que qualquer um poderia esperar, mesmo que saiba que ninguém tem o direito de esperar nada de ninguém.
Mas não me importo, não me importo de decepcionar ninguém.
Nem de me decepcionar.
Odeio meus pesadelos e a vulnerabilidade que tenho a uma unica pessoa, ao meu escudo, meu protetor.
Mas será que isso não se deve ao fato de que, perdendo minha moldura, eu estaria vulnerável, estaria quebrada em milhões de pedaços irrecuperáveis?
Não se deve, então, ao fato de que eu precisaria me preocupar comigo mesma, precisaria encarar sozinha o mundo real?
E então, eu não estaria, mais uma vez usando e me enganando, e enganando-o por sua vez?
O que me torna?
Deveria ficar feliz quando ganhei outra sobrinha, deveria estar feliz quando uma criança me abraça, deveria estar feliz de verdade com coisas que todos ficam felizes??
E por que, por quê eu não consigo?
Sempre o desespero, a insegurança, a dúvida e a incerteza, a sensação de abandono e desamparo...sempre a sensação de estar perdida, irremediavelmente...por quê?!
Mas eu não me importo.
E, caramba, como eu queria me importar.
Eu passei anos escrevendo que queria não sentir nada, e então, quando eu realmente não sinto nada, eu queria sentir...
Mas o que eu queria não sentir, será que seria eu mesma se não sentisse?
Será que ainda seria eu sem os sentimentos de dor e negação, sem os sentimentos ilusórios e desesperadores?
Eu acho, acredito de verdade, que as pessoas tem que ser infelizes. o ser humano precisa disso, e mesmo que atribuam essa infelicidade a algo ou alguém, é necessario.
Porque pra ser feliz e despreocupado, é preciso ser muito humilde.
E, sinto muito por mim mesma ao dizer isso, alguém como eu não pode entender, de verdade, como seria uma vida diferente da escuridão que vejo em cada pessoa.
Minha vida é maravilhosa...Mas ainda assim, eu sinto em sincronia apenas com quem me reflete e me guarda.
Eu sou uma estátua. Sempre no lugar errado.
E então, quando eu tenho que sentir, me sinto deslocada, me sinto pouco a vontade, e por sua vez, deixo as pessoas desconfortáveis.
E eu quero o poder de controlar, se não as minhas, as emoções das pessoas. Então eu falo, falo e falo, pra não dar espaço pras pessoas falarem e me deixarem em situações desagradáveis.
O que me envergonha?
É que quando começam a falar, eu simplesmente me desligo.
Eu acho que sou tão egocêntrica, a ponto de ser intolerável.
Quando algo não me interessa, então eu me desconecto, automaticamente. isso me incomoda.
Aliás, nem sempre quando algo não me interessa.
Sem saber por que, ou quando, eu acabo me desligando.
Como se não pudesse estar onde estou, como se não devesse..ou então, simplesmente sem saber o porque. apenas me ausento.
Mas eu não consigo me concentrar, não consigo me mostrar o suficientemente atenta, por mais que eu queira, e isso me deixa tão frustrada!!
Eu queria estar mais presente nesse mundo, menos por fora, mas como poderia?
Com eu me reprogramo?
Então, analizando bem, por esse motivo, o de não ter ou reprimir os sentimentos que tenho, eu acabo sentindo errado.
Eu choro em filmes, e vejo motivos ocultos, razões e sentimentos ocultos.
Antes eu achava que era sensível. Mas não sei o que é.
Sensibilidade não é meu forte. Muito menos a razão.
Apenas me comovo por coisas que não seria normal...ao menos não ao ponto em que me comovo.
Chorar em trailers de filme, ou em filmes, ou me refugiar nas palavras...
Sempre sentindo por outros, sentindo por meio de outros e outras coisas, sempre emprestando emoções...
Como um espelho ou uma esponja, que suga e seca, variando e dependendo de situações...
O tempo passa rápido demais, pra mim.
Talvez por não sentir, não me importar, o tempo não tenha um verdadeiro valor, um verdadeiro significado..
estou cada vez mais amarga. cética.
algo mais...
i will always miss...
17 de agosto de 2010
apenas mais um dia...que seja.
às vezes me parece que eu simplesmente, não me sou, não me tenho.
estou tão completamente dividida, multiplicada, que não posso ser considerada como um todo, senão como múltiplos momentos.
Posso ser considerada por músicas, sensações, humores, cheiros, sons e cores, sabores.
Posse ser considerada pelas tardes, ou por nada mais, posso não ser constantemente.
Me parece que não sou, ao mesmo tempo que sou, e simplesmente, não estou.
Não me tenho. Nunca sei se estou completamente num lugar.
E quando tudo passa, parece um sonho, uma memória, uma imaginação.
Parece ilusão.
Não me parece que eu tenha vivido os momentos, as falas me parecem precárias e tudo fica um tanto quanto enevoado.
Como brumas. Como um amanhecer, num outono.
Não estou me perguntando quem sou, o que sou nem nada do tipo.
Não é época.
Estou apenas..perdida.
Confusa.
Não me sinto, estou ausente, entorpecida e distante.
Parece que um universo me cerca. Mas parece, muito mais, que sou um buraco negro.
Não há nada. Simplesmente, nada.
O que acho que quero dizer é que estou vendo minha própria vida como uma espécie de esspectadora. nada além das telas. e estou acordada apenas nas partes ligeiramente interessantes.
Ainda assim, não são capazes de manter o meu foco.
Segunda volto a trabalhar na sony.
Até janeiro, suponho, e pararei novamente, pra cuidar da saúde.
Espero que, até lá, não se tenha desenvolvido.
A verdade é que, bem, não me importo.
Não realmente.
E isso que me preocupa, mais que tudo, no que sou.
Eu não me importo, com nada.
Aliás, sim, me importo, mas com poucas coisas.
E nunca a longo prazo. Como se minhas memórias e minhas aspirações se embaralhassem, como se durassem apenas instantes e apagassem.
Sumissem.
E aparecessem depois, misturadas, ainda mais confusas.
Como observações num cano da página.
Nem ao menos gostaria de estar em outros sapatos, estou cômoda onde estou.
Imagino que mesmo que fosse diferente, não poderia estar mais cômoda sendo imcômoda.
Sendo nada. Sendo tudo.
Isso tudo me aborrece.
Seria capaz de morrer de aborrecimento?
estou tão completamente dividida, multiplicada, que não posso ser considerada como um todo, senão como múltiplos momentos.
Posso ser considerada por músicas, sensações, humores, cheiros, sons e cores, sabores.
Posse ser considerada pelas tardes, ou por nada mais, posso não ser constantemente.
Me parece que não sou, ao mesmo tempo que sou, e simplesmente, não estou.
Não me tenho. Nunca sei se estou completamente num lugar.
E quando tudo passa, parece um sonho, uma memória, uma imaginação.
Parece ilusão.
Não me parece que eu tenha vivido os momentos, as falas me parecem precárias e tudo fica um tanto quanto enevoado.
Como brumas. Como um amanhecer, num outono.
Não estou me perguntando quem sou, o que sou nem nada do tipo.
Não é época.
Estou apenas..perdida.
Confusa.
Não me sinto, estou ausente, entorpecida e distante.
Parece que um universo me cerca. Mas parece, muito mais, que sou um buraco negro.
Não há nada. Simplesmente, nada.
O que acho que quero dizer é que estou vendo minha própria vida como uma espécie de esspectadora. nada além das telas. e estou acordada apenas nas partes ligeiramente interessantes.
Ainda assim, não são capazes de manter o meu foco.
Segunda volto a trabalhar na sony.
Até janeiro, suponho, e pararei novamente, pra cuidar da saúde.
Espero que, até lá, não se tenha desenvolvido.
A verdade é que, bem, não me importo.
Não realmente.
E isso que me preocupa, mais que tudo, no que sou.
Eu não me importo, com nada.
Aliás, sim, me importo, mas com poucas coisas.
E nunca a longo prazo. Como se minhas memórias e minhas aspirações se embaralhassem, como se durassem apenas instantes e apagassem.
Sumissem.
E aparecessem depois, misturadas, ainda mais confusas.
Como observações num cano da página.
Nem ao menos gostaria de estar em outros sapatos, estou cômoda onde estou.
Imagino que mesmo que fosse diferente, não poderia estar mais cômoda sendo imcômoda.
Sendo nada. Sendo tudo.
Isso tudo me aborrece.
Seria capaz de morrer de aborrecimento?
4 de agosto de 2010
uma questão que penso sempre, desde que lembro do mundo, desde que me lembro de mim, é...
se eu não estivesse aqui, sera que eu estaria ainda assim?
se eu não fosse a pessoa que escreve nesse blog, se eu não vivesse nessa vida, nesse momento, será que eu ainda estaria em algum lugar, com alguma consciência, me perguntando isso?
será que teria uma alternativa, um outro momento?
Será que eu existiria, se não tivesse esse nome, essa descrição?
E o que me faz ser isso, e não outra pessoa, outro nome? Por quê?
tantas pessoas me perguntam quando vou me casar, como se isso fosse realmente mais importante que ser feliz, que ter paixão, que compartilhar segredos e momentos e silêncios...
como se o fato de ter um documento assinado fosse mudar toda a minha vida, mais do que meu dia a dia o faz.
tantas pessoas me perguntam se meu visto está em dia, se minha conta bancária está estável, que pode vir imprevistose me pegar desprevinida..me deixar sem chão e sem colchão.
Mas, afinal de contas, será que tudo seria exatamente como parece ser, se esses documentos sumissem, se meu nome se perdesse, e eu continuasse viva?
Será que eu ainda me seria, e sentiria as mesmas coisas que sinto, como sinto, na mesma intensidade, na mesma proporsão, mesma paixão?
será que ainda assim, tudo seria tediosamente, completamente, como parece ser para todos..?
se eu não estivesse aqui, sera que eu estaria ainda assim?
se eu não fosse a pessoa que escreve nesse blog, se eu não vivesse nessa vida, nesse momento, será que eu ainda estaria em algum lugar, com alguma consciência, me perguntando isso?
será que teria uma alternativa, um outro momento?
Será que eu existiria, se não tivesse esse nome, essa descrição?
E o que me faz ser isso, e não outra pessoa, outro nome? Por quê?
tantas pessoas me perguntam quando vou me casar, como se isso fosse realmente mais importante que ser feliz, que ter paixão, que compartilhar segredos e momentos e silêncios...
como se o fato de ter um documento assinado fosse mudar toda a minha vida, mais do que meu dia a dia o faz.
tantas pessoas me perguntam se meu visto está em dia, se minha conta bancária está estável, que pode vir imprevistose me pegar desprevinida..me deixar sem chão e sem colchão.
Mas, afinal de contas, será que tudo seria exatamente como parece ser, se esses documentos sumissem, se meu nome se perdesse, e eu continuasse viva?
Será que eu ainda me seria, e sentiria as mesmas coisas que sinto, como sinto, na mesma intensidade, na mesma proporsão, mesma paixão?
será que ainda assim, tudo seria tediosamente, completamente, como parece ser para todos..?
29 de julho de 2010
i can hear your voice.
inside my soul.
fugir da vida é uma opção.
eu não sei quantas pessoas eu deixei pra trás nesse processo. poucas realmente me importam.
Eu prefiro fugir sim, me desculpem por isso, sou uma covarde.
Eu não quero viver, não quero mais emoções.
Um problema de ser um alguém, como você, que sente demais as emoções, que se joga, e não me contradiga, no mar de sentimentos, é que sou obrigada a...senti-los.
O frio na barriga, a ansiedade, o nó na garganta, a vontade de sair correndo, me esconder, mas ter que ficar e enfrentar...
Não, prefiro me cercar de muros...
Prefiro me manter longe de tudo o que pode me atingir, obrigada.
Aliás, o problema é esse. Eu nunca sei quanto será a emoção. entende?
Ou eu sinto, ou eu não sinto.
A vantagem da minha vida de agora?
Eu não tenho que enfrentar nada. Não tenho que olhar na cara da vida e dar as costas.
Eu já estou de costas.
Posso fugir dos meus pensamentos, posso me manter frustrada, posso me decepcionar comigo mesma...E olhar de longe a estupidez do mundo.
Hoje estive assistindo documentários de astronomia e também sobre a evolução...
E também, logo irei assistir o filme O Mundo de Sofia.. Quero ver se ficou ao menos, digno.
Posso fugir e me cercar.
Posso me entorpecer, e tenho que manter apenas algumas horas de humanidade.
O resto do tempo, eu sou o que sou. Decaída.
Sim, estou tecendo uma rede de mentiras e ilusões ao meu redor, estou criando minha vida imaginária, e você quer saber qual é a segunda opção, caso isso tudo desmorone?
Eu morro.
Simples, e me pergunto porque as pessoas fazem tanto alvoroço quanto a isso.
É a lei, nascemos pra morrer.
E daí, se eu quiser apressar o processo?
O que pode me acontecer?
Caso Ele exista de verdade, vai me condenar ao sofrimento eterno. Inútil, eu não acredito.
Não dessa forma. Eu nem sei se quero melhorar.
Outra alternativa?
Eu vou correr, finalmente, atrás da minha vida.
Vou viajar, vou viver.
Mas nunca mais, nunca, irei deixar nada me afetar.Eu sei que não.
Eu seria uma concha vazia, mais vazia do que sou agora?
Eu não tenho nada. Eu não sou nada. Minha vida é um nada.
E a vida de todos é assim.
Apenas...encaro a verdade, e aceito.
Viver é difícil demais...Eu queria que fosse mais fácil, queria que fosse simples assim, tomar decisões, mas não é.
Mal consigo escolher o que vestir, sem deixar a ansiedade me matar...
Não quero, não consigo pensar no futuro. Ele não existe, ainda.
Ontem discutimos nomes. Mas uma parte de mim, eu não sei explicar, mas eu sei.
Não vai acontecer.
Não quero que aconteça.
Será que seria capaz de largar, abrir mão de uma vida inteira planejada?
see i have someone in me . i felt today . i always thought i had someone with ,to share and get beautiful memories but, as i hit the edge i can only feel and not see .
As vozes não se calam e as necessidades não me entendem...
Vou ficar aqui, em meu mundo fechado, de faz de conta.
As luzes se refletem de maneira nada original, e a chuva tem gosto de liberdade.
Do you remember me?
existe tantas palavras sufocadas e anseios deixados de lado...
existem imagens e sons, abafados...
e as lembranças...
fugir da vida é uma opção.
eu não sei quantas pessoas eu deixei pra trás nesse processo. poucas realmente me importam.
Eu prefiro fugir sim, me desculpem por isso, sou uma covarde.
Eu não quero viver, não quero mais emoções.
Um problema de ser um alguém, como você, que sente demais as emoções, que se joga, e não me contradiga, no mar de sentimentos, é que sou obrigada a...senti-los.
O frio na barriga, a ansiedade, o nó na garganta, a vontade de sair correndo, me esconder, mas ter que ficar e enfrentar...
Não, prefiro me cercar de muros...
Prefiro me manter longe de tudo o que pode me atingir, obrigada.
Aliás, o problema é esse. Eu nunca sei quanto será a emoção. entende?
Ou eu sinto, ou eu não sinto.
A vantagem da minha vida de agora?
Eu não tenho que enfrentar nada. Não tenho que olhar na cara da vida e dar as costas.
Eu já estou de costas.
Posso fugir dos meus pensamentos, posso me manter frustrada, posso me decepcionar comigo mesma...E olhar de longe a estupidez do mundo.
Hoje estive assistindo documentários de astronomia e também sobre a evolução...
E também, logo irei assistir o filme O Mundo de Sofia.. Quero ver se ficou ao menos, digno.
Posso fugir e me cercar.
Posso me entorpecer, e tenho que manter apenas algumas horas de humanidade.
O resto do tempo, eu sou o que sou. Decaída.
Sim, estou tecendo uma rede de mentiras e ilusões ao meu redor, estou criando minha vida imaginária, e você quer saber qual é a segunda opção, caso isso tudo desmorone?
Eu morro.
Simples, e me pergunto porque as pessoas fazem tanto alvoroço quanto a isso.
É a lei, nascemos pra morrer.
E daí, se eu quiser apressar o processo?
O que pode me acontecer?
Caso Ele exista de verdade, vai me condenar ao sofrimento eterno. Inútil, eu não acredito.
Não dessa forma. Eu nem sei se quero melhorar.
Outra alternativa?
Eu vou correr, finalmente, atrás da minha vida.
Vou viajar, vou viver.
Mas nunca mais, nunca, irei deixar nada me afetar.Eu sei que não.
Eu seria uma concha vazia, mais vazia do que sou agora?
Eu não tenho nada. Eu não sou nada. Minha vida é um nada.
E a vida de todos é assim.
Apenas...encaro a verdade, e aceito.
Viver é difícil demais...Eu queria que fosse mais fácil, queria que fosse simples assim, tomar decisões, mas não é.
Mal consigo escolher o que vestir, sem deixar a ansiedade me matar...
Não quero, não consigo pensar no futuro. Ele não existe, ainda.
Ontem discutimos nomes. Mas uma parte de mim, eu não sei explicar, mas eu sei.
Não vai acontecer.
Não quero que aconteça.
Será que seria capaz de largar, abrir mão de uma vida inteira planejada?
"I'll take a quite life
With No alarms and no surprises please..."
see i have someone in me . i felt today . i always thought i had someone with ,to share and get beautiful memories but, as i hit the edge i can only feel and not see .
As vozes não se calam e as necessidades não me entendem...
Vou ficar aqui, em meu mundo fechado, de faz de conta.
As luzes se refletem de maneira nada original, e a chuva tem gosto de liberdade.
Do you remember me?
"If the medication works
Could i be the way i was?
In control...
Nobody can save me
Nobody can save me
Nobody can say what i'll do if i'm alone..."
-sugarcult.
existe tantas palavras sufocadas e anseios deixados de lado...
existem imagens e sons, abafados...
e as lembranças...
27 de julho de 2010
23 de julho de 2010
eu me sinto mesquinha. egoísta. fútil. superficial.
Eu sei que sim, eu sou tudo o que mencionei e mais...Mas?
Onde fica a chance de mudar? Onde está o botão de Recomeçar?
Eu não sei se estou matando lentamente a minha alma ou dopando ela pra não se dar conta de como estamos anestesiadas, estacionadas.
Eu sei, a diferença cabe unicamente à mim, mas e se eu não quiser?
E se, e se, e se...Quantos E se, eu já não...
cansei.
Eu sei que sim, eu sou tudo o que mencionei e mais...Mas?
Onde fica a chance de mudar? Onde está o botão de Recomeçar?
Eu não sei se estou matando lentamente a minha alma ou dopando ela pra não se dar conta de como estamos anestesiadas, estacionadas.
Eu sei, a diferença cabe unicamente à mim, mas e se eu não quiser?
E se, e se, e se...Quantos E se, eu já não...
cansei.
22 de julho de 2010
Drunk with the only saints i know.
Me pergunto se estou passando dos meus limites, sempre à caça.
Creio que não, ou talvez sim.
Constantemente eu me encaro e me pergunto o que tenho feito de mim mesma...O que tenho feito da vida que carrego, que vivo.
E me respondo, afinal, que não me importo.
Não me importo de verdade com nada,mas me contradigo a cada palavra, pois me importo realmente com tudo.
então, me pergunto por quê. Mas uma vozinha me manda calar a boca e beber.
Longe de mim aceitar ceder aos vicios. mas peraí...estamos falando de mimm esma não?
Às vezes me vem uma necessidade, um chamado, algo estranho e poderoso, e não sei explicar realmente o que é isso. porque é isso.
então, eu bebo, eu durmo, me recuso a encarar a verdade, me recuso a encarar quem eu sou.
Sempre fui contra alimentar expectativas quanto às pessoas, pois sei que uma hora ou outro, sempre, elas vão te trair, elas vão me magoar.
Mas quando chegar a hora certa, eu saberei contornar isso, sou mais forte que parece...será?
Enfim, mas o que eu faço com as expectativasque eu criei pra mim mesma, e tratei de destruir?
O que eu faço com as vontades, os desejos?
A maior parte do tempo sim, eu ignoro, mas e o que fazer quando estou realmente com os olhos abertos, e vejo o que sou?
O que eu faço com a decepção e a falta de opção, com a falta de vontade, com a certeza que não vou mudar?
Eu sinto um desanimo tão grande, uma falta de vontade de continuar.
Não creio ser capaz de acabar com minha vida, mas não é isso que tenho feito, pouco a pouco, dia após dia?
Me pergunto sobre a filosofia, os livros, a vontade de ser algo, um cerebro interessante e não um fígado e um par de rins acabados...
Enfim, tanto faz, descobri um coquetel que chama Tropical Passion, uma delicia, mais ainda que o de abacaxi com cassis.
Se eu soubesse, se cada um de nós soubessemos, quão patética se tornaria a arte de viver e pensar...ah, se!...
Creio que não, ou talvez sim.
Constantemente eu me encaro e me pergunto o que tenho feito de mim mesma...O que tenho feito da vida que carrego, que vivo.
E me respondo, afinal, que não me importo.
Não me importo de verdade com nada,mas me contradigo a cada palavra, pois me importo realmente com tudo.
então, me pergunto por quê. Mas uma vozinha me manda calar a boca e beber.
Longe de mim aceitar ceder aos vicios. mas peraí...estamos falando de mimm esma não?
Às vezes me vem uma necessidade, um chamado, algo estranho e poderoso, e não sei explicar realmente o que é isso. porque é isso.
então, eu bebo, eu durmo, me recuso a encarar a verdade, me recuso a encarar quem eu sou.
Sempre fui contra alimentar expectativas quanto às pessoas, pois sei que uma hora ou outro, sempre, elas vão te trair, elas vão me magoar.
Mas quando chegar a hora certa, eu saberei contornar isso, sou mais forte que parece...será?
Enfim, mas o que eu faço com as expectativasque eu criei pra mim mesma, e tratei de destruir?
O que eu faço com as vontades, os desejos?
A maior parte do tempo sim, eu ignoro, mas e o que fazer quando estou realmente com os olhos abertos, e vejo o que sou?
O que eu faço com a decepção e a falta de opção, com a falta de vontade, com a certeza que não vou mudar?
Eu sinto um desanimo tão grande, uma falta de vontade de continuar.
Não creio ser capaz de acabar com minha vida, mas não é isso que tenho feito, pouco a pouco, dia após dia?
Me pergunto sobre a filosofia, os livros, a vontade de ser algo, um cerebro interessante e não um fígado e um par de rins acabados...
Enfim, tanto faz, descobri um coquetel que chama Tropical Passion, uma delicia, mais ainda que o de abacaxi com cassis.
Se eu soubesse, se cada um de nós soubessemos, quão patética se tornaria a arte de viver e pensar...ah, se!...
21 de julho de 2010
20 de julho de 2010
19 de julho de 2010
Sobre nuvens e pôr do sol.
Amargurada ou não, ainda encaro a vida de frente.
Talvez não como uma garota de vinte anos o faria, claro, mas quem disse que a data de meu nascimento determinaria quem eu sou, o que eu sou?
Somos tão difusos e deliciosamente complicados.
Cada dia, cada hora, segundo e cada batida de um coração, é algo diferente, é algo novo.
Que Algo me leve, caso um dia eu venha encarar cada dia como uma repetição do outro, pois não é.
Que eu possa me perdoar, se algum dia eu deixe que o meu pessimismo/realismo acerca a minha raça nuble algum dia, a minha visão da vida em si.
Do milagre de existir.
Claro, às vezes me parece inútil, supérfluo até, o ato de respirar, e seria mais fácil escolher o não ser, do que o ser.
Mas eu nunca desprezaria o que tenho ao redor.
A vida, os sentimentos, o gosto, o cheiro, a cor de estar aqui.
E esse horário, esse momento é o que me prende, desde sempre, o que me fascina e me faz pensar e desejar ser algo vibrante, algo verdadeiro, algo realmente puro.
Me faz pensar em viver de verdade, com risadas de crianças e conversas tolas.
Mas me faz lembrar, também, em que tudo o que se colore vivamente e se traduz belo, se transforma em algo escuro e pegajoso.
Por mais que eu adore a noite, por mais que eu adore a transição do dia em escuridão, lamento quando algo bom acaba. Lamento que uma cor não possa ser fielmente registrada, que a mistura de cores, sons, cheiros e sabores, nunca serão aproveitadas por mais ninguém, além de mim mesma.
E isso me leva de volta ao ponto do egoismo.
Queria ser autruísta e capaz de passar essa visão da vida pra alguém mais.
Alguém que entenda verdadeiramente, como cada segundo é único.
Nada desse lenga lenga de "Óh Senhor, dou-Lhe graças por me conceder o dom da vida tão blábláblaH". Nada disso, sem fanatismos, sem idiotismos, sem pragmatismo, ou seja lá o que for.
Tudo é tão único, e tão desesperadamente melancólico...e, não me ocorre outro uso para a palavra mais linda, Nostálgico.
Talvez não como uma garota de vinte anos o faria, claro, mas quem disse que a data de meu nascimento determinaria quem eu sou, o que eu sou?
Somos tão difusos e deliciosamente complicados.
Cada dia, cada hora, segundo e cada batida de um coração, é algo diferente, é algo novo.
Que Algo me leve, caso um dia eu venha encarar cada dia como uma repetição do outro, pois não é.
Que eu possa me perdoar, se algum dia eu deixe que o meu pessimismo/realismo acerca a minha raça nuble algum dia, a minha visão da vida em si.
Do milagre de existir.
Claro, às vezes me parece inútil, supérfluo até, o ato de respirar, e seria mais fácil escolher o não ser, do que o ser.
Mas eu nunca desprezaria o que tenho ao redor.
A vida, os sentimentos, o gosto, o cheiro, a cor de estar aqui.
E esse horário, esse momento é o que me prende, desde sempre, o que me fascina e me faz pensar e desejar ser algo vibrante, algo verdadeiro, algo realmente puro.
Me faz pensar em viver de verdade, com risadas de crianças e conversas tolas.
Mas me faz lembrar, também, em que tudo o que se colore vivamente e se traduz belo, se transforma em algo escuro e pegajoso.
Por mais que eu adore a noite, por mais que eu adore a transição do dia em escuridão, lamento quando algo bom acaba. Lamento que uma cor não possa ser fielmente registrada, que a mistura de cores, sons, cheiros e sabores, nunca serão aproveitadas por mais ninguém, além de mim mesma.
E isso me leva de volta ao ponto do egoismo.
Queria ser autruísta e capaz de passar essa visão da vida pra alguém mais.
Alguém que entenda verdadeiramente, como cada segundo é único.
Nada desse lenga lenga de "Óh Senhor, dou-Lhe graças por me conceder o dom da vida tão blábláblaH". Nada disso, sem fanatismos, sem idiotismos, sem pragmatismo, ou seja lá o que for.
Tudo é tão único, e tão desesperadamente melancólico...e, não me ocorre outro uso para a palavra mais linda, Nostálgico.
16 de julho de 2010
os vícios me arrastam, me chamam.
gostaria de ser tão inconsequente quanto antes.
tempos diferentes, vicios diferentes.
que ser humano não tem um vicio, uma paixão, algo que o arraste de volta para o buraco de sua vida?
qual ser humano não se deixa levar qual criança, pela mão da loucura?
eu não seria diferente, não, nem pensar.
amo meus vicios. amo minha loucura engarrafada.
não diria que ela é minha melhor amiga, mas depois de alguns gelos derretidos, se transforma.
gostaria de ser tão inconsequente quanto antes.
tempos diferentes, vicios diferentes.
que ser humano não tem um vicio, uma paixão, algo que o arraste de volta para o buraco de sua vida?
qual ser humano não se deixa levar qual criança, pela mão da loucura?
eu não seria diferente, não, nem pensar.
amo meus vicios. amo minha loucura engarrafada.
não diria que ela é minha melhor amiga, mas depois de alguns gelos derretidos, se transforma.
algo emaranhado como novelos de palavras.
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
Mais um momento, em que encaro a mim mesma na escuridão do fim do dia.
Me encaro, me desafio, quem sou eu, por que sou eu?
O que eu quero?
Esses dias eu admiti pra mim mesma, algo que nunca quis encarar. Admiti quem sou, e admiti o que não sou.
E eu não quero ser.
Então, resolvi encarar tudo o que eu nunca tive vontade de pôr os olho em..enfim.
Sou medrosa, não gosto de nenhum tipo de novidade, não gosto do inevitável e odeio de verdade mudanças repentinas.
Não sou boa, nem um pouco e de jeito nenhum, pra lidar com a pressão.
Odeio pressão.
Então, resumindo, eu vivo a vida, fugindo.
E sou hipócrita, pois digo que odeio pessoas que se refugiam em palavras e fatos pra não viver.
Mas a diferença de tudo, é que eu vivo.
Me jogo ao vento, ao sabor do mar, me vejo livre e nua nos braços do mundo.
Não me prendo a conceitos passados, não dou desculpas esfarrapadas, quero a verdade nua e crua, um tapa na cara.
Aceito que o que é, é, e o que não é, talvez nunca venha a ser.
Não me deixo cair na rotina, não deixo meu relacionamento cair na rotina, driblo e engano a vida, quando ela quer me prender. Não gosto de amarras.
Mas eu vivo escondida atrás de meus livros, atrás de meus mundos, atrás dele.
Não tomo decisões, fujo da responsabilidade, não sei lidar com a perda nem com a derrota, e não quero encarar coisas que preciso encarar, como as contas e a instalação de fios.
Gosto do vazio e da solidão,mas não sei ser só.
Gosto de inovar, mas não tudo, não de cara.
Sou adepta do jogo da sedução, dos prazeres e dos desvarios, mas aprendi com meus erros e lido com graciosidade. Sou uma selvagem.
Sou completamente dependente dele. Absurdamente.
Mas ao menos isso, eu não lamento. Nunca. e não mais.
Se deixarem, ficaria em casa todos os dias, sairia apenas nas luas cheias do meu mundo, quando quero dançar, gritar, me jogar de cara no mundo e ser a outra parte, a vergonhosa, que eu escondo.
Se deixarem, eu viveria em semi-estado de Vinicius. Afinal, quem não ama Martini?
Qualquer coisa que me deixa mais anestesiada do que eu sou, seria bem vinda, mas sou uma puritana (desperdício de palavra) e me entrego apenas aos destilados.
Soa mais sofisticado, não?
Visto máscaras e bocas, e apenas uma vez sou sincera, com uma pessoa. agora.
Não deixo que as pessoas se aproximem, não gosto delas. Apenas de seduzir, enredar, ter o poder, e pisar.
Não amo mais de um, piso em baratas.
Agora vamos voltar à minha vida, quem eu sou?
Eu decidi encarar meus medos.
Não todos, isso seria impossível.
Mas alguns, os que mais me incomodam. Os que irão me deixar na mão um dia.
Como ser humano, sou falha. Sou um produto inacabado, inadequado e mal feito.
Mas enquanto eu estou sentada enumerando os defeitos que mais amo em mim, eles me afundam nos vicios depravados.
Eu não quero me libertar.
Mas odeio a ignorância. Odeio me sentir...burra.
O que estou fazendo, jogando fora um por um, tudo?
Quero mais, quero muito mais, de tudo. de nada.
Quero meu espaço, quero nossa casa, quero nosso amor e nossas noites.
Mas não quero ter que sair e enfrentar o mundo, ter que ver e respirar a ausencia e a decadência.
Quero continuar guardada com meus medos, super protegida, mimada e aquecida.
Quero um corpo perfeito, uma mente perfeita, quero o controle remoto de tudo.
E não quero ter controle algum.
Não quero as rédeas, não quero papéis que determinam quem sou, o que sou, não quero o caminho indicado.
Quero abrir tudo com minhas mãos, rasgar a roupa da vida e deixar desnudo o que se encobre, o que se esvai sem ninguém se dar conta.
Quero não pensar. Quero não ter que pensar.
E pronto, mais um texto confuso, palavras embaralhadas e...
Quero ser sincera, mais do que sou, mais do que me é permitido.
E quero a ironia, o desprezo e a sedução.
-CLARISSE LISPECTOR;
Mais um momento, em que encaro a mim mesma na escuridão do fim do dia.
Me encaro, me desafio, quem sou eu, por que sou eu?
O que eu quero?
Esses dias eu admiti pra mim mesma, algo que nunca quis encarar. Admiti quem sou, e admiti o que não sou.
E eu não quero ser.
Então, resolvi encarar tudo o que eu nunca tive vontade de pôr os olho em..enfim.
Sou medrosa, não gosto de nenhum tipo de novidade, não gosto do inevitável e odeio de verdade mudanças repentinas.
Não sou boa, nem um pouco e de jeito nenhum, pra lidar com a pressão.
Odeio pressão.
Então, resumindo, eu vivo a vida, fugindo.
E sou hipócrita, pois digo que odeio pessoas que se refugiam em palavras e fatos pra não viver.
Mas a diferença de tudo, é que eu vivo.
Me jogo ao vento, ao sabor do mar, me vejo livre e nua nos braços do mundo.
Não me prendo a conceitos passados, não dou desculpas esfarrapadas, quero a verdade nua e crua, um tapa na cara.
Aceito que o que é, é, e o que não é, talvez nunca venha a ser.
Não me deixo cair na rotina, não deixo meu relacionamento cair na rotina, driblo e engano a vida, quando ela quer me prender. Não gosto de amarras.
Mas eu vivo escondida atrás de meus livros, atrás de meus mundos, atrás dele.
Não tomo decisões, fujo da responsabilidade, não sei lidar com a perda nem com a derrota, e não quero encarar coisas que preciso encarar, como as contas e a instalação de fios.
Gosto do vazio e da solidão,mas não sei ser só.
Gosto de inovar, mas não tudo, não de cara.
Sou adepta do jogo da sedução, dos prazeres e dos desvarios, mas aprendi com meus erros e lido com graciosidade. Sou uma selvagem.
Sou completamente dependente dele. Absurdamente.
Mas ao menos isso, eu não lamento. Nunca. e não mais.
Se deixarem, ficaria em casa todos os dias, sairia apenas nas luas cheias do meu mundo, quando quero dançar, gritar, me jogar de cara no mundo e ser a outra parte, a vergonhosa, que eu escondo.
Se deixarem, eu viveria em semi-estado de Vinicius. Afinal, quem não ama Martini?
Qualquer coisa que me deixa mais anestesiada do que eu sou, seria bem vinda, mas sou uma puritana (desperdício de palavra) e me entrego apenas aos destilados.
Soa mais sofisticado, não?
Visto máscaras e bocas, e apenas uma vez sou sincera, com uma pessoa. agora.
Não deixo que as pessoas se aproximem, não gosto delas. Apenas de seduzir, enredar, ter o poder, e pisar.
Não amo mais de um, piso em baratas.
Agora vamos voltar à minha vida, quem eu sou?
Eu decidi encarar meus medos.
Não todos, isso seria impossível.
Mas alguns, os que mais me incomodam. Os que irão me deixar na mão um dia.
Como ser humano, sou falha. Sou um produto inacabado, inadequado e mal feito.
Mas enquanto eu estou sentada enumerando os defeitos que mais amo em mim, eles me afundam nos vicios depravados.
Eu não quero me libertar.
Mas odeio a ignorância. Odeio me sentir...burra.
O que estou fazendo, jogando fora um por um, tudo?
Quero mais, quero muito mais, de tudo. de nada.
Quero meu espaço, quero nossa casa, quero nosso amor e nossas noites.
Mas não quero ter que sair e enfrentar o mundo, ter que ver e respirar a ausencia e a decadência.
Quero continuar guardada com meus medos, super protegida, mimada e aquecida.
Quero um corpo perfeito, uma mente perfeita, quero o controle remoto de tudo.
E não quero ter controle algum.
Não quero as rédeas, não quero papéis que determinam quem sou, o que sou, não quero o caminho indicado.
Quero abrir tudo com minhas mãos, rasgar a roupa da vida e deixar desnudo o que se encobre, o que se esvai sem ninguém se dar conta.
Quero não pensar. Quero não ter que pensar.
E pronto, mais um texto confuso, palavras embaralhadas e...
Quero ser sincera, mais do que sou, mais do que me é permitido.
E quero a ironia, o desprezo e a sedução.
5 de junho de 2010
Às vezes, tanta felicidade me assusta..
Quero dizer, estou tão bem, vazia agora, e quando ele volta, é como se tudo tivesse uma outra dimensão, como se eu fosse outra pessoa, que na realidade eu sei que sou..
Isso me confunde e me dá medo, mas...
Estou piorando e nem sei o que fazer...
Vou e perco, fico e me perco...
Acho que irei ficar, estou perdida há tanto tempo, não irá fazer diferença, se for literal..fará?
Quero dizer, estou tão bem, vazia agora, e quando ele volta, é como se tudo tivesse uma outra dimensão, como se eu fosse outra pessoa, que na realidade eu sei que sou..
Isso me confunde e me dá medo, mas...
Estou piorando e nem sei o que fazer...
Vou e perco, fico e me perco...
Acho que irei ficar, estou perdida há tanto tempo, não irá fazer diferença, se for literal..fará?
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