~Palavras Cotidianas.

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"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."

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''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''


Friedrich Nietzsche






Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

- José Saramago.


no surprises...

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12 de março de 2013

Lutas em vão?



“-Sabe aquela menina nova, que todo mundo acha o máximo?

-Sei, o que que tem?!

-Ontem, no parquinho, ela me disse que você era fofoqueira, e que falou mal de mim, mas como eu sou sua amiga e não acredito nela, acho melhor a gente ficar de olho aberto!
Olha ela ali, rindo e apontando para a coitada daquela menina, sentada sozinha e vermelha de vergonha!
E os outros, rindo como se ela fosse a dona da verdade!!

-Ah sério?! Não acredito que ela foi capaz de fazer isso!! Eu nunca nem sequer conversei com ela!
Coitada da menina, não tem culpa de ser tímida e não falar com ninguém..que vaca metida!!

-Eu confio em você!! Você tem mais do que razão para ficar com raiva dela!
Vamos fazer o seguinte? Que tal se a gente pegar o facebook dela, e espalhar para todo mundo que ela é super fácil, rouba namorado das outras e ainda por cima, é fofoqueira e maldosa?

-Mas como vamos fazer isso??! Vão ver que somos nós, e vai ficar feio pro nosso lado...imagina a vergonha!

-Ah, mas é só criar uma conta falsa, e postar fotos e evidências!
Vamos falar de tal forma que todo mundo vai acreditar! As pessoas acreditam sempre no pior, e se colocarmos de forma lógica, vão cair que nem patinhos na nossa lagoa!

-Ah, então vamos! Aquela vaca vai ter o que merece!!!”



E é assim que começa.
Como num dominó, em que uma peça empurra a outra, até todas estarem no chão.
Mas, na maioria desses casos de intrigas e inveja, sempre sobra uma ou duas peças de pé, olhando para as outras, deitadas no chão como simples poeira, sem importancia nenhuma, a não ser terem lutado e terminado a guerra, a guerra de outra pessoa.

Muitas vezes, em uma discussão, uma pessoa acaba concordando com a outra pessoa, simplesmente pela admiração, pela fala eloquente, pela paixão com que o interlocutor expõe suas idéias.
Quem resiste a argumentos sólidos? Ou, até onde essa pessoa acredita, um fato?
Muitos ideais e sonhos são adquiridos dessa forma.

Temos que ter certeza, ao emprestar a luta de alguém, do PORQUE estamos lutanto aquela luta específica.
Será simplesmente de emprestarmos a emoção da outra pessoa, e sentir aquela indignação?
Será por nos sentirmos, por nossa vez, enganados, ludibriados e feito de bobo da corte?
Será por puro tédio, pela emoção de criticar, pela paixão de brigar, pela vontade de ser contra alguma coisa, ter um motivo para gritar?

Quem pára por um instante, e analisa o porque de estar protestando, o porque de estar brigando, o porque de estar argumentando?

Será que, no calor da conversa, não acabamos nos vendendo por pouco?
Comprando os ideais de outrem, pelo modo como esse ideal foi exposto?
Quem respira fundo, e na hora do calor, se pergunta o porque de estar indo, com as cores da guerra e pedras nas mãos, o porque de estar protestando?

O que quero dizer é que, muitas vezes vemos numa discussão, pessoas que defendem como loucas um ponto de vista, e quando confrontadas sobre os motivos, elas tem as palavras decoradas, como tiradas de uma cartilha escolar.
Jogam essas palavras frágeis e descuidadas no rosto da pessoa que confrontou ela, e recua cada vez mais para um caminho sem saída.

Como essas garotas...Quem disse que a garota nova realmente disse aquilo?
Vamos chamá-las de A, B e C.
A garota A é a que relatou algo, um suposto acontecimento.
A garota B é a que acreditou na A.
E a garota C é a suposta vaca.

Vamos colocar dessa forma...
A garota A alegou que a C falou mal da melhor amiga, e estava desprezando a garota paisagem.
Jogou a bomba e teve o momento perfeito para apresentar um fato, que seria como a garota C era simplesmente uma vaca que desprezava qualquer um.
E a garota B comprou a idéia, acreditou nos fatos expostos e, por sua vez, sentiu a raiva e a revolta de estar sendo uma suposta vítima.
Mas não procurou saber se era verdade.
Não tentou simplesmente se aproximar, quem sabe perguntar diretamente, de forma calma, o porque de estar espalhando mentiras a seu respeito.
Ou, de forma mais sutil, não tentou conhecer melhor a situação, se aproximar e analisar o perfil da garota C.
Será que a garota B foi esperta e, apesar do que foi dito, procurou se informar melhor?
Será que a garota B perguntou à garota A se ela defendeu a suposta “amiga”, será que perguntou o porque da garota C ter feito aquilo?
Nãao, ela simplesmente adotou a idéia e adorou se sentir uma vítima, uma pobre coitada que nunca fez um nada para ninguém.
No meio dos holofotes, cabia à garota B tomar uma atitude.
Ela, ela e ela.
E como um peãozinho num jogo, onde cada peça tem seu lugar, lá foi ela.

Mas quem prova que a vaca C realmente mugiu aquilo tudo?
Ou se o fez, o porque de ter feito?
De certa e qualquer forma, não interessa, certo?
Ela tinha uma razão para ladrar, se sentir magoada e agitar suas emoções.
Finalmente, ela tinha uma desculpa para se levantar e criticar, meter o pau mesmo, porque ELA E-R-A A V-Í-T-I-M-A.
Não questionou, não averiguou.
Simplesmente, aceitou.


Muitas vezes vejo perfis falsos de acusações, de protestos.
Vejo pessoas que concordam com coisas, sendo que muitas vezes tem o rabo preso e sujo.
Vejo pessoas que roubaram e implicaram, que sujaram as mãos na merda, e estão lá, esbravejando contra tudo o que podem esbravejar.
E quer saber o que?
Tenho pena dessas pessoas.

Porque ainda não discutimos o papel da menina A.
Ela é a peça que fica de pé, quando todas as outras caem.
Ela continua rindo, porque outros se indignaram e lutaram sua luta, enquanto ela contemplava a platéia se mordendo, de longe, sem se sujar.
Ela soltou a bola no campo, e deixou que as bestas se atirassem, empurrando e saltando, para alcançar e pegar essa bola.
Porque se voce parar para questionar essas pessoas que se sujam para lutar essa luta, e perguntar o motivo, o lugar e se tem certeza, elas vão lançar simples argumentos que podem ser falsos.
E como folha soprada ao vento, esses argumentos ficam à deriva.
Mas com certeza? Cadê a certeza?
Talvez, em algum ponto da estrada, um pouco de raciocínio invada a mente da pessoa furiosa, e ela se pergunte se tudo aquilo pelo que ela lutou era real.
Mas ela nunca vai saber, porque nunca parou para ouvir o outro lado.

E porque quando se está com raiva, ou você ouve o que quer ouvir, ou tudo o que ouvir, será somente mais uma mentira ao seus ouvidos.

31 de janeiro de 2011

you know what? i don't give a damn about it.

como eu posso colocar isso...
estou confusa. nada de n0vo, certo?
estive lendo alguns blogs, e bem, como posso...ah, sei lá.
apenas me dei conta de quão amargurada eu pareço.
se quiser, pode colocar como realismo.
ter opniões diferenciadas, enxergar através do que outra pessoa vive, não é algo tão digno..
apenas me sinto um pouco irritada por ver como as pessoas são ridiculas, sempre centradas em torno de si mesmas, sem enxergar como são tolas e fúteis..
sim, certo, olha quem está falando.
mas, olhe bem, eu nunca disse que eu naoo estava no meio, certo?
enfim...coisas como reclamações, estresses...são tão futeis todos os motivos!!
teve um dia ruim? brigou com a mãe. com o pai, com o cachorro, com o cachorro do namorado (não, estou falando do cachorro animal mesmo, e não do namorado)? FODA-SE!
ninguém está nem aí pra porra nenhuma, ninguém quer saber da sua história.
as pessoas estão preocupadas demais contando glórias e doenças umas às outras para prestarem atenção às proprias palavras.
é nojento.
conviver no meio da merda nos faz ser lixo mesmo.
aliás, nascemos lixo.
não somos diferentes de nada.
não sei bem como expressar meus pensamentos, mas veja bem, eu não coloco isso aqui para qualquer um ler.
leu porque quis, não gostou? problema seu.
esse lugar tem um único espaço reservado, e mesmo que minha voz seja apenas palavras, elas são direcionadas.
(sim, odeio gente aleatória que entra nos blogs de outras pessoas para criticar)

outra coisa que me irrita muito, principalmente ultimamente, é isso: leu, ouviu, assistiu e não gostou?
pra que perder o próprio tempo, e tempo dos outros, e espaço dos outros? saia, vá embora, acabou, bye bye.
ninguém vai morrer se você nunca expressar sua opnião.
direito de se expressar, porra nenhuma.
somos nada, e assim deveríamos continuar a ser.
na verdade, creio que estou falando mais de mim mesma do que qualquer outra coisa, mas veja bem, eu não entro e comento minha opnião quando esta é negativa.
poxa, se você não fez, não vai fazer nada melhor, então saia com o rabo normal, não abana ele onde não deve. e então, vcê não precisará colocá-lo entre as patas e sair com as orelhas murchas..
bah, ser humano cansa!

como eu penso? bem..
meu dia foi uma merda? e daí?
eu nem reparo tanto.
foi feliz? nossa, ainda bem, agradeço a sei lá o que eu devo agradecer, por isso.
as coisas que acontecem em minha vida, dizem respeito à mim e a mais ninguém. (bem, tbm às pessoas que estão ligadas diretamente a mim, mas isso fica de lado)

estou falando que sou feia?
simples, cala a boca e me deixe falar, eu estou dizendo porque realmente acredito no que eu estou dizendo. não gastaria dedos, saliva ou tempo falando noque nao acredito.
mania das pessoas virem com sermões e lições de vida.
vem cá, alguém te perguntou? não né?
tipo assim, o que eu acho sobre mim, ou sobre qualquer outra coisa, é a minha opnião, claramente pessoal.
ninguém tem que vir e discordar.
posso estar errada? e daí?
quem garante que outra pessoa esteja certa?

mais um ponto de estresse?
porra, pessoal adora reclamar, falar mal da porra do governo, se revoltar, fazer greve, destruir patrimonio nacional, raptar neguinho, matar e espancar pessoas pelas ruas (sim, estou falando tbm do que está acontecendo no Egito...sejá lá o que esta acontecendo.mas em geral, no mundo), se reunir e protestar...
mas vem cá, se o governo der materiais de construção e oportunidade, quantas dessas pessoas irão doar seu tempo e suor para construir casas para os desabrigados, para cozinhar para os pobres, para falar comquem realmente necessita de ajuda?
sim, estou englobando todas as pessoas, os crentes (***) que saem por aí falando que você é um pecador, e vai pro inferno e etc...!
quem vai fazer o que necessita ser feito, sem reclamar?
apenas os que realmente necessitam.
e mais uma duzia de neguinhos que, bem, até mesmo eu tenho que admitir que existem. (eles meemocionam, de verdade e sem ironia)

enfim, apenas deixando claro que o ser humano é uma merda.
e nada mais.


'logo passa, eu espero'


e não, acredita que eu ainda não consegui encontrarAmor e Outras Drogas, e nem mesmo Gigantic??
eu me pergunto o quão atrasado é esse japão...-.-''

14 de novembro de 2010

blackxblack de 18unidades realmente ajuda.




me escondi por tanto tempo, por que o tempo escoa tão rápido?
esse ano realmente passou assustadoramente rápido, por que a pressa afinal...?
não quero que o tempo passe, que merd**s, 21 '-'



dizem que comprar um tumulo quando não se tem previsão de morte ajuda, algo assim (ao menos Zetsubou sensei disse)...será?





kuragehime is the best! 'o'




27 de outubro de 2010

judging yourself worse than the others is one of the most violent acts of pride ,
because it is using the most destructive way possible to be different.



eu sempre me lembro dessa frase...
sempre me falam algo assim...
e eu acredito nisso, é a maior verdade...
mas ninguém pára para pensar que existem pessoas que simplesmente não se importam com o resto, com os outros.
então, consequentemente, essa pessoa não se acha menos por se comparar com as pessoas.
eu sinceramente não preciso de um exemplo pra seguir, pra parecer, pra tentar.
apenas acho...bem, enfim...
acredito que existem muitas pessoas que simplesmente ficam se dizendo menos para ouvir dos outros que não, ela não é menos...
nem sequer nisso eu me encaixo, ridículo né?
aonde eu posso descansar meus pés?
quero um lugar onde eu possa ir e respirar um ar mais limpo, longe de mim mesma...
enfim.


me apaixonei de novo '-'






Hakuouki Shinsengumi Kitan foi baseado num jogo (foi assim que descobri o anime!)...
enfim, não tou com paciencia pra descrever agora...
a garota meio que me irrita demais, odeio as do tipo que não servem pra nada além de enfeitar a história, mas enfim, vai saber o que se passa nessa minha cabeça '-'

30 de setembro de 2010

estou tentando me preparar psicologicamente pra enfrentar o mundo real.
ultimamente, tudo me irrita.
mais do que o normal..

28 de setembro de 2010

caminhos de ida. passos solitários.

"why the most important figures in History ,the same ones that the thoughtful teachings are vividly discouraged by a handful of religions,
are always the ones clearly alone by definition .
well , today i know they were never alone .
but in our routine daily lives , where are the ones we share our passion for the music and art at all the aspects?
books and photographs ,our lonely walks in display galleries and lonely walks in the evening until the night comes
shine on our dreamy thoughtful minds ."


acredito que temos que dar nossos passos sozinhos, devagar e sempre.
não sei bem o que estávamos discutindo, um dia desses, acerca de estender a mão, contar com ajuda, algo assim.
eu dei minha opnião, que foi prontamente rejeitada, claro.
mas sigo firme.
de que adianta, cada vez que cairmos, esperarmos que tenha alguém por perto pra nos consolar, alguém por perto pra nos estender a mão e nos ajudar a levantar?
somos capazes de fazer isso por nossa própria conta.
mas somos dependentes de apoio, de palavras, de calor.
mas eu ainda acredito que quanto menos dependermos das pessoas, quanto menos esperarmos, mais estaremos seguros.
não que sejamos ilhas isoladas, longe disso.
as pessoas fazem parte de quem somos, nos ajudam a construir nosso caminho.
apenas acho que no que diz respeito a nós, e apenas nós, temos que ter em mente que somos indivíduos, individuais.
somos um, e sempre seremos.
ninguém pode trilhar meu caminho, ninguém pode entrar em minha mente e compreender, de forma correta, minhas paixões.
ninguém será capaz de sentir, de aprender por mim.
ninguém será capaz de me sustentar, de estender minhas asas.
acredito que não sabemos de pessoas ao redor de grandes gênios por esse motivo.
pode ser que as pessoas tenham ajudado-os (tá certo?) a se firmarem, a construirem o que foram.
mas não foram capazes de elaborar as palavras, de colocá-las na vida real.
estamos cercados, mas somos isolados, da mesma forma.
ninguém pensou por eles, embora pudessem ter feito pensar.
o caminho da sabedoria é solitário e movimentado.
estaremos cercados, mas por isso mesmo, estaremos solitários.
eu vejo furos em meu pensamento, e vejo que não é assim que eu deveria colocar as idéias, mas as palavras vem em correntes, não consigo ordená-las.
mas apenas penso isso...de que adianta, de quem será o mérito, se a cada tombo, eu tiver que me apoiar em algo?
uma vez, ou outra, sim, mas se eu me acostumar, nunca serei capaz de me sustentar em minhas proprias pernas.
nunca serei capaz de ler minhas próprias palavras.
nunca serei capaz de ordenar meus pensamentos, meus sentimentos, minha história.
cada pessoa passa pela vida, e observa o que tem que ser observado.
aprende, se tiver que aprender e estiver apto a isso.
e apesar de termos pessoas queridas ao redor, nunca estaremos acompanhados nesse sentido, pois somos os unicos responsaveis pelos  nossos gostos;
eu posso gostar da mesma coisa que você, mas sempre verei de forma diferente.
e embora concorde e discorde, ainda assim, será a minha forma.
estamos sozinhos num mundo lotado de pessoas que querem se agrupar.
eu prefiro a solidão.
posso conversar com pessoas com gostos semelhantes, posso debater matérias e pontos em comum, posso me empolgar ao encontrar uma pessoa com quem partilhar meus pensamentos. mas com algumas excessões, isso não importa.
de palavras partilhadas, o mundo está cheio, assim como palavras vazias.
palavras que viram lixo, que viram um...nada.
eu prefiro a minha visão difusa.
eu escolhi não confiar em qualquer pessoa, assim, ao menos eu caio menos.
eu acho.
estive afundada no mundo dos animes, pra variar um pouco dos livros..
eu sei que não existe um lugar perfeito pra se viver, mas pra quem não conhece a realidade disso, imagina que aqui é o lugar perfeito que nao existe.
eu sei que não irei conseguir escrever o que eu quero, me faltam palavras, me falta raiva, sentimento.
estive conversando, há um tempo atrás, com um colega..interesses em comum, como culinária, novas receitas...e a filha dele.
e estive conversando com meu namorado também. já expus que não quero mais, como queria antes, ter um filho.
não sei se isso se deve ao meu estado ultimamente, cada vez mais pessimista...
talvez em outro lugar, em outras condições...
mas é muita responsabilidade, colocar um filho, querendo viver no japão.
mas páro pra pensar, fazer isso no brasil também não me atrai.
isso me conduz ao pensamento de que em lugar algum estaria bom, afinal, estamos cercados de humanos, de sentimentos ruins.
sempre existe um idiota ou outro que vem com o eterno cliché de que também existem coisas boas.
e daí?, eu me pergunto...e daí que existam?
antes de pedir demissão, há uma semana e dois dias (acho) eu tive uma conversar com o responsável.
filho da puta.
sei que não é agradável, pensar, escrever nem falar dessa forma, mas é o que é.
me pegaram num dia extremamente ruim. digamos que eu estava cansada de tudo, de todos.
de ver pessoas que reclamavam, xingavam, metiam pau mesmo em outros, e quando chegavam perto, tratavam a pão de ló.
e daí que é lider, staff, ou diabo à quatro?
eu mesma, não consigo tratar mau ninguém, a não ser que tenha um motivo particular.
sei que, quando trabalhamos, somos outras pessoas.
mas nunca poderia falar mau de uma pessoa, e na cara, ficar de papo furado. apoiando, elogiando.
falei mal, não trato mal, mas ainda assim, tenho reservas.
mas eu já estava estressada, frustrada, todos falando entre si e nunca pra quem se deve falar.
talvez eu não devesse, eu sei que é perca de tempo, de paciência, eu sei que é apenas mais uma frustração pra minha alma.
mas eu não consigo evitar esse meu eterno sentimento de que posso mudar as pessoas, de que minhas palavras irão fazer diferença.
foi apenas mais uma prova de que eu não consigo.
eu sei que não é fácil mudar anos de criação, de cultura, de deveres. eu sei que não sou capaz de me expressar em palavras de outras pessoas, mas ainda assim, eu tentei.
eu sei que estava errada, eu entendo os motivos que leva um líder, alguém responsável a agir.
mas eu não entendo por que não são capazes de entender o que nós precisamos, nossos motivos.
temos que entender que eles são responsáveis, que não podemos perder, prejudicar peças, pois custam dinheiro, mas e daí? pedimos pra comprar?
o que mais me deixa frustrada é a incapacidade de entender, e fico pasma com a capacidade de dar voltas e voltas em um assunto pra parecer que somos os unicos responsaveis por tudo.
incrível.
falei, que se eles não querem que as pessoas ajam como seres humanos, porque eles contratam seres humanos...se eles esperam que sejamos robôs.
e a resposta? que sim.
que pra fábrica, tanto faz se a pessoa tem problemas, se está passando mal, tanto faz se a pessoa vai morrer, contanto que cumpra com o determinado do dia.
eu sei, qualquer coisa me faz correr e me esconder, me faz ficar com raiva.
mas isso foi demais. não foram as unicas coisas a serem conversadas.
tenho orgulho em dizer que consegui expor bastante do meu ponto de vista, e nem dei tanto vexame. claro, segurei as lágrimas, embora não possa dizer o mesmo da voz.
enfim, falei o que tinha que falar.
mas eles irão pensar? não, é claro.
a cada dia que passa eu me sinto mais frustrada, e sei que não estou no meu lugar.
mas onde é o meu lugar?
em qualquer lugar, em qualquer profissão isso existe.
em niveis maiores ou menores, não importa, está lá.
injustiças, egoísmo sem fim...
como podem deixar chegar a um ponto desses?
enfim, essa raiva corre em meu sangue agora, e sei que vai piorar.
eu tento drenar aos poucos, pra nao me paralisar, pra não me tirar a vontade de viver mais do que me tira o normal.
eu queria ser mais firme em meus propósitos, eu queria ter sonhos.
eu queria ser capaz de determinar minha vida, de abrir minhas asas...queria ser capaz de correr atrás do meu lugar ao sol.
me sinto cada vez mais perdida, mais desanimada, os pedaços estão começando a cair.

26 de setembro de 2010

pra variar, me cansei de uma das minhas rotas de fuga, recorri à outra.
animes, me afundo no vicío, tanto quanto leitura. enfim...
sei como as palavras nos ajudam, nos deixam mais pra cima, mais pra baixo, ou simplesmente passam por nós...palavras vazias...
mas sinto que as palavras não tem feito muito por mim, hoje, ou esses dias, como sons, imagens, sentimentos.
eu ignoro as palavras, deixo os sentimentos virem, me alieno de tudo. apenas sinto.
a chuva parece carregar algo de mim, vejo cair, sinto seu cheiro...
eu vejo...eu lembro...
tão nitidamente...!
estamos no final de setembro..como o tempo corre rápido...
leva sons, imagens, cores, sentimentos..leva as pessoas...
e deixa buracos, vazios, palavras e...sentimentos.
como uma música que origna outra, até formar trilhas sonoras, que nunca serão devidamente partilhadas, mas que são sagradas, guardadas como tesouros.
nada nunca será perdido.
palavras, sentimentos, irei acumulá-los. irei juntar em pilhas, e nunca deixarei a poeira tomar conta.
e então, um dia, irei entregá-los.


"...There’s so much said in empty words..."

24 de setembro de 2010

agora que a raiva passou, fica um pouco complicado esclarecer, pra mim mesma, meus sentimentos.
percebi que mesmo que eu tenha um dia cheio de emoções conflitantes, e todos os motivos para sentir, eu quase não sinto.
a anestesia veio pra ficar.
engraçado, chorar, rir, gritar, e não sentir.
estado de choque?
sempre tento me analisar friamente, e geralmente consigo.
mas enquanto me perguntava, porque estava chorando, não conseguia parar.
ah, a vida é confusa demais, difícil demais, e lutar cansa.
eu queria tanto poder me jogar de cara na vida, viver o máximo, correr atrás de meus sonhos, mas sempre que começo a pensar assim, vem algo que me obriga a ir por esse caminho, então eu me assusto e desisto novamente.
me escondo, me enterro viva. o que posso fazer se nada me tira de dentro de mim?
claro que ninguém nunca disse que seria fácil, nunca é.
não espero caminhos abertos, dias de sol e noites enluaradas.
mas ainda assim, é desanimador.
vivo um dia de cada vez, como se não houvesse amanhça, sim, mas não por esperança, mas pelo contrário.
quem sou, o que sou, o que me faz ser...é tão fácil me analisar, ver o circulo vicioso, ouvir os conselhor, e deixar tudo de lado pra me jogar no mesmo corredor em circulos.
parto de um ponto pra cair em outro, igual.

agora posso me ver, vejo quão perdida estou, vejo a saída, mas por Deus, tenho que andar muito e lutar, lutar demais, lutar cansa...
Ficar parada e me entregar é tão mais fácil, e tão idiotamente...ridículo.
Porque temos sempre que nos adequar, nos encaixar em moldes, ser algo ´pré-determinado? por que, pra que?

15 de setembro de 2010

me sinto vazia e um tanto quanto frustrada, comigo mesma.
meus dedos estão mudos e meu mundo gira em busca de seu rabo, estou zonza e não sei como parar.
tenho cheiro de coco e baunilha do meu novo hidratante, e cadê a importancia disso?
tento me convencer de que há algo, ainda irei escobrir, mas está tão longe e difuso, e confuso e...
desprezível. tenho que me dar um tempo, de mim, de tudo, da vida.
como é complicado crescer...!

28 de agosto de 2010

estive conversando com um colega de serviço sobre minha eterna verborréia.
as pessoas geralmente se perdem nesse meu mar de palavras, nessa avalanche de emoções que eu vomito diariamente...
tática de defesa, com certeza...
mas enquanto eu despejava todas as idéias, me ocorreu a certeza de que, mais uma vez, eu tendo a falar para qualquer um com a tentativa vã de me fazer convencer, juntamente.
como se o fato de as pessoas acreditarem em todos os eus que saem de minha boca me fizesse acreditar, também.
claro, eu respeito o limite das pessoas (ou ao menos acho que o faço) e me seguro o suficiente, para não me atropelar mais do que o normal...mesmo que eu não consiga...
eu sei que nunca vou encontrar outro ponto forte, que acolha as minhas palavras e as guarde, que as segure e as entenda.
as pessoas simplesmente não estão nem aqui e nem ali para nada.
e não é como se eu quisesse que estivessem.
o que me incomoda, mas não mais me tira do lugar, é o fato de as pessoas pensarem que eu me importo.
eu realmente tenho a tendencia de ser inocente e tapada, e confiar e gostar das pessoas.
mas isso, com certeza, não significa que eu me importe.
que eu entregue meu coração, parte minha.
com certeza, pouquíssimas pessoas me conhecem.
gostaria de poder dizer que sou uma delas, mas não sou.
sou uma estranha em meu próprio mundo. o que é absolutamente comum.
quero comprar algo e ficar bêbada, e não ter ressaca, nunca.

27 de agosto de 2010

The Time Traveler's Wife.


se puder ler o livro, é o que farei.
antes de assistir, embora o trailer tenha me feito chorar.
o que me interessou de fato, embora o livro já estvesse em minha lista de compras na livraria, é a personagem principal do filme. Rachel McAdams, se não A, uma das minhas atrizes preferidas.
Esquece, ela é a minha preferida.
Enfim, o último filme que consegui assistir inteiro foi Sherlock Holmes, não apenas porque eu realmente adoro, mas por ter sido uma das melhores coisas pra desanuviar esses dias.
mas faz tempo.
Enfim, assisti também por contar com ela no elenco.
Mas vale a pena, e, mudando todos os planos de compras, vou pôr o livro no topo.




Serendipity.

reencontrei com esse filme, e tinha esquecido de como é lindo.
enfim, essa música ajudou a relembrar.
Estou lendo Notícia de Um Sequestro de Gabriel García Marquez, grande escritor, um dos melhores.
Enfim, tem que ser muito bom, pra prender minha atenção num livro desse, quando tudo o que tenho feito da vida, se resume a fugir de qualquer coisa que me coloque em contato direto com a vida real.
Além de ser cruelmente verdadeiro, lembra o relato jornalistico enfeitado.
Mas simplesmente não consegui parar de ler, e por pouco não passo a vergonha de chorar no trem, por que uma das sequestradas havia sido assassinada.
Claro, não iria chorar apenas porque a dita cuja morreu.
Mas como, porque e a situação...enfim...
E o filme tem um ponto forte com a obra Amor Nos Tempos da Cólera, de Gabriel.
Com certeza, o livro é sempre a melhor opção, mas essa é uma das amostras de como uma adaptação também pode ser boa. Embora eu ainda nem tenha lido o livro.
Fernanda Montenegro brilha, com toda certeza. Grande atriz, filme lindo e apaixonante.
Estou um pouco mais humana hoje. Me sinto próxima com a realidade, embora seja uma realidade editada por mim e para mim.
Por enquanto, não vou fugir.
Queria ir no matsuri da sony, mas pra variar, não irei.
Não que eu esteja perdendo grande coisa, sempre volto pra casa algo decepcionada.
Segunda, trabalho. Terça, não.
Irei ajudar umas amigas a tirar fotos, na praia. Grávidas...ou melhor, no singular, que é uma só.
Tanto faz, pra ser sincera...creio que vai ser bom, pessoas boas, a vida parece um lugar mais acolhedor...
Mas estou cansando, já.
De vestir uma mascara, de interpretar..de me decepcionar comigo mesma e não esperar mais das pessoas.
Mas vou tentar, enquanto puder.
E então, me retirar, com minhas palavras, pra fantasiar mais um pouco.
A vida é um lugar estranho, os livros e os filmes apenas me ajudam a manter uma certa..s.anidade.

19 de agosto de 2010

giro ao redor do mesmo ponto, aperto a mesma tecla, mas parece que minha alma não se cansa de repetir as mesmas palavras.
ouço vozes e discuto com as duas partes em meu cérebro que me controlam.
não sei quem sou e quero saber, mas tenho medo e me escondo.
quero fugir, quero gritar, quero girar, rodopiar até ficar zonza demais e vomitar. coisa que faço demais.
quero sumir, quero não ser, mas quero estar.
qual dos meus papéis é mais importante?
qual sou eu? por quê?
interpreto demais, e acabei perdendo a personalidade.

17 de agosto de 2010

apenas mais um dia...que seja.

às vezes me parece que eu simplesmente, não me sou, não me tenho.
estou tão completamente dividida, multiplicada, que não posso ser considerada como um todo, senão como múltiplos momentos.
Posso ser considerada por músicas, sensações, humores, cheiros, sons e cores, sabores.
Posse ser considerada pelas tardes, ou por nada mais, posso não ser constantemente.
Me parece que não sou, ao mesmo tempo que sou, e simplesmente, não estou.
Não me tenho. Nunca sei se estou completamente num lugar.
E quando tudo passa, parece um sonho, uma memória, uma imaginação.
Parece ilusão.
Não me parece que eu tenha vivido os momentos, as falas me parecem precárias e tudo fica um tanto quanto enevoado.
Como brumas. Como um amanhecer, num outono.
Não estou me perguntando quem sou, o que sou nem nada do tipo.
Não é época.
Estou apenas..perdida.
Confusa.
Não me sinto, estou ausente, entorpecida e distante.
Parece que um universo me cerca. Mas parece, muito mais, que sou um buraco negro.
Não há nada. Simplesmente, nada.
O que acho que quero dizer é que estou vendo minha própria vida como uma espécie de esspectadora. nada além das telas. e estou acordada apenas nas partes ligeiramente interessantes.
Ainda assim, não são capazes de manter o meu foco.

Segunda volto a trabalhar na sony.
Até janeiro, suponho, e pararei novamente, pra cuidar da saúde.
Espero que, até lá, não se tenha desenvolvido.
A verdade é que, bem, não me importo.
Não realmente.
E isso que me preocupa, mais que tudo, no que sou.
Eu não me importo, com nada.
Aliás, sim, me importo, mas com poucas coisas.
E nunca a longo prazo. Como se minhas memórias e minhas aspirações se embaralhassem, como se durassem apenas instantes e apagassem.
Sumissem.
E aparecessem depois, misturadas, ainda mais confusas.
Como observações num cano da página.
Nem ao menos gostaria de estar em outros sapatos, estou cômoda onde estou.
Imagino que mesmo que fosse diferente, não poderia estar mais cômoda sendo imcômoda.
Sendo nada. Sendo tudo.
Isso tudo me aborrece.
Seria capaz de morrer de aborrecimento?

19 de julho de 2010

tout simplement pathétique.

Somos todos tão patéticos.
Às vezes, eu me encaro e me pergunto quando foi que comecei a ser tão cética. Quando fiquei tão descrente, tão cínica.
E me confronto com a resposta que não gostaria de ter. Sempre.
Eu sou assim, sempre fui, mas como tudo, prefiro ignorar e ver apenas os defeitos que me agradam. Apenas as qualidades que sinto ter controle.
Egocentrica, idiotamente narcisista.
Mesmo que isso opere um efeito contrário, é o que sou.
Fisicamente falando, é mentira. Mas me cultivo, olho pra minha alma e mente e vejo uma sujeira que me agrada, me deprime, mas que é minha. Então, nada me resta a fazer, a não ser cultivá-la.
O que isso tem a ver com tudo? Tudo.
Nos cercamos de pessoas que irão nos adular, acarinhar nossos egos idiotas, e concordar com tudo o que sai de nossas bocas, e gestos.
Repudiamos e ofendemos quem contraria.
Claro, nem sempre.
Mas assim o é. Queremos uma platéia sempre pronta, sempre atenta, queremos que as pessoas sintam dó, prazer, conforto, que necessitem de nossas patéticas representações, formamos pequenos teatros de nossas vidas, apenas para que as pessoas possam ser controladas, tenham um papel dentro de nosso quadro, transformamos nossas vidas, de um modo tal que possamos ser sempre o centro, sempre o umbigo de um mundo sujo e falso.
De uma forma ou de outra, consciente ou não, é o que fazemos.
E então, quando as pessoas páram de representar, por um minuto, rimos delas. Ou as repreendemos, desprezamos, jogamos lama.
Não sei, estou parcialmente fora de mim.
Não bebada, nada disso, apenas entorpecida. Pelo calor, pelas musicas, pelos pensamentos que não gostaria de ter, pela pressão que tanto odeio, pelo dia lindo que está lá fora, e eu trancada dentro de mim mesma, acabando com minha visão e unhas, estavam tão lindas...
Queria algo mais doce, mais líquido, martini, ou vinho quem sabe.
Passamos tanto tempo negando quem somos e nos cercando de regras estúpidas e sem serventia alguma, perdemos tanto tempo provando que somos algo que na realidade, não queremos ser, ou que não...aceitamos.
Nos cercamos de pessoas para provar, pra nós mesmos ou para o mundo, de que não necessitamos delas.
Para mostrar que somos fortes, quando estamos fracos, que somos poderosos, quando estamos vulneráveis.
De uma forma ou de outra, somos patéticos.
E se dispensamos as pessoas e vemos quão inuteis elas são, nos tornamos amargurados.
Títulos idiotas. Para que servem, afinal?



de quem ou pra quem estive escrevendo isso? não me pergunte.
talvez para alguém que fui, quando me cercava de pessoas. quando queria todos ao meu redor como mariposas que morreriam em 24 horas, talvez menos.
agora, mesmo que sumam, as pessoas me irritam.
nem todas. posso contar em uma mão, claro.
talvez eu não seja menos idiota por isso, talvez eu seja apenas solitária, apenas...estúpidamente arrogante.

16 de julho de 2010

algo emaranhado como novelos de palavras.

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."

-CLARISSE LISPECTOR;







Mais um momento, em que encaro a mim mesma na escuridão do fim do dia.
Me encaro, me desafio, quem sou eu, por que sou eu?
O que eu quero?
Esses dias eu admiti pra mim mesma, algo que nunca quis encarar. Admiti quem sou, e admiti o que não sou.
E eu não quero ser.
Então, resolvi encarar tudo o que eu nunca tive vontade de pôr os olho em..enfim.
Sou medrosa, não gosto de nenhum tipo de novidade, não gosto do inevitável e odeio de verdade mudanças repentinas.
Não sou boa, nem um pouco e de jeito nenhum, pra lidar com a pressão.
Odeio pressão.
Então, resumindo, eu vivo a vida, fugindo.
E sou hipócrita, pois digo que odeio pessoas que se refugiam em palavras e fatos pra não viver.
Mas a diferença de tudo, é que eu vivo.
Me jogo ao vento, ao sabor do mar, me vejo livre e nua nos braços do mundo.
Não me prendo a conceitos passados, não dou desculpas esfarrapadas, quero a verdade nua e crua, um tapa na cara.
Aceito que o que é, é, e o que não é, talvez nunca venha a ser.
Não me deixo cair na rotina, não deixo meu relacionamento cair na rotina, driblo e engano a vida, quando ela quer me prender. Não gosto de amarras.
Mas eu vivo escondida atrás de meus livros, atrás de meus mundos, atrás dele.
Não tomo decisões, fujo da responsabilidade, não sei lidar com a perda nem com a derrota, e não quero encarar coisas que preciso encarar, como as contas e a instalação de fios.
Gosto do vazio e da solidão,mas não sei ser só.
Gosto de inovar, mas não tudo, não de cara.
Sou adepta do jogo da sedução, dos prazeres e dos desvarios, mas aprendi com meus erros e lido com graciosidade. Sou uma selvagem.
Sou completamente dependente dele. Absurdamente.
Mas ao menos isso, eu não lamento. Nunca. e não mais.
Se deixarem, ficaria em casa todos os dias, sairia apenas nas luas cheias do meu mundo, quando quero dançar, gritar, me jogar de cara no mundo e ser a outra parte, a vergonhosa, que eu escondo.
Se deixarem, eu viveria em semi-estado de Vinicius. Afinal, quem não ama Martini?
Qualquer coisa que me deixa mais anestesiada do que eu sou, seria bem vinda, mas sou uma puritana (desperdício de palavra) e me entrego apenas aos destilados.
Soa mais sofisticado, não?
Visto máscaras e bocas, e apenas uma vez sou sincera, com uma pessoa. agora.
Não deixo que as pessoas se aproximem, não gosto delas. Apenas de seduzir, enredar, ter o poder, e pisar.
Não amo mais de um, piso em baratas.
Agora vamos voltar à minha vida, quem eu sou?
Eu decidi encarar meus medos.
Não todos, isso seria impossível.
Mas alguns, os que mais me incomodam. Os que irão me deixar na mão um dia.
Como ser humano, sou falha. Sou um produto inacabado, inadequado e mal feito.
Mas enquanto eu estou sentada enumerando os defeitos que mais amo em mim, eles me afundam nos vicios depravados.
Eu não quero me libertar.
Mas odeio a ignorância. Odeio me sentir...burra.
O que estou fazendo, jogando fora um por um, tudo?
Quero mais, quero muito mais, de tudo. de nada.
Quero meu espaço, quero nossa casa, quero nosso amor e nossas noites.
Mas não quero ter que sair e enfrentar o mundo, ter que ver e respirar a ausencia e a decadência.
Quero continuar guardada com meus medos, super protegida, mimada e aquecida.
Quero um corpo perfeito, uma mente perfeita, quero o controle remoto de tudo.
E não quero ter controle algum.
Não quero as rédeas, não quero papéis que determinam quem sou, o que sou, não quero o caminho indicado.
Quero abrir tudo com minhas mãos, rasgar a roupa da vida e deixar desnudo o que se encobre, o que se esvai sem ninguém se dar conta.
Quero não pensar. Quero não ter que pensar.


E pronto, mais um texto confuso, palavras embaralhadas e...
Quero ser sincera, mais do que sou, mais do que me é permitido.
E quero a ironia, o desprezo e a sedução.

24 de junho de 2010

E foram felizes para sempre....puah!

Estive navegando por essa longa teia de pensamentos públicos e me deparei com uma frase engraçada: "O medo da solidão é maior que o medo da escravidão: assim nos casamos!"
Achei curioso, e ainda mais curioso o post relacionado à frase...
Enfim, eu elaborei uma enormee resposta que, pra variar, não cheguei a enviar.
Mas encafifei, então resolvi criar um post com a minha opnião. Assim, não irei perder no meio dessa cabeça furada, como tantas outras opniões que guardo pra mmim e perco num piscar de olhos. Literalmente.
Enfim, muitas pessoas me perguntam: "Por que você não se casa?", "É tão bonito!", e ainda outro comentário que eriça os cabelinhos da nuca "Você vive em pecadoo!".
Absurdo, Obtuso.
Na minha mais agressiva opnião, casamento no papel e na igreja apenas serve para a decepção, e pra agradar os parentes e amigos fofoqueiros, mais nada.
O casamento, ou o ato de morar juntos, envolve apenas duas pessoas. E apenas essas duas pessoas irão sair feridas, ou felizes. Talvez mais, posteriormente, caso haja crianças.
Enfim, fulano de tal namora durante 3 anos um bom rapaz. Ficam noivos durante uns 6 meses. Casam, num vestido branco, embora a noiva não seja virgem, numa igreja lindamente decorada, embora nenhum dos dois frequentem regularmente, e saem com vários grãos de arroz em partes do corpo que não deveria ter arroz, embora ela esteja tomando pílula anticoncepcional (alguém sabia que o ato de se jogar arroz é pra dar fertilidade? legal!).
Enfim, fazem tudo como manda os conformes apenas pra agradar os pais, familiares e amigos. E a uma criação que na verdade, nem importa muito, mas é como deve ser feito, então, será feito.
Mas então, os 3 anos e 6 meses não significaram grandes coisas, pois quando namoravam, eles apenas saíam juntos durante fins de semana, e alguns encontros casuais durante a semana.
E claro, a enorme conta de telefone. E no noivado, a antecipação corta qualquer capacidade de dúvida.
Enfim, se vêem juntos, numa casa estranha, numa situação nova, sem ter noção de como deve ser feito as coisas a dois.
Os primeiros meses são uma maravilha, idílicos, caso eles não tenham tido tanta intimidade antes do circo.
Mas passados esses maravilhosos meses, tem que enfrentar a realidade: a louça está suja na pia, porque o bom rapaz foi criado com a mãe dona de casa que fazia o serviço, e a roupa está acumulada pela lavanderia porque a moça foi criada com pais ocupados e uma empregada pra fazer isso.
Okay, contratam uma empregada, caso tenham dinheiro, e mais pra frente, devido ao fato de cada um ter seu proprio emprego e carreira pra fazer, quase não se vêem, então se tornam dois estranhos numa casa, com apenas um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrá-los de que estão casados.
Caso não tenham o dinheiro pra empregada e nem carreira pra cuidar, mas mesmo assim tem empregos, a descida é mais rápida.
Muitas brigas porque nenhum dos dois quer mudar, pois ambos são jovens demais, inexperientes demais, e mimados demais, com apenas um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrá-los de que estão casados.
Outra opção, que me horroriza e me deixa ainda mais indignada ainda, quando se casa porque a boa moça de familia está gravida (o que a torna uma não tão boa moça assim).
Enfim, a jovem está em casa, com um bebê birrento, barulhento, ocasionalmente fedido, e um tédio enorme, pois não namorou o suficiente, não saiu o suficiente, não aprontou o suficiente.
E o jovem rapaz tendo que trabalhar pra sustentar uma garota mimada e insuportavel que reclama de ter que lavar a louça no fim do dia, mesmo tendo ficado em casa o dia todo, deixando o bebê chorar e falando ao telefone. ou melhor, fofocando ao telefone.
E no caso, eles tem apenas um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrá-los de que estão casados.
Claro, é muito relativo. Muito mesmo.
Pode ter todas essas situações, mas caso um dos lados esteja realmente convencido de que há amor e vale a pena, ou os dois, contrariando as leis humanas do egoísmo, eles abaixam a cabeça, sentam e tentam conversar, civilizadamente. Ou então se agarram, se matam, se machucam, choram e fazem as pazes.
E tentam melhorar.
Aí, independente de ter apenas um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrá-los de que estão casados, ou apenas as escovas de dentes, e a cama em comum, o casal pode dar certo.
Claro que se eles não tiverem o punhado de papéis e as fotos, e estiverem apenas juntados, pode ser que ocorra as mesmas situações.

Nada na vida vem com garantia.
Não são eletrodomésticos que vem com recibo e manuais de instruções.
Mas as pessoas, principalmente os jovens, acreditam que sim, tudo é fácil e eles sabem de tudo!
Então, acontece o divórcio, ou a separação sem complicação, e caso haja resultados chorosos, um bebê frustrado, que vai seguir os passos dos pais. ou não.
Enfim, as pessoas se empenham, fazem tudo nos conformes pra agradar pessoas que não tem que ser agradadas e se atiram de cabeça sem estarem preparadas, sonhando com um felizes para sempre, achando que tudo virá assim, num estalar de dedos.
Mas não vem.
É complicado, exige paciência, bom humor, disposição, um belo estoque de lágrimas, e muito jogo de cintura. E exige também humildade.
Humildade pra reconhecer que as pessoas erram, e que ninguém é perfeito.
Humildade pra reconhecer e dar perdão, e pedir perdão.
Humildade pra tentar melhorar cada vez mais, pra tentar construir, juntos, um ambiente e um relacionamento melhor.
Humildade pra se desapegar das coisas que os OUTROS acreditam, e aceitar que nessa jornada, por enquanto, existem apenas duas opniões que devem realmente ser levadas em conta.
Humildade pra mudar, pra tentar muda-lo, pra tentar se adaptar a qualquer circunstância.
Não dá pra exigir que seja tudo como queremos, como sonhamos e imaginamos.
Invariavelmente, levamos um belo tombo, mas então, se há isso tudo, o companheiro vai pegar a sua mão, e ajudar a se levantar.
Ainda que o relacionamento seja lindo e maravilhoso, e ambos estejam caminhando lado a lado, crescendo e amadurecendo juntos, ainda assim, não há garantias do futuro.
Uma pessoa que você conhece há dez anos pode repentinamente determinar que o que ela é agora não é o suficiente, e tentar mudar, e você tem que estar preparada pra aceitar e entender, e ainda tentar se adpatar, e vice-versa.
Ou ainda, depois de anos, anos mesmo, podem abrir os olhos e ver que já não é a mesma coisa, que não há mais sentido, que não há mais uma estrada. Há uma bifurcação.
Emtão, invariavelmente há os resultados, e as crianças vão sofrer. Mas será que é o correto, prosseguir numa estrada sem saída, armando um campo de guerra, vivendo triste e com raiva apenas pelas crianças?
Será o correto deixar que uma criança cresça sem ver a felicidade, sem ver o amor de verdade? Vendo os pais como dois estranhos?
Eu acho que não.
Mas então, estar casado é uma boa opção.
Vou voltar ao tema.
Ninguém mostra a verdadeira face quando namora. Nem nos primeiros meses.
Então, como sabemos que não há uma garantia, nos atiramos mesmo assim.
Mas eu acho que, se for pra cometer um erro, é mais fácil não ter as amarras.

Não há garantias.
E de resto, ficam apenas mais um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrá-los de que foram casados.

É uma coisa bonita? Sim, é.
E é uma opção também.
Eu quero me casar, um dia, na igreja. Quem sabe?
Mas eu prefiro estar como estou.
Sou profundamente feliz.
Somos um casal normal, brigamos, nos ferimos, damos risadas, e conversamos.
Fora a paixão, que é o suficiente, e nos mantém aquecidos e completos.
Não tenho a segurança de que estarei assim daqui a quarenta anos. Nem daqui um dia.
Mas eu vivo um dia de cada vez, e sem um punhado de papéis carimbados e fotos...

Meus pais me lembram sempre que o que importa, não é um vestido branco e rituais vazios, e sim a compreensão e a felicidade.
Estamos construindo algo bom, e queremos filhos.
E então, quando tivermos uma base sólida, casaremos. Pra deixarmos um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrar nossos filhos de que estamos casados. De que é correto.


Eu tenho uma colega cujo namorado está desempregado. Então, pra morarem juntos, eles irão se casar.
Estão namorando há quatro meses, mal se conhecem.
Mas pode ser que dê certo.
E pode ser que não.
O que eu me pergunto é: Será que é necessário um punhado de papéis carimbados e fotos pra poderem morar juntos?
Claro, ela cresceu ouvindo dos pais que nunca se deve morar com um homem sem ter um papel carimbado.
Mas as chances de dar certo ou errado, são as mesmas.
A única diferença é que, se der errado, irão gastar mais dinheiro com os advogados. E sairão mais machucados, e será mais dificil.
Ou então, por terem um punhado de papéis carimbados e fotos pra lembrá-los de que estão casados, eles irão fechar os olhos para os erros, ignorar as placas na estrada dizendo Pare, e irão continuar, até um ponto em que são completos estranhos, inimigos até, e não querem mais nem se olhar. E pode haver consequencias pequeninas, como uma pobre criança, que atua como um refém, no caso. É um fato dificil de encarar.

Eu devia fazer advocacia então.
Enfim...


O casamento age meio que como uma garantia (que não é verdadeira) de que eles irão continuar vida a fora se matando e tentando acertar. Mas a vida não é um jogo, um erro e um acerto, ambos, tem consequencias, e sentimentos feridos.
Quando nos juntamos, apenas, imitamos um suposto casamento, com a diferença de que será mais fácil, quando virmos que tudo não passou de uma fase.
Então, independente das fotos e dos papéis carimbados, os riscos de acertos e erros são os mesmos. Apenas existem prós e contras, como tudo na vida.
É isso.

Eu acho uma besteira.
Mas quem sou eu pra dizer?

Como eu sempre digo, o ser humano adora uma complicação e uma chance de ser infeliz e deixar outras pessoas infelizes, independente do que me digam.
Eu não sou fã de complicar situações e ainda mais, odeio ter que lidar com papelada.
Me sinto uma vaca com número e registro de cada passo que dou.
Vou fazer um rabo com uma corda, que tal?
BlaBlaBlahhh..









Caracoles, eu nunca consigo mostrar a minha opnião claramente..isso está me irritando.

23 de junho de 2010

Bem, digo o que quiser, mas contos de fadas me emocionam.
Não qualquer um, claro.
Sou uma romântica, enfim...eu acho.

14 de junho de 2010

Me cansa ser um poço de insensibilidade.
Quem sabe uma barata gigante não virá e me levará embora, pra um mundo onde não seja obrigada a pensar, sentir, ser, fazer, sobreviver?

2 de junho de 2010

Um brinde a nós, humanos idiotas e limitados!

Sabe, uma das coisas que mais me irrita no mundo de hoje é como temos o dom de sermos idotas arrogantes.
Sempre ouço algo como, Ah, fulano de tal é bipolar, Ah, eu sou hiperativo, Ah acho que EU sou bipolar, Ah eu tenho depressão.
Como se todos fossemos doentes em algo assim, algo que pudesse justificar nossas explosões, nosso egoísmo, nossa idiotice.
Como se o fato de ter uma doença que explique a mudança de temperamento repentinamente fosse a justificativa para uma pessoa egoísta e mimada, que acha que pode tratar os outros como bem quiser e falar que é bipolar.
E pra ser sincera, nem emmédicos podemos confiar, afinal, você está pagando a eles, dê a eles o que eles querem, que eles darão a você o que você quer.
Um diagnóstico com uma doença/justificativa pra não ter que mudar, passe livre pra ser mais idiota que o normal, uma coisa que as pessoas (idiotas) ostentam como se fosse um troféu, com um orgulho idiota.
Ouvi uma grande amiga (a segunda alias), comentar que acha ser bipolar, porque assistiu algo, e SE ENCAIXOU direitinho naquela descrição.
Então, além de ter TDAH diagnosticado, com tendencia pra ansiedade e depressão, sou bipolar, borderline, psicopata e ligeiramente misantropo.
Incrivel, sou uma medica maravilhosa, apenas com a ajuda da internet, e calro, da Wiki!
A cada dia mais e mais eu desacredito da humanidade, não que eu alimentasse grandes expectativas em relação à mesma.
O pior de tudo, é que quando se tem, não quer ter.
Ouço tanta gente comentando essas barbaridades, que me angustia ainda mais, e eu me pergunto: quantas dessas pessoas já entraram em crises, já passaram momentos, horas de agonia, horas de choro compulsivo, horas de euforia, horas de mudanças idiotas de humor, anos de convivio com a dor e a raiva, com a indiferença e a ilusão?!
Quantas dessas pessoas viram seus familiares receosos de deixa-los sozinhos em um aposento, com os amigos a olharem como se fossem loucos?!
Quantas tiveram que passar por batalhões de médicos, e exames, e sermões, e críticas?!
Quantos idiotas que se determinam doentes já tentaram se matar mais de três vezes, lutam diariamente com a ideia da morte, se cortam pra não sentir a dor interna, pra ter um alivio, como se ao abrir talhos na própria carne aliviasse a pressão dos sentimentos?!
QUANTOS, EU ME PERGUNTO!
Juro, isso me tira do sério.
Minha amiga sempre fala como se fosse uma coisa horrivel, mas com aquela aura de satisfação de quem quer ser o centro das atenções, ao dizer-se doente, com algum disturbio.
Eu luto contra isso.
Tento mudar, tento dizer a mim mesma diariamente como é bom estar aqui, como posso ser melhor, mas só encontro o vazio, e o desespero.
Com o vazio eu posso lutar, eu gosto dele, mas com o desespero...
E eu nem sei porque eu sinto assim!
E o medo então...
Tem sido difícil, pra mim, sair de casa.
Me sinto gorda, inputil, feia.
E não apenas isso...
Sinto raiva, como um cachorrinho que expulsam de dentro da toca.
Sinto vontade de chorar, como uma criança desconsolada.
Eu quero mais, mas nçao quero nada!
Eu quero ser, ter, viver, mas quero morrer mais que tudo.
E odio, tanto odio, como se nada fosse mudar, como se fosse tudo feito de desgraças.
E eu soumais verdadeira escrevendo do que falando.
Menos floreios, mais honestidade.
Por isso, amo as palavras, elas completam algumas lacunas, estantes vazias em minha mente.
Mas são apenas algumas.
O que eu faço com as outras, que nunca serão completadas?



"But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok..."

Staind - Outside.







Love was supposed to save me...





obs. acabei de reler, e, por mais idiota que tenha ficado, não vou apagar nada.
sou tão estúpida quanto qualquer um. ficou infantil, até mesmo pra mim!