~Palavras Cotidianas.

.

"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."

-

''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''


Friedrich Nietzsche






Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

- José Saramago.


no surprises...

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13 de novembro de 2010

hide track#

estive apenas plantando sonhos e palavras que nunca irão florescer?

12 de novembro de 2010

entrando em colapso emocional por um novo mangá.
eu tenho que trabalhar amanhã e estou completamente acordada, parecendo uma criança com um brinquedo novo.
como eu desligo o "otaku mode" ?? '-'

11 de novembro de 2010

processo de transformação em uma otaku '-'

Estive entediada depois de acabar com os capítulos de Kobato, uma vez que eu estive completamente alucinada pelo mangá, mais do que o anime, que não informa muita coisa...
Sinceramente eu nunca fui grande fã de CLAMP, mesmo levando em conta que o que me fez gostar de animes foi Guerreiras ágicas de Rayearth, eu só era completamente louca por xxxHolic. Quer dizer, sou...



Mas, fuçando nos meus muitos sites, descobri por acaso Warau Kanoko-sama.
No começo eu continuei lendo só pra distrair, mas acabei sendo levada.
Acho que é mais por eu me encontrar no meio dele, ou em tudo, um pouco de mim, do que eu fui...
Eu sempre pensei, como poderia explicar de uma forma não tão dramática o porque de não ter muitas amigas de minha idade...
Aliás, de não te-las.
Foi trauma de uma vida inteira de más amizades?
Claro que eu tive amigas interessantes, mas elas nunca duraram grande tempo...
Eu me pergunto o porque...Se é apenas minha falta de interesse, ou o medo que eu tenho, inconsciente, claro. ou não.
Parar pra pensar sobre isso me leva ao fato de que eu teria que pensar sobre mim, avaliar o que eu sou, o que me faz ser...
Isso leva muito, muito tempo.
É entediante. É, acima de tudo, frustrante.
O ponto em que eu realmente fico com raiva é esse, quando eu tento me avaliar, ainda mais sobre esse assunto.
Sou feita de contradições, quantas vezes eu não disse isso?
É frustrante quando eu tenho uma parte, uma opnião definida, e então, eu penso, mas peraí, eu não sou assim, eu não penso assim.
Se eu fosse feita de otimismo, ou apenas de pessimismo, creio eu que seria mais fácil...
Se eu apenas pensasse, Ah, mas é por causa disso, e não ter que enfrentar uma outra dúvida se estou correta ou não mais pra frente.
Eu não gosto dessa indecisão. Eu não sei escolher, escolher me deixa nervsa, me deixa ansiosa demais.
Por exemplo, mesmo eu tendo tido várias experiencias ruins na arte da amizade, eu tive algumas boas, não tive?
Eu sei que dá pra contar nos dedos, mas contam, não contam?
Elas me fizeram ser quem eu sou, sejam boas ou não.
Claro que eu sofri bastante, e desde pequena, esse negócio de ijime, ou simplesmente bullyng...Será que esse foi um dos fatores que me fez insensível? eu me pergunto...
Das vezes em que eu tentei falar e ninguém acreditava em mim, pois eu mesma tecia as teias em que me enroscava, foi isso?
Das vezes em que eu não conseguia falar, e nem mesmo sabia o motivo?
Ou das vezes em que eu inventava histórias e mentiras, e acreditava piamente nelas?
Será das vezes em que as pessoas me olhavam de cima, me apelidavam, será que foi isso que me fez ficar assim?
Mas quando eu páro pra pensar...Desde pequena eu não tenho commom sense (fica mais bonito assim, sabe...) sobre as coisas...sobre nada, eu creio.
Seria ingenuidade? Ou simplesmente eu nunca estive com os dois pés no chão?
Ou era apenas lerda, como me falavam?
Não ser tão atingida pelos comentários, a não ser quando me dizem que é ruim, ou chorar por algo simples e não me incomodar por algo maior?
O que será?
Eu falo que a época em que me tranquei dentro de mim mesma foi sem motivo, foi algo que não foi causado, eu simplesmente comecei a chorar um dia e passei o resto do ano, e mais um ano inteiro desse jeito...
Mas, analisando bem, será que isso não se acumulou dentro de mim, e estourou um dia?
As ilusões em que me afundava, sempre me afundo, continuo assim, até hoje, quando tenho que enfrentar o mundo real...Será que não...
Será que eu apenas fujo, me trancando assim e não querendo viver no mundo, por medo? e não porque é assim que eu sou?
Minha cabeça dói, eu sinto meu peito esticado de raiva e confusão...como sempre. Por isso eu evito me enfrentar. '-'
Enfim, se eu for puxar tudo isso, é realmente frustrante, e não vai me levar a algo algum...
Eu apenas queria postar sobre esse mangá, que fincou uma faca e me fez confrontar os meus fantasmas.
Creio que sair falando sobre as memórias que eu tenho (que não são muitas, então se estão aqui, é porque elas são importantes, certo?) sobre tudo isso seria melodramático demais. não tenho vontade.

Enfim, outra coisa que eu queria deixar registrado é Sayonara, Zetsubou Sensei. (por Deus, eu tou virando uma Otaku ) '-'
Não tenho como falar disso, de uma certa forma me lembra Arakawa Bridge, mas ao contrário.
Os dois me fizeram contemplar por dentro.
Mas Zetsubou sensei é simplesmente um baú de coisas que eu tenho por dentro.
Algo que me toca sinceramente e me deixa com um ar de agrado dentro do peito é como ele sempre tenta se matar mas não quer se matar realmente. me faz pensar. *-* existem pessoas assim, muitas...o que fazer com pessoas como nós que simplesmente pensam realmente, aparece na mente e é apenas uma opção como qualquer outra, e não um meio de chamar atenção?
acho que quando alguem quer se matar (ao menos eu acho, opnião, opnião) ela não pensa em ninguém. é apenas sentimento, certo?
Eu gostaria de falar sobre cada capítulo, minha opnião, o que me fez pensar, me fez lembrar, me fez entender.
Queria, mas simplesmente não sei se será apreciado.
Também, me falta animo, eu queria, mas nem tanto assim. Falar seria melhor, não é?
As folhas irão cair, e eu não irei ve-las novamente.
Mas o ar me traz lembranças, da vida inteira, e de tudo.
Eu amo o outono.



Ahh, uma boa de Sayonara é a parte de quando a garota volta do exterior..
(spoiler) Como mostra, ela se divide, uma vez que no Japão ela não é aceita por ser estrangeira, e no estrangeiro ela não é aceita por ser japonesa.
Lembra muito uma cena (igualzinha) que passei quando tinha cinco, seis anos...
Não é nitido, mas me lembro de alguns garotos que gritavam que eu era de outro lugar, pra ir embora, que eu não era bem vinda, eu era diferente...Lembro até que me jogaram uma pedra, não sei se foi assim.
Mas eu tinha uma amiga, ela me defendeu...acho que foi depois disso que eu comecei a rebater os insultos...Ou foi depois que me falaram que meu pai não me amava por não estar comigo?
Whatever, simplesmente traduz o que um mestiço passa, não traduz?
Não todos, deve ter algo em mim ou em quem passa por isso que conduz essa reação (ou não)...
Não ser aceito em lugar algum, que lugar é minha casa?
É por isso que eu simplesmente não me importo com o lugar onde vivo, me adapto a qualquer  lugar?
Digo que não volto pro Brasil por gostar do Japão, mas o que me prende é essa época, acima de tudo. Claro que eu tenho outras tres estações atrás, mas essa é a melhor...
Mas se eu tiver que morar em outro lugar, eu apenas irei acordar e me sentirei como se estivesse a vida inteira ali.
Será que todos se sentem assim?
Não apenas nesse ponto, mas em outras reações e emoções? Por que eu sinto dessa forma?

Uma amiga me disse que minha vida, contada, parece história.
Por isso não conto. Até mesmo para mim, contando, não parece ser real...
Aliás, o que separa o real e o imaginário?


estou esperando pela continuação de Heart no Kuni no Alice, um pouco (ou muito) idiota, mas eu gostei. Ah, e se tiver algo que posso aconselhar, é xxxHolic. '-'
Kobato meio que é fora do ar, mas está no meu #top1 atualmente.
Tentei ler Tsubasa, porque vi que as duas histórias (Holic) se misturam, e foram criadas para se completar, mas...me tira do sério, é muito pra minha cabeça. (não sou grande fã de magias, fantasias ou robôs, muito forçados. kobato é a minha linha limite)



-acho que eu penso e procuro significado demais em coisas que eu não deveria...certo?


18 de outubro de 2010

we work so hard do get accepted or fit in the social system and ,it's kinda funny because the system was made for the humans to socialize .So we didn't had to fit really. Cause it was already made for us

Como posso dizer...
As pessoas passam tempo demais se preocupando em agradar os outros, em ser aceito, em ser parte de uma sociedade idealizada.
Passam tempo demais se preocupando com regras que foram criadas e manipuladas por outras pessoas...
então, como posso dizer...
realmente entendo isso, creio mesmo que foram feitas para nós.
Pelo bem, ou por mal.
Mas qual o motivo de serem estipuladas, qual o motivo de termos que aceitar isso? Porque temos que nos adequar? Por que temos que obedecer?

Não sou uma anarquista, veja bem, apenas acredito que as pessoas passam tempo demais, perdem tempo demais tentando se ajustar às expectativas de outras pessoas, tentam demais, se esforçam para ser algo que a sociedade vai apreciar...
colocando assim, então somos nada mais que estátuas para ser apreciadas, entende?
Estudar, me formar, determinar meu lugar na sociedade apenas porque é o esperada, apenas porque as pessoas acham que eu tenho um potencial, um talento...
Se eu deixasse meu caminho ser determinado dessa forma, eu não seria simplesmente patética?
Creio que ninguém é melhor que ninguém, ou pior. Apenas, diferente.
Acredito que diferenças existem, e que as pessoas tem que respeitar isso.
Julgar, apontar, que perca de tempo...
Somos meros robôs, programados e determinados, nosso caminho já foi aberto e traçado.
A falta de vontade de se socializar não vem de um complexo narcisista ou egocentrico de se julgar mais, vem apenas do fato de que as diferenças já não me atraem.
Vem do fato de que as pessoas ao redor passam tanto tempo tentando ser algo dentro da sociedade que se esqueceram de ser algo dentro do mundo, da vida.
como poderia me interessar por pessoas que acham que nada no mundo vale a pena, que a vida é um caminho de uma rota já, que aliás, já está traçada?
como poderia?
claro que sei, que não é perca de tempo. todos tem algo a mais para ensinar, algo a mais pra aprender.
mas é deprimente conviver todos os dias durante anos, dentro de um circo de ilusões.
pessoas como nós simplesmente precisam de tempo pra drenar a sujeira e o conformismo da alma.
precisamos apenas de um silêncio irrequieto, uma voz por dentro.
não há necessidade de tanto esforço, tenho vontade de dizer.
quando estou fora, eu sorrio, eu converso, eu socializo, muito mais do que deveria, muito mais do que gostaria.
mas se já estou fora, eu gosto de observar, eu gosto de aprender.
as pessoas são as melhores apostilas, sabe?
mas é cansativo ver tanto esforço, ver tanto caos, tanta confusão em pouco espaço...meio que sobrecarrega a cuca...
acredito que se as pessoas pudessem apenas deixar de lado isso tudo, e tentassem apenas encontrar o caminho de dentro, então as coisas iriam automaticamente se ajustar.
porque é tão mais fácil ser quem se é realmente sem tentar se ajustar, sem tentar agradar o outro lado!
mas eu não consegui explicar realmente o que eu queria explicar, então, deixa pra lá...tem sido difícil de me entender, afinal...

16 de outubro de 2010

this puzzle i've been keeping......

Se ao menos minhas duas partes fossem um pouco parecidas...
Mas a única constante é que ocupam o mesmo corpo.
Então, isso me deixa confusa, sobre o que eu realmente sou.
Será que eu sou tão influenciável? Será que eu sou mesmo um espelho?
Isso significa que eu não tenho uma personalidade real, certo?
Então, ao mesmo tempo que eu realmente não acredito, eu desesperadamente quero acreditar...
Ao mesmo tempo que eu simplesmente não me importo, eu me importo demais. Ao mesmo tempo que eu não amo nada, eu amo a todos. Ao mesmo tempo que eu não estou, eu quero estar.
Isso me confunde, me arrasta.
Será que existe uma bondade, uma compreensão, alguém que é capaz de se doar?
Será que eu sou realmente assim?
Quando eu posso, quando eu quero, a maior parte do tempo eu quero ficar sozinha, não acreditar, não me importar. Eu realmente não me importo.
Mas assim que eu me vejo em um lugar onde não estou sozinha, sem sequeer ter controle, sem pensar, sem realmente me dar conta, eu sou outra.
De 8/80, eu simplesmente sou o meu completo oposto.
Me diga, qual sou eu?!
O que me faz ser?
Eu queria realmente me importar sabe, realmente sentir. Realmente ser capaz de ser alguém pra quem as pessoas vão voltar. Alguém capaz de ser.
Alguém.
Mas eu não sou, e realmente, eu não quero. Isso me deixa confusa.
Você sabe, você viu..minhas duas partes...
me diga então, o que eu realmente sou?
Porque, por mais que eu tente ser quem eu acredito que sou, trancada dentro de mim mesma, sem precisar de ninguém, por que então eu não controlo? Minha euforia me faz sentir um cachorrinho, filhote, empolgado pra fazer parte do universo de todos, rir com todos, me expressar, ser compreendido.
Antes de tudo acontecer, eu acho que eu meio que ainda me importava, eu sei quando eu mudei de vez. Eu sei as etapas.
Então porque eu....eu não consigo mais me expressar.
Mas o que eu sei, é que ao mesmo tempo em que eu realmente não acredito em nada, eu acredito em coisas que alguém como eu não deveria.
Eu não sou, eu não sei ser.
Mas será que as coisas que eu sei, as coisas que eu guardo em meu coração, que eu desesperadamente quero deixar fluir, será que essas coisas um dia irão apoiar alguém?
Será que as coisas que eu guardo em mim como tesouros, será que minhas palavras irão correr com a correnteza?
Será que não irá simplesmente secar, empoeirar, virar história distante e esquecida?
Será que eu vou ter as palavras e o conforto?
Então, eu admito que realmente, é dificil estar viva, ser alguém.
É mais fácil simplesmente não ser.
E que seja o que tiver que ser.

covarde.

12 de outubro de 2010

"i've seen a lot of lost people in my way,sometimes those people are so great in what they have done but ,once it's done, there's no place else to go ."


originalmente, partimos do nada e pro nada voltamos, eu acho.
não existe um propósito, existe apenas a crença em um determinado ponto. existe a fé.
existe caminhos traçados, ilusões feitas.
caminhamos sempre dentro do espaço limitado de um propósito, e acabamos por nos perder dentro de nossas expectativas.
ao mesmo tempo em que nos perdemos, por não te-las.
eu realmente não sei o que é pior, a falta ou o excesso.
caminhos traçados podem ser bons. podem dar um sentido à uma vida.
será que se eu tivesse um propósito de verdade, se eu me dedicasse...será que eu conseguiria?
eu sempre digo: vou me dedicar ao que eu gosto, vou tentar dar o meu melhor, mas então, vem o desanimo e minha realidade, mas será que isso não são apenas desculpas para desistir facilmente?
eu sei que as pessoas pensam assim, mas como eu posso vencer esses sentimentos?
é facil pensar o pior e dizer que as pessoas desistem por medo de lutar.
porque é a verdade.
mas ninguém sabe como é sentir esse medo, esse vazio, essa falta de algo que nunca virá, que nunca será esclarecido.
ninguém sabe o abismo que se abre, as ondas que me levam.
eu me sinto sozinha. do you remember, do you remember my name?

às vezes eu penso que a falta de propósito é a força que me arrasta pro abismo, e a força que me prende à vida. que me faz pensar.

então, eu me encontro em telas e páginas, entre acordes de novos universos.
eu me encontro em figuras, paisagens, na visão de outra pessoa.
eu me perco.
talvez por esse motivo eu tenha tanto medo do futuro, talvez por esse motivo eu não queira ver o que me aguarda. o desconhecido me dá medo.

como disse, estou assistindo Durarara, e creio (estou no segundo episodio, tá...) que esse anime mostra os caminhos dessa vida sem propósito, com um propósito.
antigamente eu acreditava que suicídio era um ato egoísta, mas com sentido, para a pessoa que o comete.
a tristeza vem pra quem fica, por um tempo talvez.
então, todos irão seguir seus caminhos, lembrando de vez em quando, quem sabe, mas ainda assim, seguindo a corrente.
mas não é um ato de egoísmo querer que uma pessoa continue viva, sem realmente querer viver?
ver seus sonhos caídos, seus sentimentos vazios, ter que encarar a crueldade de seus próprios olhos num espelho sujo?
claro que existem motivos idiotas para se matar, mas hei, quem é que sabe o porque?
a dor assume diferentes proporções para cada pessoa.

esse mundo não é tão cruel.

é uma das coisas que eu sei. culpar o mundo também não me apetece, tem coisas muito interessantes para se ver.
quando o mundo deixa de ser atraente, com certeza o problema está dentro.
o mundo nunca deixaria de ser algo luminoso e curioso, mas a vida sim.
o vazio e a escuridão, sim.


eu sinto falta das conversas.
ainda bem que as vozes dentro de mim não se calam nunca.
existe tapa ouvidos para o coração?







"I don't wanna feel no more
It's easier to keep falling
Imitations are pale
The emptiness of tomorrows
Haunted by your ghost

Lay down black gives way to blue
Lay down I remember you

Fading out by design
Consciously avoiding changes
Curtains drawn now it's done
Silencing all tomorrows
Forcing a good day

Lay down black gives way to blue
Lay down I'll remember you..."

-alice in chains.




me prometa nunca calar minha voz. se ela ainda ecoa.
me prometa nunca calar suas palavras. elas ainda ecoam.

em mim.

3 de outubro de 2010

acho que o excesso de opções nos deixa sem escolhas.
ficamos tão perdidos e apavorados de tomar uma decisão precipitada, uma escolha errada, que acabamos por nos decidir por nada.
ou talvez seja apenas eu.
será que eu deveria tentar mais, será que eu deveria seguir outro caminho?
não importa de que lado eu olhe, tudo me parece...insosso.
descobri uma nova banda, Trading Yesterday...
aliás, já conhecia, mas nunca tinha dado muito crédito, embora tenha gostado de uma ou duas músicas, não baixei o álbum...no entanto, não consigo parar de ouvir.
acho que lembra um pouco de lifehouse, com algo mais, e outras bandas que..deixa pra lá.
eu sou uma decepção pra mim mesma. eu acho.
quando páro pra pensar, então eu sinto muito por mim mesma, mas na maior parte do tempo eu estou tão fora do ar, que nem penso, nem sinto.
eu acho que, antes, eu ainda esperava algo de mim...
mas isso foi há muito, muito tempo.
eu me sinto velha, na alma. me sinto usada, passada, me sinto empoeirada.
como se minha alma nunca fosse arejada, e não vou me perguntar desde quando eu me sinto assim, eu sei bem desde quando.
foi uma descida reta, um caminho único.
mas esse caminho é só de ida, não há como voltar.
quanto pessimismo...
o tempo passa rápido demais, e leva consigo os sopros da vida.
tranca janelas e corações.
por quanto tempo meu castelo irá durar?
talvez a fonte da preocupação seja essa, por quanto tempo terei essa paz estagnada, essa segurança, esse conforto?
e se algum dia isso for...irei sobreviver?
se me tirarem de mim...será que o mundo irá me receber, ignorante como sou de suas leis, de braços abertos?
não...
as pessoas tem que estar armadas e preparadas pra serem soltas no mundo..
nasci na época errada..talvez eu teria sido uma boa hippie.

30 de setembro de 2010

eu sei que sempre terei recaidas. minha natureza manda.
eu sei que sempre irei desistir, seja la do que for, eu sei que nem sempre irei seguir firme meu caminho.
eu sempre irei querer me esconder, irei me cansar de tudo e de todos, eu sei que da mesma forma que minha natureza e credula e otimista, ela e cinica e pessimista.
eu sei que sou uma mistura de contradicoes, e sei que cada passo que eu der, eu irei me cansar cada vez mais.
mas sei que apesar de tudo, eu irei sempre tentar.
nao por vontade propria, mas quando estiver onde tenho que estar, irei sorrir e ser legal, irei amparar a queda de pessoas, defender quem eu realmente me importo, irei me defender, com unhas e dentes, meus pontos de vista.
eu sei.
eu sei que, apenas de cansada e dolorida, eu irei ouvir, irei me revoltar, irei chorar.
pra depois me perguntar porque, se nem sequer me importa.
eu sei que estarei cada vez mais distante, eu sei que ira demorar pra eu ter as respostas, e muito mais pra formular as perguntas...
mas nao sei quando isso ira parar.
essa confusao, esse sentimento.
mas jurei que sempre que me levantar e astear a bandeira branca em meu mundo, irei ouvir a musica que sempre ouco e so agora me dei conta.

"I'm coming round to open the blinds
You can't hide here any longer
My God, you need to rinse those puffy eyes
You can't last here any longer
And yes they'll ask you where you've been
And you'll have to tell them again and again
And you probably don't wanna hear
"Tomorrow's another day"
But I promise you you'll see the sun again
And you're asking me why pain's the only way to happiness
And I promise you you'll see the sun again.."
-dido.

28 de setembro de 2010

caminhos de ida. passos solitários.

"why the most important figures in History ,the same ones that the thoughtful teachings are vividly discouraged by a handful of religions,
are always the ones clearly alone by definition .
well , today i know they were never alone .
but in our routine daily lives , where are the ones we share our passion for the music and art at all the aspects?
books and photographs ,our lonely walks in display galleries and lonely walks in the evening until the night comes
shine on our dreamy thoughtful minds ."


acredito que temos que dar nossos passos sozinhos, devagar e sempre.
não sei bem o que estávamos discutindo, um dia desses, acerca de estender a mão, contar com ajuda, algo assim.
eu dei minha opnião, que foi prontamente rejeitada, claro.
mas sigo firme.
de que adianta, cada vez que cairmos, esperarmos que tenha alguém por perto pra nos consolar, alguém por perto pra nos estender a mão e nos ajudar a levantar?
somos capazes de fazer isso por nossa própria conta.
mas somos dependentes de apoio, de palavras, de calor.
mas eu ainda acredito que quanto menos dependermos das pessoas, quanto menos esperarmos, mais estaremos seguros.
não que sejamos ilhas isoladas, longe disso.
as pessoas fazem parte de quem somos, nos ajudam a construir nosso caminho.
apenas acho que no que diz respeito a nós, e apenas nós, temos que ter em mente que somos indivíduos, individuais.
somos um, e sempre seremos.
ninguém pode trilhar meu caminho, ninguém pode entrar em minha mente e compreender, de forma correta, minhas paixões.
ninguém será capaz de sentir, de aprender por mim.
ninguém será capaz de me sustentar, de estender minhas asas.
acredito que não sabemos de pessoas ao redor de grandes gênios por esse motivo.
pode ser que as pessoas tenham ajudado-os (tá certo?) a se firmarem, a construirem o que foram.
mas não foram capazes de elaborar as palavras, de colocá-las na vida real.
estamos cercados, mas somos isolados, da mesma forma.
ninguém pensou por eles, embora pudessem ter feito pensar.
o caminho da sabedoria é solitário e movimentado.
estaremos cercados, mas por isso mesmo, estaremos solitários.
eu vejo furos em meu pensamento, e vejo que não é assim que eu deveria colocar as idéias, mas as palavras vem em correntes, não consigo ordená-las.
mas apenas penso isso...de que adianta, de quem será o mérito, se a cada tombo, eu tiver que me apoiar em algo?
uma vez, ou outra, sim, mas se eu me acostumar, nunca serei capaz de me sustentar em minhas proprias pernas.
nunca serei capaz de ler minhas próprias palavras.
nunca serei capaz de ordenar meus pensamentos, meus sentimentos, minha história.
cada pessoa passa pela vida, e observa o que tem que ser observado.
aprende, se tiver que aprender e estiver apto a isso.
e apesar de termos pessoas queridas ao redor, nunca estaremos acompanhados nesse sentido, pois somos os unicos responsaveis pelos  nossos gostos;
eu posso gostar da mesma coisa que você, mas sempre verei de forma diferente.
e embora concorde e discorde, ainda assim, será a minha forma.
estamos sozinhos num mundo lotado de pessoas que querem se agrupar.
eu prefiro a solidão.
posso conversar com pessoas com gostos semelhantes, posso debater matérias e pontos em comum, posso me empolgar ao encontrar uma pessoa com quem partilhar meus pensamentos. mas com algumas excessões, isso não importa.
de palavras partilhadas, o mundo está cheio, assim como palavras vazias.
palavras que viram lixo, que viram um...nada.
eu prefiro a minha visão difusa.
eu escolhi não confiar em qualquer pessoa, assim, ao menos eu caio menos.
eu acho.

26 de setembro de 2010

pra variar, me cansei de uma das minhas rotas de fuga, recorri à outra.
animes, me afundo no vicío, tanto quanto leitura. enfim...
sei como as palavras nos ajudam, nos deixam mais pra cima, mais pra baixo, ou simplesmente passam por nós...palavras vazias...
mas sinto que as palavras não tem feito muito por mim, hoje, ou esses dias, como sons, imagens, sentimentos.
eu ignoro as palavras, deixo os sentimentos virem, me alieno de tudo. apenas sinto.
a chuva parece carregar algo de mim, vejo cair, sinto seu cheiro...
eu vejo...eu lembro...
tão nitidamente...!
estamos no final de setembro..como o tempo corre rápido...
leva sons, imagens, cores, sentimentos..leva as pessoas...
e deixa buracos, vazios, palavras e...sentimentos.
como uma música que origna outra, até formar trilhas sonoras, que nunca serão devidamente partilhadas, mas que são sagradas, guardadas como tesouros.
nada nunca será perdido.
palavras, sentimentos, irei acumulá-los. irei juntar em pilhas, e nunca deixarei a poeira tomar conta.
e então, um dia, irei entregá-los.


"...There’s so much said in empty words..."

24 de setembro de 2010

agora que a raiva passou, fica um pouco complicado esclarecer, pra mim mesma, meus sentimentos.
percebi que mesmo que eu tenha um dia cheio de emoções conflitantes, e todos os motivos para sentir, eu quase não sinto.
a anestesia veio pra ficar.
engraçado, chorar, rir, gritar, e não sentir.
estado de choque?
sempre tento me analisar friamente, e geralmente consigo.
mas enquanto me perguntava, porque estava chorando, não conseguia parar.
ah, a vida é confusa demais, difícil demais, e lutar cansa.
eu queria tanto poder me jogar de cara na vida, viver o máximo, correr atrás de meus sonhos, mas sempre que começo a pensar assim, vem algo que me obriga a ir por esse caminho, então eu me assusto e desisto novamente.
me escondo, me enterro viva. o que posso fazer se nada me tira de dentro de mim?
claro que ninguém nunca disse que seria fácil, nunca é.
não espero caminhos abertos, dias de sol e noites enluaradas.
mas ainda assim, é desanimador.
vivo um dia de cada vez, como se não houvesse amanhça, sim, mas não por esperança, mas pelo contrário.
quem sou, o que sou, o que me faz ser...é tão fácil me analisar, ver o circulo vicioso, ouvir os conselhor, e deixar tudo de lado pra me jogar no mesmo corredor em circulos.
parto de um ponto pra cair em outro, igual.

agora posso me ver, vejo quão perdida estou, vejo a saída, mas por Deus, tenho que andar muito e lutar, lutar demais, lutar cansa...
Ficar parada e me entregar é tão mais fácil, e tão idiotamente...ridículo.
Porque temos sempre que nos adequar, nos encaixar em moldes, ser algo ´pré-determinado? por que, pra que?

17 de setembro de 2010

ilusões pt1.

É estranho como, quando é pra eu escrever, vem em avalanches de idéias e palavras...
Tópicos que me surgem do nada, vindos das profundezas e são reforçados por palavras de outros dedos...
Encontrei um blog super interessante, considerando todos os pontos...
Eu estive pensando em como nós estamos em constante busca por sentimentos, por auto-afirmação...Por algo que nos aqueça e nos faça sentir vivos..
Minhas idéias andam confusas e as palavras me fogem, mas irei tentar colocar no espaço em branco tudo o que puder...
Encaro o mundo e a sociedade como um circo: sempre um novo e repetitivo espetáculo, mesmo palco para as mesmas emoções, as mesmas tragédias cômicas, as mesmas baboseiras...
Somos pessoas frias, sem nada escrito, limpas de certa forma...
E precisamos escrever nossa história.
Buscamos algo para nos entreter, algo divertido e que faça o sangue correr mais forte...e então, pela nossa própria natureza complicada e inconstante, logo nos enjoamos desse novo jogo e queremos algo novo, algo ainda mais forte.
E ainda temos a coragem de criticar os viciados...
Os vicios fazem parte de cada indivíduo...
Somos todos viciados, a nossa própria maneira, e a nosso próprio gosto.
E como todo bom viciado, procuramos novas sensações, novas drogas...novas formas de alimentar o vicio.
Nos entregamos e depois nos sentimos sujos. E com isso, vem a sensação de desprezo próprio e ah, que saco, não sei oq ue escrever...
enfim, eu ando tão perplexa, tão...descrente em tudo e em todos, e tão de saco cheio de tudo, que nada me anima, pra nada.
Tanta falsidade e hipocrisia, tantas deformações mentais, e tantas palavras vazias, e tudo o que me cerca, é tanto, tanto...


" Any sensible woman concerned about not suffer says:
" You use me , stay away from me ",
and so to avoid pain, avoid too pleased.
I do not, if you want to use me, while I'm up for,
use and abuse and
you know what :
thank you for the preference. "



afinal, não é disso que o mundo se trata?
uma constante forma de uso, abuso, de trocas?
então, pra que toda a indignação, como se fossem seres puros?
nesse blog, o que me chamou a atenção foi a forma de descrever os sentimentos, os pensamentos, palavras significativas, opulentas, suculentas..
o ser humano precisa de ilusões para se manter vivo, ainda mais que do alimento, água ou mesmo ar.
respiramos e transpiramos ilusões.
a monotomia dos sentimentos nos cansam (ou seria apenas a mim, algumas vezes sim e não?)..
Enfim...que seja.

não somos nada, nunca seremos nada.
apenas gostamos de pensar que somos.

12 de setembro de 2010

Ah, eu sou uma tola sentimental...
boba mesma. E extremamente crédula em coisas em que eu me esforço para ser uma incrédula.
Mas minha vida me contradiz, como não ser romantica quando ela atira na minha cara coisas tão boas e bonitas?
Posso reclamar de muitas coisas, mas não entendo quem tenta me dizer que sou nova demais e a rotina vai me atingir.
Que todo amor esmorece. Não...
Sou uma boboca romântica e acredito no meu próprio poder de controlar ao menos o meu mundo..meus sentimentos...
sou tão contraditoria!
mas amar é uma maravilha, e é tão estressante, irritante e odioso que nunca poderia ser algo para se acostumar.
Quando se acostuma, então não é amor.
É ilusão.

11 de setembro de 2010

quero avalanches de emoções, ser afundada nas águas do meu mar.
quero me perder, me entregar à correnteza, me deixar levar.
é tão estúpido estar presa aos meus próprios ideais...