~Palavras Cotidianas.

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"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."

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''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''


Friedrich Nietzsche






Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

- José Saramago.


no surprises...

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26 de fevereiro de 2013

tempo, tempo...

Estive debatendo sobre pontos de vista...
Sempre tive a opniao de que cada pessoa e unica, e que todos temos direitos a decisoes.
Independente do motivo, cada pessoa tem direito de viver, escolher, fazer o que quiser, nao invadindo o espaco de outra pessoa, nao tentando alienar a opniao do proximo..
Acabei descobrindo, a cada frase que saia de minha boca, que em algum ponto do caminho eu acabei perdendo muito ou todo o meu respeito, e o meu racicinio logico...
O que antes eu via como maleavel, acabei deixando emocoes e preconceitos tomarem lugar ao ponto da arrogancia.
Sem evidencias, sem fatos concretos, com argumentos insolitos, minhas opnioes foram derrubadas como um castelo de cartas.
O que me irritou, na verdade, nao foi a queda dos meu argumentos, pois eu sabia como eram falsos ou mesmo preconceituosos, ate mesmo egoistas, mas o fato de eu ter deixado, em algum ponto, a arrogancia me dominar, ao ponto de eu esquecer meus principios basicos.
A que ponto a amargura, ou minha decepcao com as pessoas influenciam quem sou agora?
A que ponto minha arrogancia e confianca, ou mesmo pode-se dizer, superioridade, mudaram meus pensamentos?

Uma parte minha discute a cada palavra, e a outra entende e aceita.
Tento formar novos conceitos, novas opnioes a cada descoberta, mas a que ponto eu deixei de aceitar o que vem de novo?
Tento acreditar que ainda sou uma pessoa aberta, mas agora me pergunto...
Na hora em que ouco algo que acredito vir de uma pessoa racional, com argumentos fortes, eu respeito e absorvo. Discuto meus pontos, somente para saber onde esta meu erro.
Mas e na hora que escuto algo de alguem que julgo nao ter valor nenhum para mim?
Nao nesse conceito de que sou superior a todos, mas antigamente costumava acreditar que tudo e todos tinham algo a me ensinar, e que poderia aprender com qualquer um.
Ainda acredito sim, de verdade e firme, que qualquer e toda situacao e conceito pode me ensinar algo...
Mas e quanto as pessoas que eu nao gosto, por motivos pessoais?
Depois de um tempo, eu analiso e absorvo o que tem de real, o que eu entendo, e chego a aceitar quase que por completamente..
Mas na hora, como estou reagindo?

O tempo muda as pessoas, mas quando comecamos a perder em nossas proprias opnioes, algo esta errado.
Ou estamos evoluindo, ou estamos regredindo.
Me sinto um pouco ofendida, por mim mesma, em meu orgulho, por estar sendo tao futil ultimamente.
Estou um pouco ultrajada por alguns pensamentos incoerentes e deprovidos de logica que estou formulando.
Me sinto perdida, de certa forma, ouvindo sair de minha pessoa algo que nao deveria estar dentro de meu cerebro, uma vez que era de opniao totalmente diferente.
Enfim.
O tempo muda, tudo e todos, mas no fim, talvez nao mude nada.

30 de setembro de 2010

eu sei que sempre terei recaidas. minha natureza manda.
eu sei que sempre irei desistir, seja la do que for, eu sei que nem sempre irei seguir firme meu caminho.
eu sempre irei querer me esconder, irei me cansar de tudo e de todos, eu sei que da mesma forma que minha natureza e credula e otimista, ela e cinica e pessimista.
eu sei que sou uma mistura de contradicoes, e sei que cada passo que eu der, eu irei me cansar cada vez mais.
mas sei que apesar de tudo, eu irei sempre tentar.
nao por vontade propria, mas quando estiver onde tenho que estar, irei sorrir e ser legal, irei amparar a queda de pessoas, defender quem eu realmente me importo, irei me defender, com unhas e dentes, meus pontos de vista.
eu sei.
eu sei que, apenas de cansada e dolorida, eu irei ouvir, irei me revoltar, irei chorar.
pra depois me perguntar porque, se nem sequer me importa.
eu sei que estarei cada vez mais distante, eu sei que ira demorar pra eu ter as respostas, e muito mais pra formular as perguntas...
mas nao sei quando isso ira parar.
essa confusao, esse sentimento.
mas jurei que sempre que me levantar e astear a bandeira branca em meu mundo, irei ouvir a musica que sempre ouco e so agora me dei conta.

"I'm coming round to open the blinds
You can't hide here any longer
My God, you need to rinse those puffy eyes
You can't last here any longer
And yes they'll ask you where you've been
And you'll have to tell them again and again
And you probably don't wanna hear
"Tomorrow's another day"
But I promise you you'll see the sun again
And you're asking me why pain's the only way to happiness
And I promise you you'll see the sun again.."
-dido.

19 de agosto de 2010

giro ao redor do mesmo ponto, aperto a mesma tecla, mas parece que minha alma não se cansa de repetir as mesmas palavras.
ouço vozes e discuto com as duas partes em meu cérebro que me controlam.
não sei quem sou e quero saber, mas tenho medo e me escondo.
quero fugir, quero gritar, quero girar, rodopiar até ficar zonza demais e vomitar. coisa que faço demais.
quero sumir, quero não ser, mas quero estar.
qual dos meus papéis é mais importante?
qual sou eu? por quê?
interpreto demais, e acabei perdendo a personalidade.

17 de agosto de 2010

apenas mais um dia...que seja.

às vezes me parece que eu simplesmente, não me sou, não me tenho.
estou tão completamente dividida, multiplicada, que não posso ser considerada como um todo, senão como múltiplos momentos.
Posso ser considerada por músicas, sensações, humores, cheiros, sons e cores, sabores.
Posse ser considerada pelas tardes, ou por nada mais, posso não ser constantemente.
Me parece que não sou, ao mesmo tempo que sou, e simplesmente, não estou.
Não me tenho. Nunca sei se estou completamente num lugar.
E quando tudo passa, parece um sonho, uma memória, uma imaginação.
Parece ilusão.
Não me parece que eu tenha vivido os momentos, as falas me parecem precárias e tudo fica um tanto quanto enevoado.
Como brumas. Como um amanhecer, num outono.
Não estou me perguntando quem sou, o que sou nem nada do tipo.
Não é época.
Estou apenas..perdida.
Confusa.
Não me sinto, estou ausente, entorpecida e distante.
Parece que um universo me cerca. Mas parece, muito mais, que sou um buraco negro.
Não há nada. Simplesmente, nada.
O que acho que quero dizer é que estou vendo minha própria vida como uma espécie de esspectadora. nada além das telas. e estou acordada apenas nas partes ligeiramente interessantes.
Ainda assim, não são capazes de manter o meu foco.

Segunda volto a trabalhar na sony.
Até janeiro, suponho, e pararei novamente, pra cuidar da saúde.
Espero que, até lá, não se tenha desenvolvido.
A verdade é que, bem, não me importo.
Não realmente.
E isso que me preocupa, mais que tudo, no que sou.
Eu não me importo, com nada.
Aliás, sim, me importo, mas com poucas coisas.
E nunca a longo prazo. Como se minhas memórias e minhas aspirações se embaralhassem, como se durassem apenas instantes e apagassem.
Sumissem.
E aparecessem depois, misturadas, ainda mais confusas.
Como observações num cano da página.
Nem ao menos gostaria de estar em outros sapatos, estou cômoda onde estou.
Imagino que mesmo que fosse diferente, não poderia estar mais cômoda sendo imcômoda.
Sendo nada. Sendo tudo.
Isso tudo me aborrece.
Seria capaz de morrer de aborrecimento?

28 de julho de 2010

somehow i'm neither here nor there...

"Runaway train never going back
Wrong way on a one way track
Seems like I should be getting somewhere
Somehow I'm neither here nor there

Bought a ticket for a runaway train
Like a madman laughin' at the rain
Little out of touch, little insane
Just easier than dealing with the pain..."


-Soul Asylum.



pode ser fácil fugir, e acredito que seria mais fácil eu sentir a dor novamente, as feridas, seria mais fácil lidar com o sofrimento intencional...será que minha parte destrutiva está reclamando?
sofrer é mais fácil, mais adaptável que essa alegria, felicidade, que esse torpor constante e satisfeito...que essa vida perfeita...
sou idiota demais por criticar o que tantas pessoas querem, sonham, imploram...
Mas...como explicar...sinto uma certa insatisfação por ser feliz...por ter tudo...
quero minha solidão...não esse tédio...essa alegria estagnada...
não sei mais o que quero, queria apenas não me sentir assim, ou melhor, não me sentir, ah nem sei...
falta algo...
talvez seja apenas minha auto-destruição, a completa falta de estima e pra ajudar, a minha parte irracional, me mostrando que alguém como eu, não merece tanto assim..

27 de julho de 2010

sinto vergonha de mim mesma.
e me pergunto, o que eu sou afinal...
qual de mim é a verdadeira, aqui ou fora daqui?

23 de junho de 2010

A Via Láctea - Legião Urbana

"...Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça...
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim..."


22 de junho de 2010

Sobre vícios e limites.

É como um vício.
Sim, eu sei bem que pessoas que se entregam a vícios são estupidamente fracas.
Mas qual ser humano não é estupido, e muito mais, fraco?
Além de tudo, isso nasceu comigo, creio que por muito tempo, além do que eu gostaria, isso ira me acompanhar.
Pra muitos que me vêem, é como um trem que sabe que a linha tem um final, mas se recusa a parar.
Sou auto-destrutiva.
Sim,mais uma vez, quem não é?
Mas eu me sinto mal por isso.
Tenho uma grande amiga, fake, como tudo na minha vida, que me perguntou se eu sei que uma coisa não tá certa, porque eu não tento fazer de uma forma mais saudável e correta...
Porque eu quero lutar.
Eu odeio expectativas, ainda mais quando giram em torno de mim.
Odeio pressão, odeio ter que fazer o que esperam que eu faça. Odeio ter que me importar com algo apenas porque o correto seria eu me importar.
Não me pergunte o porque. Eu odeio. Nao sei, apenas não suporto essa pressão.
Eu naão vivo pra ocupar a vida e a boca de outras pessoas.
Creio que, pra certas situações, os fins justificam os meios. Não pra tudo, claro.
Eu necessito de vicios. Eu sou assim.
Pra que me justificar?
Eu não me sinto bem por ser quem sou, e Deus sabe o quanto eu luto contra tudo isso.
Afinal, muitas pessoas tem que lutar com coisas mais dignas, como comida para os filhos, ou dinheiro para pagar contas do hospital.
Ou ainda, em não morrer de fome e frio, ou calor, em um lugar cuja expectativa de sobrevivência é praticamente nula.
Eu me sinto culpada por ser tão egoísta,mas sou.
E cada vez mais eu aumento isso.
Eu poderia me deixar arrastar pela depressão cada vez que tenho uma crise. Poderia me deixar levar pelo pânico, cada vez que ele me invade.
Mas então, eu seria apenas uma garota mimada que inventa doenças para chamar a atenção.
E eu não quero atenção.
O que quero dizer, é que eu confesso para quem se impora comigo quão ruim eu estou.
Vamos ser mais claros, eu confesso para quem toma conta de mim.
Mas então, tudo não passa de frescurite, tudo isso é uma coisa normal que todo mundo tem.
E depois, me perguntam porque eu odeio modinha.
Quem não tem, quem acha que tem, quem acha que é frescurite, não sabe como é...
E daí se existem pessoas lutando contra fantasmas piores que os meus?
E daí que existem pessoas que passaram por coisas infinitamente piores que as minhas?
São minhas lutas, e sou eu quem devo suportá-las, mais ninguém.
Mas então, eu precisaria apenas de um pouco de compreensão, não sou fácil de lidar.
E, putamerda, é horrivel.
O modo como eu me sinto, o modo como isso me domina, e eu simplesmente não posso fazer nada além de amaldiçoar, sabendo que eu não faço isso por contade própria. Não sou masoquista.
Eu sei o que se passa, é a mesma situação de alguém que foi picado por uma cobra, sabe qual cobra que é, sabe que tem que fazer algo, mas é impotente. Porque sabe que o veneno está se espalhando, no meu caso, lentamente, até chegar ao coração e se espalhar completamente, e morrer.
Mas eu não vou morrer, eu vou lutar. Eu tenho lutado por um bom tempo, pra evitar as crises, as situações embaraçosas que vem com elas. Eu luto.
Mas isso acaba comigo.
Eu gostaria de não ter que lutar, poder me entregar e passar os dias sentindo esse leve desespero tomar conta de tudo.
Será que se algum dia eu me entregar....
Enfim...
Mas o que me preocupa mesmo é o vazio.
O meu vazio. Que eu tanto amo, meu espaço, meu verdadeiro lugar.
Não sentir, não pensar, não preocupar com nada, nada mesmo.
Apenas o nada.
Eu amo isso, mas isso vicia. E está me levando lentamente.
Como explicar...? Pra não sucumbir às lutas, eu me afasto de tudo. Me abandono.
Mas quanto mais eu me fecho, mais eu sei que isso está errado.
Eu sempre vivi em um mundo só meu, onde quase ninguém entra.
E quando entra, ocupa quartos afastados do nucleo.
Me disseram que sou como um espelho, já mencionei.
Adotei essa metafora. Mas mesmo assim, conto nos dedos de uma mão quantas pessoas me possuem.
E em um dedo a unica capaz de me atingir.
Eu não me permito afundar no poço apenas para descobrir qual é a profundidade.
Eu consegui sair uma vez, mas como um espelho partido, eu tenho marcas, e nunca irei refletir como antes. Acho que na verdade, eu nunca refleti corretamente, por tudo o que me lembro.
Uma parte está trancada, e não sei nada mais que borrões de minha propria vida...
Eu não quero ser enterrada viva pela minha incapacidade de encarar o problema. É claro que eu luto, mas vivo fugindo.
Luto apenas pra não deixá-lo sair, escapar.
Mas fujo pra não afundar.
Essa mesma amiga me pergutou se, quando eu souber que não vou bem, eu saberei parar. Se eu saberei pedir ajuda.
Eu falei que sim.
Mas será que eu iria querer parar?
Será que o vazio e a solidão não me terão completamente, de forma que eu decididamente prefira ir até o fundo?
Eu tenho duas partes em mim, a racional e a irracional.
Eu sei distinguir cada problema, mas é como se eu fosse um prédio de uma corporação.
O irracional tem 51% das ações.
Então, por mais que eu saiba o que é errado, nunca consigo me controlar o suficiente para parar, para conseguir me ajudar, para evitar situações estranhas. culpe o tdah. culpe quem eu sou.
Eu não posso.
E se eu realmente não quiser mais parar?
O que eu farei então?
Eu li várias vezes que a ignorância é uma benção.
E eu acredito ser assim. Pensar cansa. E mata.

Uma observação?
Ninguém tem limites. De nada, de ninguém.
Não existem limites. Existem apenas o controle.
Ou a falta dele.

5 de junho de 2010

Às vezes, tanta felicidade me assusta..
Quero dizer, estou tão bem, vazia agora, e quando ele volta, é como se tudo tivesse uma outra dimensão, como se eu fosse outra pessoa, que na realidade eu sei que sou..
Isso me confunde e me dá medo, mas...
Estou piorando e nem sei o que fazer...
Vou e perco, fico e me perco...
Acho que irei ficar, estou perdida há tanto tempo, não irá fazer diferença, se for literal..fará?

2 de junho de 2010

Um brinde a nós, humanos idiotas e limitados!

Sabe, uma das coisas que mais me irrita no mundo de hoje é como temos o dom de sermos idotas arrogantes.
Sempre ouço algo como, Ah, fulano de tal é bipolar, Ah, eu sou hiperativo, Ah acho que EU sou bipolar, Ah eu tenho depressão.
Como se todos fossemos doentes em algo assim, algo que pudesse justificar nossas explosões, nosso egoísmo, nossa idiotice.
Como se o fato de ter uma doença que explique a mudança de temperamento repentinamente fosse a justificativa para uma pessoa egoísta e mimada, que acha que pode tratar os outros como bem quiser e falar que é bipolar.
E pra ser sincera, nem emmédicos podemos confiar, afinal, você está pagando a eles, dê a eles o que eles querem, que eles darão a você o que você quer.
Um diagnóstico com uma doença/justificativa pra não ter que mudar, passe livre pra ser mais idiota que o normal, uma coisa que as pessoas (idiotas) ostentam como se fosse um troféu, com um orgulho idiota.
Ouvi uma grande amiga (a segunda alias), comentar que acha ser bipolar, porque assistiu algo, e SE ENCAIXOU direitinho naquela descrição.
Então, além de ter TDAH diagnosticado, com tendencia pra ansiedade e depressão, sou bipolar, borderline, psicopata e ligeiramente misantropo.
Incrivel, sou uma medica maravilhosa, apenas com a ajuda da internet, e calro, da Wiki!
A cada dia mais e mais eu desacredito da humanidade, não que eu alimentasse grandes expectativas em relação à mesma.
O pior de tudo, é que quando se tem, não quer ter.
Ouço tanta gente comentando essas barbaridades, que me angustia ainda mais, e eu me pergunto: quantas dessas pessoas já entraram em crises, já passaram momentos, horas de agonia, horas de choro compulsivo, horas de euforia, horas de mudanças idiotas de humor, anos de convivio com a dor e a raiva, com a indiferença e a ilusão?!
Quantas dessas pessoas viram seus familiares receosos de deixa-los sozinhos em um aposento, com os amigos a olharem como se fossem loucos?!
Quantas tiveram que passar por batalhões de médicos, e exames, e sermões, e críticas?!
Quantos idiotas que se determinam doentes já tentaram se matar mais de três vezes, lutam diariamente com a ideia da morte, se cortam pra não sentir a dor interna, pra ter um alivio, como se ao abrir talhos na própria carne aliviasse a pressão dos sentimentos?!
QUANTOS, EU ME PERGUNTO!
Juro, isso me tira do sério.
Minha amiga sempre fala como se fosse uma coisa horrivel, mas com aquela aura de satisfação de quem quer ser o centro das atenções, ao dizer-se doente, com algum disturbio.
Eu luto contra isso.
Tento mudar, tento dizer a mim mesma diariamente como é bom estar aqui, como posso ser melhor, mas só encontro o vazio, e o desespero.
Com o vazio eu posso lutar, eu gosto dele, mas com o desespero...
E eu nem sei porque eu sinto assim!
E o medo então...
Tem sido difícil, pra mim, sair de casa.
Me sinto gorda, inputil, feia.
E não apenas isso...
Sinto raiva, como um cachorrinho que expulsam de dentro da toca.
Sinto vontade de chorar, como uma criança desconsolada.
Eu quero mais, mas nçao quero nada!
Eu quero ser, ter, viver, mas quero morrer mais que tudo.
E odio, tanto odio, como se nada fosse mudar, como se fosse tudo feito de desgraças.
E eu soumais verdadeira escrevendo do que falando.
Menos floreios, mais honestidade.
Por isso, amo as palavras, elas completam algumas lacunas, estantes vazias em minha mente.
Mas são apenas algumas.
O que eu faço com as outras, que nunca serão completadas?



"But I'm on the outside
I'm looking in
I can see through you
See your true colors
Cause inside you're ugly
You're ugly like me
I can see through you
See to the real you

All the times that I've cried
All this wasted, it's all inside
And I feel, all this pain
Stuffed it down, it's back again
And I lie, here in bed
All alone, I can't mend
But I feel, tomorrow will be ok..."

Staind - Outside.







Love was supposed to save me...





obs. acabei de reler, e, por mais idiota que tenha ficado, não vou apagar nada.
sou tão estúpida quanto qualquer um. ficou infantil, até mesmo pra mim!

30 de abril de 2009

Apenas mais uma confusão, nada demais.

Eu não sei, realmente, de onde surgem as neuroses.
Ou talvez eu saiba. Talvez não.
Ah, mas quer saber?
Nem eu...
Que seja então, eu e meus fantasmas, eu e meus medos, eu e minhas neuras.
Que seja.

Na realidade, nem sei se me importo, ou se tenho medo de descobrir o que eu já pensava ser.
Meu inconstante, meu constante, minhas regras e quebradas, eu me odeio e poucas vezes me amo, eu me quero mas sei que tenho nojo.
Tenho raiva dessa fraqueza, tenho ódio da minha falta de vontade, odeio ser o que sou sem ser realmente o que posso ser.
Mas tenho preguiça, e tudo fica pro dia seguinte, muito obrigada.
Ah sou apenas mais uma, sim, mas que porrameudeus, sou humana e portanto, cultivo o egocentrismo.

Quero sexo, quero amor, quero desejo e calor.
Tenho tudo isso nas mãos do meu homem, mas não nas minhas.
Gozo o sabor do amor, mas não sinto o tesão por mim, entende realmente porque preciso me internar?
Quero algo mais, quero algo demais.
Quero mais, mais do que posso aguentar.
Quero cair de cansaço, desmaiar de fraqueza, quero passar a fome que os artistas passavam, mas sem realmente merecer, sem fazer nada.
Quero ter o remoto controle de minha vida, a novela que acompanho todos os dias, mesmo xingando os protagonistas e o resto do elenco.
Mas peraí, eu sou a roteirista e diretora.
Talvez eu tenha uma supervisão acima dos meus conhecimentos, mas quem pode dizer?
Demorei muito e os meus eus se confundiram, agora sou apenas a parte que me cabe dizer que sei quem sou um pouco do mais que poderia ser se não fosse.
Anyway, demorei demais, agora é tarde, bye bye.

19 de setembro de 2008

E dia após dia, a vida vai seguindo, no mesmo ritmo de sempre, numa cadeia incessante e enjoativa.
Estou voltando ao normal...?
Acho que isso não seria muita novidade para a minha outra parte.
Poucas coisas jna vida são tão certas quanto a certeza de que nada, nada, absolutamente nada, é certo.
Talvez soe um pouco confuso demais eu sei.
Mas muitas e muitas vezes no meio da noite, com os olhos abertos, meus velhos fantasmas voltam.
E eu achava que nunca iriam voltar.
Me enganei.


Tantas e tantas lágrimas contidas, mágoas sufocadas, dores e tristezas, exatamente como imaginava que poderia ser.
Nunca muda, não é mesmo, esse círculo...?




E é sempre assim, sempre?
Como nunca saberei...


E a vida continua, segue, como um rio que deságua no oceano dessa vida interminável.
E dia menos dia, o mundo irá acabar.

Às vezes, acho que sou jovem demais para pensar assim, mas quando penso direitinho, vejo que os anos que se passaram, os anos determinados pela lógica humana, nada são.
Velhos que parecem crianças, crianças com crueldade de adultos, e jovens que agem como inúteis.
E me diga então onde podemos encontrar a solução, se nem ao menos sabemos onde começa esse problema...

E meus problemas até podem parecer pequenos e sem nenhum valor perante a inevitável decomposição do mundo.
Ao lado de problemas como a fome, a miseria, a guerra e a hipocrisia, os meus nada são.
Mas lembrem-se..Sou humana.
Meus problemas sempre serão prioridade.
Sou egocentrica, e o meu umbigo se localiza no centro de todo o universo.

Porque se fossem menores, com certeza não fariam sequer cócegas em minha garganta.
Mas não, os meus problemas se acumularam, e formam uma imensa bola em meu peito.
Quase explodindo.
Quase...


E transbordará, inundando tudo ao meu redor com o crescente desespero que desaba como as cataratas do Niágara.

o que estou dizendo?

Nada faz tanto sentido quanto a falta de sentido que existe nesse pequeno espaço vazio...Ao meu lado.

7 de outubro de 2007

Essa espera, esperando sabe-se lá o que...vale a pena?
acreditar em algo abstrato, acreditando que isso trará felicidade?
ou é isso que mantem acessa a esperança, acreditar em felicidade plena...?
ou serão apenas belas historias, que me contam, acerca de uma vida completa, realizada?
nao estou falando de dinheiro, nem de nada material...
é algo acima disso tudo, ser feliz como pode...
como podemos?
como saberemos se somos?
a vida é tão abstrata quanto nossas tolas esperanças?
estou sendo eu muito crítica com tudo isso?
não sei, mas é como simplesmente partissem meu coração em milhares de pedaços e pisassem...
como posso me manter firme, se não sei se estão mentindo pra mim?
e é tudo tão confuso, tão complicado de entender, simplesmente não....ah sei lá...
as vezes parece que tudo irá mudar, mas quando dou por mim, está tão igual quanto antes..
.como igual?
não sei, não me perguntem.
não acredito em rotina, rotina é quando deixamos de ver o que temos à nossa volta e passamos a culpar cada situação como o fim do mundo.
simplesmente não consigo mais pensar em uma coisa que nunca irá acontecer, isso é ridículo.