~Palavras Cotidianas.

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"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos."

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''Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.''


Friedrich Nietzsche






Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais.

- José Saramago.


no surprises...

9 de abril de 2010

Pessoas bizarras e outros acidentes.

Eu li algo muito inesperado, sobre a convivência com pessoas que não valorizam os mesmos gostos que os nossos.
Sim, claro, sei bem que a questão é mais profunda, como pessoas que não conseguem valorizar a verdadeira arte.
Mas então eu me questiono, o que é uma verdadeira arte?
EU amo profundamente música, sou viciada em leitura, morro por fotografia e outros tipos de artes manuais.
Mas existem pessoas que amam esportes, sabem tudo sobre como comer algo bizarro de várias formas bizarras, ou então, sabem tudo sobre a vida de todos.
Acredito que independente dos gostos e opniões, o que forma um elo entre você e as pessoas com quem você convive, é a tolerancia.
O respeito, a boa vontade, a paciência pra se aturar as idiotices que se ouve, tudo isso colabora, é claro, mas nada como você fazer a sua própria cabeça.
Sei bem como é frustrante não ter ninguém com quem falar sobre músicas tão empolgadamente, nem sobre um novo livro ou filme, ou muito menos contar sobre minhas crises, que estão cada vez piores, e minhas manias, sem me julgarem.
Não gosto de ser julgada.
Na verdade, eu tenho uma mania idiota de acreditar que todos são meus amigos, e irão entender meus impulsos, quando contar como quero morrer por cada estupidez que sai de minha mente.
Eu não estou tão acostumada a medir minhas palavras, pensando em como as pessoas são maldosas, sempre prontas para usarem suas frases contra você na primeira oportunidade, ou ainda espelharem aos quatro ventos como um telefone sem fio, aumentando o que pode ser escandaloso e diminuindo a sua imagem.
Mas sei que tenho que ter paciencia. E como sempre, uma grande e obtusa mente indiferente.
Sabe, nem todos somos folhas jogadas ao vento.
Como pétalas de sakura, que vão caindo ao léu, sem rumo, seguindo o curso.
Creio que interagimos como podemos, fazemos a nossa parte. Tudo depende de nós!
Me diz se isso não é motivo suficiente pra querer afundar?!
Por exemplo, imagino você num dia cinzento, querendo falar algo de "útil".
Mas mesmo que a filosofia de vida das baratas seja interessante pra você, a fofoca de outra pessoa é mais interessante para outrem.
Aliás, você gosta de fofoca?
E de babaleia? *-*
piada sem graça, mas rolei de rir...
Voltando ao assunto, tinha tanta coisa pra falar, mas esqueci, esgotei com as palavras em minha mente.
Creio que se abrirmos nossas mentes para darmos espaço para o bizarro de outras mentes, iremos ampliando nossos horizontes, descobrindo novas coisas que estavam escondidas dentro da idiotice de cada um.
Não sabemos o quanto nos escondemos atrás de nossa própria bizarrice até ver outras pessoas fazendo o mesmo.
E o incrível, é o circulo vicioso.
Mas tente aos poucos discutir coisas que te interessam, como fotografia, e outros itens, sem invadir ou colocar uma placa na testa escrita "SEU BURRO", pra variar.
Se bem que eu prefiro me taxar de burra, do que aguentar a arrogancia de outros achando que sabem de tudo da vida e que podem julgar a torto e direito, como se deus tivesse dado um dedo a mais pra eles, pra usarem e abusarem, da cara dos outros.
Ufa!

Dê uma brecha pra mostrarem quão maravilhosamente util ou inutil podem ser.
Independente do que for, cada pessoa tem algo a nos mostrar, depende de nós querermos ver.
Ou então, perder a vontade de viver e descobrir novos motivos e jogos para nos mantermos vivos nesse inferno mundano.
Deixe de procurar algo que talvez não vá encontrar tão fácil.
Cada pessoa é única, temos que valorizá-las pelo que são, e não pelo que poderiam ser.
E isso sim, é bizarro.



Estou ouvindo Between the Bars - Elliott Smith.
E também, Untitled - Trespassers William.
E tudo, tudo o que tenho ouvido, Trespassers e Carissa's Wierd.



p.s. De que adianta belas imagens se não enxergamos o verdadeiro valor de cada pequena coisa, desde um grão de poeira à um imenso ponto de interrogação em nossas vidas?
Temos que abrir os olhos.
Eu vou continuar a cultivar minha solidão e tristeza, mas tenho fé, ou indiferença, nem sei, em tudo o que me cerca.
Procuro beleza em coisas simples, e um fato pra me ater à vida, e não ficar à margem.
Ficar de escanteio é fácil, difícil é viver.
E Deus, como é difícil viver.
Bom seria jogar tudo ao vento e deixar escorrer como areia entre meus dedos.
Estou tão cansada.
Mas fiz isso tudo e minha consciência já está um elefante.
Pensar e sonhar também entram na lista de erros?
Acho que vou vagar pela eternidade.
Me condeno.



"...I blame myself, for what i can't ignore
I blame myself for wanting more..."


"...Emptiness is loneliness and loneliness is cleanliness
And cleanliness is godliness, and God is empty just like me..."


acho que esses sim, serão minhas novas descrições.

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