nem ao menos sei o que posso falar quando não há nada mais a falar.
Que seja o que quer que seja, que seja o que tem que ser feito.
Todos os meus começos são sempre os mesmos, todos meus dias são tão completamente diferentes, e puta que pariu, tô chapada.
Apenas pra guardar as memorias desse dia.
Apenas pra lembrar que eu posso ser o que não quero ser, o que quero mas não posso.
Q se foda então o que lembrar.
Num momento é isso, e quando vc vira para ver, já não é mais nada daquilo que vc pensava que poderia ser...
Parece ser muito, muito mais que isso...
Acho que, na realidade, é um parque inteiro."
* Estou dançando em espirais ao redor do meu mundo.
Rotação em meu universo, na galáxia da minha própria constelação. *
PuяpLє Sky.Puяpleing Playing in тнє Sky *
by.Rúbia Tsuzuki
Informações à Parte.
5.6.09
bebada demais pra escrever.
22.5.09
E o que resta, o que fica pra trás?
Não entendo realmente, como as coisas podem começar, e simplesmente acabar.
Não entendo o processo todo, fica no meio, nunca completo, sempre abandonado.
Nem ao menos sei como começar o que quero escrever, e muito menos como finalizar, fica tudo com ar de porqueê, pra quê, o que é isso, cumá??
Talvez eu seja incompleta por natureza, e pela natureza uma aberração.
Não sei ao certo definir, o vazio.
Sinto falta do meu vazio, do meu espaço, quem sabe?
O que eu quero, o que me aguarda, eu tenho medo.
Tenho medo de muitas coisas, mas não de ter medo.
Não me envergonho disso, apenas sinto um vazio e a falta de amparo.
É tão clichê falar que desde que me entendo por gente eu sinto assim?
Acordar, com sete anos de idade, olhar os raios brincando de luzes no teto, refletindo os pingentes que pendurei na janela num arco iris multicor...E me perguntar, daonde eu vim, por que, o que estou fazendo aqui...?
Sentindo a falta de algo que está alem da minha compreensão.
Ah sim, sou completa de muitas formas.
Uma vida perfeita e nada convencional. Homem perfeito.
Planos para o futuro perfeito.
Eu sou feliz.
Mas aí que está o problema sabe?
A tristeza e solidão é um vicio que não some.
As marcas ficam, a depressão cobra um preço muito alto, eu creio.
Talvez eu nem mesmo saiba mais o que significa tristeza, aquela velha conhecida.
Dor, talvez, mas não a tristeza de não ter, não ser, não pertencer.
Mas eu não gosto dos planos, não me apetece pensar.
Quero ficar parada, sentada no poof que tem em casa, aquela cara redonda sorridente e confortavel que abriga minhas nádegas.
Quero o dia nublado, uma musica ao fundo que traduz o que minha alma sente.
Talvez Mozart, ou Vivald?
Nenhum dos dois.
A unica musica que tem me traduzido nem ao menos tem nome assim, é apenas Bellas Lullaby.
Sim, do filme Crepusculo.
Incrivel, é a MINHA musica. Ao menos me parece, cada vez que a ouço.
E minha vida toda, os crepusculos contaram mais.
Talvez seja essa nostalgia.
Ou esses talvezes.
Me sinto completa demais, acho, e sinto falta de ser vazia.
Sem nada, sem nada.
Só a melancolia e o martini com gelo. e o cigarro na mão.
Encarando o nada, querendo nada.
Passar o dia todo lendo sem pensar em outra coisa, sem sentir a falta de quem nem tenho.
Porque dependo de outro agora, não da melancolia natural.
As barreiras ruiram de vez, e agora, sou um livro aberto.
Sou eu mesma e isso me assusta.
A mascara era tão mais confortável!
3.5.09
apenas mais uma de estresse.
"Quando o homem criou a roda, logo Deus inventou o freio, um dia o feio criou a moda, e toda roda amou o feio."
e cadê a mentira aí? me diz então..
O que dita seu espelho?
Quem é seu maior tirano?
Quem vc ama mais, vc ou o que pode se tornar?
Nunca critique o que não pode entender, e se entende, fique quieto.
Apenas mais uma de tédio.
Eu luto contra a mina falta de tempo, e luto contra a falta de vontade.
Digo a mim mesma todos os dias o que sou, o que deveria ser, e o que não deveria ser, mas então as coisas se confundem em minha mente e vira uma mistureba das grandes, e sou o que não devo ser, esqueço o que poderia, e nem sequer tomo conhecimento do que sou, e aí o que eu faço?
Eu me irrito e me descontrolo, por dentro, enquanto por fora eu fico com aquela cara ausente e quieta por horas.
Me deixe em minha casa que eu passarei a tarde toda na mesma posição e quer saber, que me importa?
Ah sim, eu ando pessimista e abandono o que eu sou as favas, mas quero ser algo mais, tentar mais.
Então eu contemplo o mundo que me cerca e me vejo velha, tão velha que as rugas de minha alma me afundam num mar de tristezas, e me olho no espelho e me odeio.
Mas sou feliz.
Sou profundamente feliz.
Mas me engano o tempo todo e não quero enfrentar a realidade.
Sou apenas mais uma garota mimada que a vida não se lembrou de ensinar. Ainda.
30.4.09
Apenas mais uma confusão, nada demais.
Eu não sei, realmente, de onde surgem as neuroses.
Ou talvez eu saiba. Talvez não.
Ah, mas quer saber?
Nem eu...
Que seja então, eu e meus fantasmas, eu e meus medos, eu e minhas neuras.
Que seja.
Na realidade, nem sei se me importo, ou se tenho medo de descobrir o que eu já pensava ser.
Meu inconstante, meu constante, minhas regras e quebradas, eu me odeio e poucas vezes me amo, eu me quero mas sei que tenho nojo.
Tenho raiva dessa fraqueza, tenho ódio da minha falta de vontade, odeio ser o que sou sem ser realmente o que posso ser.
Mas tenho preguiça, e tudo fica pro dia seguinte, muito obrigada.
Ah sou apenas mais uma, sim, mas que porrameudeus, sou humana e portanto, cultivo o egocentrismo.
Quero sexo, quero amor, quero desejo e calor.
Tenho tudo isso nas mãos do meu homem, mas não nas minhas.
Gozo o sabor do amor, mas não sinto o tesão por mim, entende realmente porque preciso me internar?
Quero algo mais, quero algo demais.
Quero mais, mais do que posso aguentar.
Quero cair de cansaço, desmaiar de fraqueza, quero passar a fome que os artistas passavam, mas sem realmente merecer, sem fazer nada.
Quero ter o remoto controle de minha vida, a novela que acompanho todos os dias, mesmo xingando os protagonistas e o resto do elenco.
Mas peraí, eu sou a roteirista e diretora.
Talvez eu tenha uma supervisão acima dos meus conhecimentos, mas quem pode dizer?
Demorei muito e os meus eus se confundiram, agora sou apenas a parte que me cabe dizer que sei quem sou um pouco do mais que poderia ser se não fosse.
Anyway, demorei demais, agora é tarde, bye bye.
11.3.09
Sim, eu sempre fui fanática devoradora de livros.
Mas minha atual obssessão está até me irritando!
Bem, posso dizer que caí na armadilha de Stephenie Meyer, como caí na de Anne Rice, J.K.Rowling...E na de J.K.K.Tolkien e Carlos Ruiz Zafon e mais meio mundo..
Mas juro, quando caio na obssessão, é obssessão mesmo!
Eu passo a viver pelo livro, respirar, pensar, querer...
Bem, o que isso implica com minha situaação atual?
EU tenho uma vida quase perfeita.
Mas vivo encontrando as brechas e me enfurnando nelas.
Isso eu chamo de momentos de melancolia.
Tenho isso desde que me entendo por gente.
Desde quando tinha sete anos e me vi, numa manhã ensolarada, contemplando o teto, quando acabara de acordar, me perguntando de onde vinhamos, o que fazíamos, por que e coisas assim.
Quando, com sete anos ainda, me vi rebatendo argumentos, e querendo aprender filosofia.
Quando com oito anos comecei a escrever poemas.
Quando com nove anos comecei a sair com garotos, embora a maioria dos meus amigos sempre tivessem sido meninos, e tendo meu primeiro beijo com uma garotA.
Quando com onze comecei a fumar, me achar gorda, querer ser mais magra, quando com doze comecei a ir pra boates, quando com essa mesma idade afundei na depressão, passando noites e dias de insonia devorando livro atrás de livro, e nada nem ninguem me fazia sair da apatia.
Quando com 14, eu comecei a me achar madura, mas ridicula ao mesmo tempo.
Quando comecei a namorar sério pela primeira vez, mas ainda sentia um vazio enorme em mim.
Quando por fim me acostumei com o vazio, e enxerguei pela primeira vez como era fria e sem um pingo de escrupulos ou dó de ser cruel com os outros.
Quando com 15 eu curti tudo o que tinha que viver.
Quando com 16, enjooei de ser vazia.
Quando com 17 eu era uma boemia, sem me importar com nada nem ninguem, apenas com meus pais, pois eu tinha que compensa-los de alguma forma certo...
Quando com 18 eu decobri que poderia mudar.
Quando eu comecei a mudar e descobrir que amor existe mesmo, quando descobri que se pode amar cada dia mais uma pessoa.
Quando tive meu primeiro orgasmo verdadeiro.
Quando descobri que podia ser diferente, e melhorei, e aprendi que preciso crescer, mais e mais e esse processo dura uma vida toda.
Quando as obssessões voltaram...
E eu tenho um obssessão..
Quero ME amar.
Porque nesse tempo todo, eu aprendi algo, eu vivi demais, eu amei.
.Mas nunca aprendi a ME AMAR.
E eu quero, quero ser feliz comigo..
Sem precisar dos olhos de quem amo.
Sem precisar duvidar de todos e achar que sou ridicula, com vergonha do meu corpo.
Quero ser MAIS.
Sabe, de certa forma, eu tive meu crepusculo, minha lua nova e meu eclipse...
Me identifiquei demais...
Não com os vampiros e lobos e coisas assim..
Mas metaforicamente, tudo se encaixa em minha vida..
De certa forma....
Eu sou MANIACA pelos detalhes.
Sou egocentrica, afinal, que ser humano não é?
Quero o melhor pra mim e pra quem amo.
E descobri, não hoje claro, mas há um ano, que quero MESMO casar e ter um filho.
Quando ele falou da primeira vez, estranhei quando meu coração se encheu de alegria, afinal, eu tinha verdadeiro PAVOR disso.
Mas eu mudei.
Por dentro, eu mudei.
Agora quero mudar por fora.
Quero ser MELHOR.
isso faz algum sentido?
Falei, falei e falei, e nem sei se tem nexo...
Purple Sky *
- just.Purpleing
- .Purpleing. playing in the sKy . * Estou dançando em espirais ao redor do meu mundo. Rotação em meu universo, na galáxia da minha própria constelação. * Capricórniana, do ano da Serpente. meu mundo? está girando. Livros, horas, musicas, carros, amor, mais amor, novas historias, paisagens e entregas...